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quarta-feira, 23 de março de 2011

Debate "Ciência e Cristianismo"


É já na próxima sexta-feira, dia 25 de Março, o meu debate com o Ricardo Silvestre, do Portal Ateu. Vai começar às 21h, e será no bar Oh Laurindinha!, gerido pelo Helder Sanches, também do Portal Ateu.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Debate Craig vs. Hitchens



Este debate entre o filósofo evangélico norte-americano William Lane Craig e o jornalista ateu britânico Christopher Hitchens, que versou sobre o tema "Does God Exist?", encheu a 4 de Abril de 2009 um enorme auditório na Universidade de Biola, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e foi seguido por milhares de pessoas. É um debate imperdível. Apesar do evidente charme e retórica de Hitchens, que periodicamente arrancava mais umas gargalhadas da plateia, fica patente a incapacidade deste ateu em conseguir debater argumentos filosóficos.

Craig avança com os seguintes argumentos filosóficos, sem recorrer a qualquer fundamentação religiosa ou teológica: Argumento Cosmológico, Argumento Teleológico, Argumento pela Moral e Argumento pelas evidências da ressurreição de Cristo. Logo na abertura do debate, Craig baliza a sua intervenção: argumentos filosóficos para defender que a tese da existência de Deus é mais forte e mais provável que a tese da inexistência de Deus. Mas Hitchens não só não mantém o debate em torno deste tópico central, que afinal correspondia na íntegra ao tema do debate, como não parece conseguir lidar com os argumentos de Craig.

Veja-se a leitura deste debate, feita pelo ateu Luke Muehlhauser, do blogue Common-sense Atheism:

«The debate went exactly as I expected. Craig was flawless and unstoppable. Hitchens was rambling and incoherent, with the occasional rhetorical jab. Frankly, Craig spanked Hitchens like a foolish child. Perhaps Hitchens realized how bad things were for him after Craig’s opening speech, as even Hitchens’ rhetorical flourishes were not as confident as usual. Hitchens wasted his cross-examination time with questions like, “If a baby was born in Palestine, would you rather it be a Muslim baby or an atheist baby?” He did not even bother to give his concluding remarks, ceding the time instead to Q&A.»

Num daqueles raros momentos em que Hitchens contestava, realmente, alguma das premissas dos argumentos avançados por Craig, o resultado era desanimador. Acerca do argumento cosmológico, Hitchens lançou a velha falácia de Dawkins: "Who designed the designer". Assim, o debate foi canja para Craig, que já confidenciou várias vezes que não gosta de debater argumentos filosóficos com pessoas sem trabalho académico na área. Do ponto de vista filosófico, o debate não chegou a existir, pois Hitchens não conseguia interagir nesse registo. Do ponto de vista mediático, o evento demonstrou a superficialidade deste representante do "novo ateísmo", e mostrou de forma cabal que autores como Dawkins, Harris, Hitchens e Dennett, apesar de venderem muitos milhares de livros, baseiam a sua argumentação em chistes e falácias superficiais, sem consistência, argumentação essa que não resiste ao embate com um filósofo profissional como Craig.

Fica então a questão: porque razão obras tão fracas e superficiais se tornam "best-sellers"? A questão é semelhante há que tantos fizeram aquando do romance mediático "The Da Vinci Code", do iletrado Dan Brown. E a resposta dada então parece-me permanecer válida. Juntem-se os seguintes ingredientes: vontade de fazer mega-dólares por parte dos editores e distribuidores, mega-investimentos na promoção destes produtos, tema apelativo (religião), escrita incendiária e falta de cultura e formação por parte dos consumidores deste tipo de produto.

PS: Por ser um marco em matéria de apologética, este vídeo fica disponível na nova secção "Debates", na barra lateral direita do blogue.