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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Razões para não votar Cavaco Silva - Parte V

Educação Sexual em meio escolar
(Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto).


A Lei que "estabelece o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar" é uma mais maiores burradas legislativas da nossa História. Sob a capa, pouco disfarçada, de uma ideologia perversa, promove a imoralidade junto da população em idade estudantil.

Antes de principiar o rol de críticas, que é uma síntese possível face ao que se poderia escrever acerca desta Lei, convém esclarecer alguns pontos gerais acerca da minha posição:

  1. Não estou contra o conceito genérico de Educação Sexual de teor científico dada em meio escolar;
  2. Não estou contra o conceito genérico de Educação Sexual de teor ético e moral, a chamada "educação para os valores", dada em meio escolar; nisto, distancio-me de algumas posições que mantêm que a moral e os valores saem da competência da escola e devem pertencer exclusivamente à competência da família; eu acho que essa "educação para os valores" deve ser dada, quer pela escola, quer pela família;
  3. Estou contra este modelo de Educação Sexual em meio escolar, e pela razão de que este modelo promove, junto da população estudantil, comportamentos imorais inaceitáveis.

O Artigo 2.º abre logo as hostilidades, com a notória promoção de uma ideologia acerca da sexualidade humana que é profundamente imoral, e onde se encontra:

  1. A promoção, junto dos alunos, do relativismo moral: "a) (...) respeitando o pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa";
  2. A promoção, junto dos alunos, do sexo antes do casamento: "b) A melhoria dos relacionamentos afectivo-sexuais dos jovens" (jovens em idade escolar, no ensino Básico e Secundário, entenda-se);
  3. O tratamento da gravidez como um mal: "c) (...) consequências negativas (...) tais como a gravidez não desejada";
  4. De novo, o relativismo moral, desta vez no contexto de descarada propaganda LGBT: "f) O respeito pela diferença entre as pessoas e pelas diferentes orientações sexuais"; não existe tal coisa como "orientação sexual": o que deve existir é o reconhecimento claro e público de que os actos homossexuais são imorais, e não uma escolha moralmente legítima; as pessoas que praticam esses actos imorais devem ser respeitadas enquanto pessoas, mas a sociedade não pode, de forma alguma, legitimar moralmente actos que são intrinsecamente imorais; muito menos deve, ou sequer pode, o Estado promover, junto das crianças em idade escolar, a ideia perversa de que uma sexualidade imoral pode ser vista como boa ou respeitável;
  5. A introdução do despotismo e da intolerância face aos que pensam, correctamente, que a homossexualidade é imoral: "l) A eliminação de comportamentos baseados na discriminação sexual ou na violência em função do sexo ou orientação sexual"; esta cláusula, certamente imprecisa e mal escrita, permite classificar como "comportamento a eliminar" a afirmação pública, por parte de um aluno, encarregado de educação ou professor, de que a homossexualidade é imoral.

No Artigo 6.º, introduz-se a obrigatoriedade desta "Educação Sexual", em moldes tais que não fica nada claro que um encarregado de educação possa exigir que o seu filho ou filha sejam resguardados da exposição a esta funesta deseducação sexual. Muito provavelmente, o Artigo 6.º será sempre interpretado no sentido de vedar aos encarregados de educação o direito a protegerem os seus filhos da doutrinação ideológica em meio escolar.

No ponto 3 do Artigo 9.º, "Parcerias", abre-se descaradamente a porta, sem no entanto serem referidos nomes, para a entrada em força das tropas da APF nas escolas portuguesas. Eles que estão, graças aos financiamentos públicos, recheados de manuais, recursos humanos e planos de formação mais do que suficientes para doutrinar crianças inocentes com pilhas de ideologia imoral.

No ponto 8 do Artigo 10.º, fica estabelecida a colaboração activa e efectiva das escolas com a promoção da actividade sexual pré-marital e com o uso imoral de contraceptivos por parte dos alunos:

«8 — O gabinete de informação e apoio, em articulação com as unidades de saúde, assegura aos alunos o acesso aos meios contraceptivos adequados.»

E é para isto que um pai e uma mãe metem o seu filho ou filha na escola?

Claro está que, no meio dos contraceptivos a serem fornecidos aos alunos, de forma a promover a promiscuidade e o sexo fora do casamento, estará certamente disponível a abortiva "pílula do dia seguinte". Desta forma, temos ainda um Estado perverso a ajudar as alunas portuguesas a matarem os seus filhos por via química. Certamente que a desinformação estará presente nestes gabinetes, de forma a amolecer e suavizar, junto das alunas, a enorme gravidade moral (de um grau bastante diferente e superior de imoralidade, face ao uso de contraceptivos) do uso da abortiva "pílula do dia seguinte".

Uma questão menor, já não de índole moral mas sim de índole organizacional, é a forma trapalhona como tudo isto está montado. A forma como se pretende ministrar esta deseducação sexual, misturada com as várias matérias e com o regular horário lectivo, vai lançar o caos nas salas de aula. Excepto se, como espero, esta trapalhice vier a ser benéfica, ficando a deseducação sexual na gaveta pelo facto de estar tão mal estruturada e definida a sua aplicação nesta Lei.

Cavaco Silva assinou esta lei imoral a 23 de Julho de 2009. Está lá o nome dele. Só por esta razão, uma pessoa de bem não pode voltar a votar em Cavaco Silva. Mas, infelizmente, há mais razões...

(continua)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pornografia para crianças


Simplesmente inacreditável...
Quando julga que o seu filho ou filha estão numa visita de estudo ao Pavilhão do Conhecimento, podem estar na realidade a assistir e a participar numa acção de pornografia para crianças. Um bando de tarados organizaram este "evento" (des)educativo intitulado Sexo... e então?
O que terá aprendido o seu filho ou filha no final deste dia tão científico? Coisas lindas como esta, bastante adequadas às idades escolares em questão, e informação 100% científica, nada ideológica, nada polémica, muito consensual.
O Ricardo, um rapaz novo que surge logo no início da reportagem da SIC, está enojado com um simulador de beijos com a língua. A jornalista pergunta-lhe: "Ricardo, o que é estás a fazer?". Ele, atrapalhadíssimo, como qualquer criança normal, responde: "Não sei, mas nem me interessa!".
O Ricardo está a ser abusado psicologicamente pelos autores desta exposição, bem como pelo professor que o levou a este abuso. E os pais do Ricardo, não fora esta reportagem televisiva, provavelmente não seriam informados do abuso psicológico.
A jornalista insiste, mais à frente, com uma rapariga: "Há alguma coisa aqui que vos tenha feito impressão?". A rapariga, atrapalhada, admite, como qualquer criança normal: "Há... algumas...". E a entrevistadora: "Como por exemplo?". A rapariga dá um exemplo: "O homem a penetrar na mulher, faz-me confusão."

Grandes bestas, os selvagens tarados que fazem isto a crianças.
Não há palavras no vocabulário que sejam suficientes para insultar os organizadores e os promotores desta selvajeria. Isto é roubar a infância às crianças. É um abuso e uma violência psicológica inadmissível. É não respeitar os ritmos de crescimento de cada criança. É não respeitar a privacidade e o direito à pudícia das crianças. É cuspir na cara dos pais que acreditam numa sexualidade com valores e com responsabilidade.
Eu não imagino com facilidade o que fará um adulto querer ver-se envolvido num projecto destes, mas suponho que duas razões possíveis sejam:

a) esse adulto trabalhar para a indústria do sexo (venda de pornografia, venda de contraceptivos, venda de material de deseducação sexual, etc.)

b) esse adulto ser um pedófilo tarado

Uma senhora de nome Rosália Vargas, legendada como "Presidente «Ciência Viva»", suponho que por ser responsável por este conteúdo pseudo-científico, explica a razão de ser de uma zona da exposição que está proibida a adultos. Ao invocar as razões para tal zona, esta senhora refere: "É respeitar o direito à privacidade que os mais novos têm nestas questões".

Pois esta exposição é o exacto oposto das razões apontadas por Rosália Vargas. Esta exposição desrespeita precisamente o direito à privacidade que os mais novos têm nestas questões. A sexualidade dos adultos é forçada às crianças, que são obrigadas a "crescer" depressa demais e a lidar com situações para as quais não estão preparadas, nem querem legitimamente estar preparadas. Uma criança tem o direito a ser criança.

Em qualquer Estado decente, esta pandilha de pedófilos estaria presa.

PS: Como curiosidade de rodapé, sucede que eu almoço, quase todos os dias, na cafetaria do Pavilhão do Conhecimento. Há uns dias a esta parte, uma das paredes da cafetaria, que faz paredes meias com a loja do Pavilhão, tinha uma zona preta para as crianças preencherem, a giz, com as suas recordações da exposição que acabaram de ver. Gostaria de ter tirado uma fotografia, para poder partilhar aqui o rol de vulgaridades que estavam retratados nessa zona preta: calão, desenhos ordinários, enfim, toda a brejeirice que só pode resultar de fazer passar um grupo de crianças por uma exposição desta natureza: enquanto que os mais novos devem sair incomodados e desconfortáveis, e felizes por estarem cá fora, já os mais velhos e atrevidos aproveitam, obviamente, todas as oportunidades que lhes derem para a brejeirice. Aos olhos dos novos e tarados pedagogos, isto é Ciência... Conhecimento... Educação...