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terça-feira, 7 de junho de 2011

Ben Shapiro - Autor de "Primetime Propaganda"



Para os mais distraídos, a actriz que faz de "ministro" do "casamento" lésbico no famoso episódio da série "Friends" é a Candace Gingrich, a activista LGBT, irmã do republicano Newt Gingrich, que se converteu ao catolicismo em 2009. Se o "casting" de Candace para esse papel não é propaganda, então nada é propaganda!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Ideologia de Género - O Caso Reimer

O documentário que se encontra no final deste texto é muito pedagógico: "Dr. Money and the boy with no penis" (Horizon, BBC TV, 2004), do qual tomei conhecimento via É o Carteiro!

O documentário mostra o trágico fracasso das experiências do psicólogo John Money (1921-2006), o "pai" da teoria pseudo-científica que dá pelo nome de "identidade de género", e que afirma que o género feminino e o género masculino são apenas culturais, e não características inatas do ser humano. Essa mesma teoria, hoje em dia, alimenta também uma parte importante da propaganda LGBT. Money promoveu a expressão "gender identity/role" como se a identidade de género e o desempenho social dese papel ("role"), fossem uma só coisa: algo que é adquirido culturalmente.

Para defender a sua teoria, Money conduziu durante anos várias experiências com os gémeos Bruce e Brian Reimer, dois rapazes norte-americanos. Bruce fora acidentalmente castrado aos oito meses, e em consequência, o Dr. Money sugeriu aos pais que a criança recebesse uma intervenção cirúrgica e tratamento com hormonas femininas, juntamente com uma educação que "alinhasse" o rapaz de acordo com o perfil feminino. Bruce tornou-se "Brenda".
Perante graves crises de identidade durante o início da sua adolescência, pois embora castrado, "Brenda" Reimer sentia-se rapaz (que era, na verdade), os pais decidiram revelar a verdade aos seus dois filhos. "Brenda" insistiu em voltar a ser submetido a cirurgia, desta vez para recuperar a sua masculinidade: escolheu o nome de David. Instalou-se uma crise entre os irmãos que durou anos, atravessando toda a adolescência até à idade adulta. Brian Reimer, muito provavelmente traumatizado com a descoberta, na adolescência, de que a sua "irmã" afinal era um rapaz, entrou numa escalada de problemas psicológicos que degenerou em esquizofrenia já na idade adulta: ele matou-se em 2002. David, deprimido pela perda do irmão, e pela separação da sua mulher, matou-se também, em 2004.

O Dr. Money, logo no início da adolescência dos gémeos, altura em que as suas experiências sinistras fracassaram por completo (Bruce/"Brenda", a certa altura, ameaçou que se matava se o obrigassem a mais sessões com Money), começou a publicitar a sua teoria como sendo verdadeira, e usando o caso Reimer como alegada prova.

Esta teoria pseudo-científica ainda hoje em dia é promovida. Em Portugal, o Governo socialista de José Sócrates tenta hoje em dia aplicá-la através, por exemplo, da Lei da Educação Sexual ou da legislação acerca da mudança de sexo em vias de ser promulgada. Outros governos "modernos" começam também a aplicá-la e a promovê-la. Está a tornar-se numa moda da engenharia social dos nossos tempos, apesar de esta moda ser baseada numa mentira pseudo-científica que destrói a vida das pessoas. Mas nada como ver o documentário...

PS: A John Money Collection inclui um espólio "científico" de pornografia, que está alojada no também muito "científico" Kinsey Institute. É curioso descobrir as interessantes teorias de Money acerca da pedofilia e do "amor" erótico entre crianças e adultos, o que o torna intelectualmente próximo de Kinsey, já que este era um pedófilo activo, com as suas teorias (e práticas) acerca do tema. Veja-se ainda, nos vídeos que se seguem, Brian Reimer a contar que o Dr. Money se entretinha a conduzir "experiências científicas" nas quais levava os dois irmãos, na altura com apenas sete anos, a entrarem em actos sexuais.







PPS: Na frase final, David Reimer lança o aviso acerca dos riscos desta ideologia de género, como premonição do seu suicídio, que viria a ocorrer pouco depois desta entrevista: "Is it gonna take somebody to end up killing themselves, shooting themselves in the head, for people to listen?"

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Razões para não votar Cavaco Silva - Parte VI

Casamento civil entre pessoas do mesmo sexo
(Lei n.º 9/2010, de 31 de Maio).


Esta Lei é curtinha. Vá lá... É mais rápida de analisar.
Mas não deixa, por isso, de ser uma monumental estupidez.
Esta estupidez de Lei, por ser tão curta, reparte-se apenas em dois aspectos que urge criticar:

A redefinição do casamento
Na nova redacção do Artigo 1577.º do Código Civil, lê-se agora a seguinte definição de casamento:

«Casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida, nos termos das disposições deste Código.»

Antes da promulgação da Lei n.º 9/2010, este Artigo 1577.º continha a seguinte definição de casamento:

«Casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida, nos termos das disposições deste Código.» (negrito meu)

Constata-se então uma redefinição legislativa do conceito de casamento. Essa redefinição materializa-se na remoção, pura e simples, do trecho "entre duas pessoas de sexo diferente". Dir-se-ia que o âmbito da definição foi alargado... Mas há alargamentos que, de tão largos, destroem a realidade pretensamente alargada.

Ora, antes de mais, urge afirmar o óbvio: a realidade precede as definições jurídicas. Ou seja, se uma definição jurídica pretende retratar fielmente uma realidade, ela deve procurar ser coerente com essa realidade. A definição jurídica não cria, ou recria, uma realidade pré-existente. E afirme-se, antes de mais, que o casamento é uma realidade pré-existente face à Lei e ao Direito em geral.

Assim, e previamente a qualquer consideração jurídica, que será sempre secundária, importa ver se a realidade do casamento, realidade essa de âmbito humano e social, é uma realidade cuja natureza é ou não destruída com a remoção do trecho "entre duas pessoas de sexo diferente".

É evidente que essa remoção destrói o conceito de casamento.
Uma união entre pessoas do mesmo sexo nunca poderá ser um casamento. Qualquer lei que o diga é uma farsa, pois afirma, em linguagem jurídica, uma impossibilidade.

A explicação pode ser mais ou menos complexa. É certamente um tema que permite exposições e explicações bastante sofisticadas e profundas. Mas parece-me que não falho o alvo se me focar na explicação seguinte, que é uma das muitas possíveis.

O que é um casal humano?
Os termos "casar", "casal", "casamento", trazem consigo o sentido de união.
Mas que tipo de união é esta?
Desde os primórdios da Humanidade que esta união se refere à união entre um homem e uma mulher, união essa que se distingue de outros tipos de união entre seres humanos, não só pelo seu carácter de estabilidade e exclusividade, mas também pela componente da sexualidade.

Então, o que é que o sexo heterossexual tem que o homossexual não tem?
Que característica é essa que faz com que o sexo heterossexual seja a condição "sine qua non" de um casamento humano real e genuíno?

É simples: a complementaridade biológica. Na união entre homem e mulher estão reunidas, em simultâneo, as duas finalidades da sexualidade humana: a unitiva e a procriativa.

O ser humano tem, na sua constituição biológica, várias funções distintas. Na sua esmagadora maioria, essas funções são exercidas individualmente: a função digestiva, a função circulatória, a função respiratória, a função motora, entre outras. No entanto, há uma função que não pode ser exercida individualmente: a função sexual. A função sexual é a única função biológica do ser humano que só pode ser exercida por dois seres humanos, um do sexo masculino e outro do sexo feminino.

A função sexual, unitiva e potencialmente reprodutora (essa função não desaparece quando o casal é infértil), só é cumprida, completada, realizada, por um homem e por uma mulher. Desta forma, a união de homem e mulher materializa, de forma única, o ser humano "Homo Sapiens", espécie de ser vivo que só com um casal heterossexual está plenamente representada.

Deste modo, o casamento entre um homem e uma mulher reflecte a totalidade do que é ser humano. Uma parelha de dois homens homossexuais, ou de duas mulheres homossexuais, não tem essa complementaridade sexual que constitui o ser humano completo e uno. Logo, esse tipo de parelhas com vida em comum não pode representar, mesmo que o tente desesperadamente, a tal "plena comunhão de vida". Como se vê, ao remover o contexto da heterossexualidade, a nova redacção do Artigo 1577.º passa a afirmar uma impossibilidade lógica e física: um par de seres humanos do mesmo sexo não é fisicamente capaz de efectivar uma "plena comunhão de vida", pela sua manifesta incompatibilidade sexual e fisiológica. Não só tais parelhas são anatomicamente incompatíveis no que diz respeito ao exercício da sua sexualidade, como o sexo homossexual não poderá nunca gerar nova vida humana, uma das evidentes funções da sexualidade humana, e consequência típica de um real e genuíno casamento.

O Estado, como garante da coesão e governo da sociedade, deveria ter em atenção que é insensato ter leis como estas, que afirmam impossibilidades. Leis mentirosas. Leis que distorcem a realidade, a pretexto de pressões por parte dos agentes da propaganda LGBT, ou a reboque de uma reengenharia social pretensamente "moderna".

Em suma, só há casamento onde há, efectivamente, complementaridade biológica e exercício conjunto da sexualidade humana no seu pleno, no contexto de uma "plena comunhão de vida". Isso é que é casamento. E isso, dê-se as voltas que se der, só é possível com um homem e com uma mulher.

Poderia ter discutido a fundo a questão da imoralidade: é certo que os actos homossexuais são imorais, e que o Estado não deveria promover essa imoralidade. Também afirmo de forma clara que o Estado não deveria punir essa imoralidade, pois acredito que há claros limites acerca do âmbito de actuação estatal em matéria de moral. É, assim, defensável que o Estado não puna a imoralidade privada, mas é certo que o Estado não pode promover a imoralidade privada, e muito menos promover a imoralidade pública. Visto que o novo "casamento homossexual", essa mentira feita lei, configura um acto público de protecção estatal à imoralidade, a situação torna-se ainda mais grave. Mas insisto: antes da discussão moral, que é certamente mais polémica, penso que basta olhar para a nova redacção do Artigo 1577.º, e ver que ela materializa uma impossibilidade: ver a união de duas pessoas do mesmo sexo como um casamento é uma contradição nos termos, como espero ter demonstrado cabalmente.

A questão da adopção
Na ânsia de evitar correr o risco de um protesto público a larga escala, Sócrates e a sua equipa meteram, mesmo a jeito, este Artigo 3.º na nova lei:

«1 — As alterações introduzidas pela presente lei não implicam a admissibilidade legal da adopção, em qualquer das suas modalidades, por pessoas casadas com cônjuge do mesmo sexo.
2 — Nenhuma disposição legal em matéria de adopção pode ser interpretada em sentido contrário ao disposto no número anterior.»


Na altura foi afirmado à saciedade o óbvio: este Artigo 3.º está em manifesta contradição com a nova definição de casamento. Se, a partir de agora, o Legislador entende que a união contratual de duas pessoas do mesmo sexo com um projecto de vida em comum também constitui um casamento, e até com "plena comunhão de vida", sendo ainda usada a expressão "constituir família" para este tipo de parelhas, é bizarro negar a essa pretensa "família", reconhecida legalmente como tal pela nova redacção do Artigo 1577.º, a possibilidade de adoptar, que não é negada a nenhuma família baseada numa união heterossexual!

Isto parece-me claro como a água: o Artigo 3.º tem os dias contados. Foi usado como mera táctica política, e não terá grande futuro. Agora que a contradição está na lei, há que começar a trabalhar politicamente para acabar com ela, e inevitavelmente, no actual contexto social, o Artigo 3.º acabará por cair. Quem perde com isso? As crianças, claro está, que assim que cair este Artigo que, por ora, veda a adopção, passarão a ser expostas ao risco de serem adoptadas por uma parelha homossexual e, dessa forma, serem expostas a um estilo de vida imoral.

Cavaco Silva assinou esta lei injusta e imoral a 17 de Maio de 2010. Está lá o nome dele. Só por esta razão, uma pessoa de bem não pode voltar a votar em Cavaco Silva.

Com esta sexta e última parte, termino a série de textos com razões para não se votar em Cavaco Silva nas eleições de 23 de Janeiro próximo. Sei que não esgotei as críticas possíveis à actuação presidencial de Cavaco Silva, mas procurei focar-me nos temas que são realmente mais importantes: as questões de índole ética e moral devem prevalecer, sempre, mas sempre, sobre questões de índole político-partidária, questões de índole económica, ou outras questões manifestamente menores.

Termino como principiei: nada de pessoal tenho contra Cavaco Silva, e a minha central crítica à sua actuação política prende-se com a total incapacidade que o actual Presidente manifestou em ser capaz de agir de acordo com princípios éticos e morais que ele diz professar. Não vejo, nos restantes candidatos presidenciais, mais nenhum que dê garantias de, nesta matéria essencial, vir a ter uma actuação superior à de Cavaco Silva. Pelo que, obviamente, as minhas críticas a Cavaco Silva não implicam qualquer aprovação dos restantes candidatos, muitos dos quais nem sequer professam os valores que Cavaco Silva professa, pelo que está garantida à partida a sua actuação política à revelia de princípios éticos e morais sólidos e verdadeiros.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Raul Mesquita na Antena 2

Vinha no carro, a ouvir a Antena 2 na rádio, quando comecei a ouvir uma conversa fiada. Falava-se sobre "ética" e sobre "morais". Segundo o falante, havia uma ética universal (a do "não matarás"), mas ao mesmo tempo, existiam várias "morais", e que era importante "criticar" as morais.

Cheirou-me a relativismo. E era. O entrevistador atalhou: "mas a sociedade não precisa de uma moral?". De forma contraditória, o relativista dizia que sim. Mas depois falava em "morais", e não "numa moral". Se percebi bem, defendia que numa mesma sociedade deveria existir uma moral (que ele distinguia de uma ética universal), e ao mesmo tempo, várias morais, que supostamente se deveriam tolerar na sua diversidade. Bizarro raciocínio. Se moral A diz que a homossexualidade é imoral, e moral B diz que é moral, só se pode aceitar uma delas. Aceitar as duas é dar um tiro na razão.

Por falar em homossexualidade, o relativista fez uma bela apologia da homossexualidade, e da prostituição, coisas que considerou muito boas. Chocou-me, especialmente, a apologia do sexo entre adultos e adolescentes. Ao mesmo tempo que repudiava, aparentemente, a pedofilia (afirmou ser errado o sexo com crianças de 5, 6, ou 8 anos, parando de forma suspeita nesta idade), o relativista, numa das suas tiradas mais viscosas, dizia que havia um "tabu" na sociedade acerca dos adolescentes que gostam de adultos. Defendia, inclusive, a legitimidade de um rapaz de 16 anos se prostituir no Parque Eduardo VII com adultos. Parece-me, a mim, mero espectador, que se trata da apologia desavergonhada do sonho do pedófilo: o de que os menores querem ter sexo com os adultos.

Só no fim da conversa é que ouvi o nome do relativista: Raul Mesquita. Ao que parece, acaba de lançar um livro "contra a hipocrisia". Uma obra assente sobre uma falácia?

Sempre me pasmou a espantosa eficácia da falácia da hipocrisia. Se determinada moral M afirma que acto A é imoral, há gente que julga que pode refutar essa moral usando a "hipocrisia". Segundo esta gente que goza com a inteligência dos outros, se existirem pessoas P que defendam a moral M, ao mesmo tempo que praticam acto A que consideram imoral, então a moral M foi refutada. A (i)lógica é mais ou menos assim: dado que a hipocrisia da pessoa P (que não se contesta) demonstra uma incoerência, na pessoa P, entre a moral M que defende e os seus actos, automaticamente essa incoerência refutou a moral M.

Demonstremos que isto é uma burrada com um contra-exemplo. Suponhamos que a moral M afirma que é errado matar um ser humano inocente, e seja esse o acto A. Então, um pacifista que apregoe a moral M enquanto mata pessoas às escondidas é um hipócrita. Claro. Que concluímos, então? Vamos concluir que a moral M está errada por causa dessa hipocrisia? Claro que não.

Raul Mesquita, posso estar enganado, deixou nas ondas hertzianas da Antena 2 um forte odor a loja maçónica. A sua defesa da "ética universal" e ao mesmo tempo das "morais" fez-me lembrar o relativismo moral da maçonaria. Não é que seja um crime ser-se maçon: é que me irrita esta prepotência de certos maçons, que consiste em usar os "media" para propagar a sua catequese maçónica, ao mesmo tempo que não deixam cair a máscara. Não é uma atitude frontal.

No fim de contas, o que me incomodou mais foi o forte contraste, numa mesma rádio, e com escassos minutos de diferença, entre música barroca de elevada qualidade e a apologia da homossexualidade, da prostituição e do sexo com menores.

sábado, 2 de outubro de 2010

Textos novos

Numa nova secção intitulada "O que ler?" há uma lista de livros recomendados, mesmo a tempo de pensar em livros para oferecer no Natal! A lista é um trabalho conjunto de várias pessoas.

Na secção "Artigos em PDF" há ainda um texto muito valioso e importante do Juiz Pedro Vaz Patto, intitulado A Lei de Identidade de Género e os Limites da Omnipotência do Legislador.

domingo, 27 de junho de 2010

O beijo de Judas?

Em Fátima, o Papa Bento XVI disse isto:
«As iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher, ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum. Tais iniciativas constituem, juntamente com muitas outras formas de compromisso, elementos essenciais para a construção da civilização do amor.» - Papa Bento XVI, 13 de Maio de 2010, Fátima, Encontro com as organizações da Pastoral Social.

Recentemente, um dos Bispos da Igreja Católica disse isto:
«D. Januário Torgal Ferreira: (...) Para mim, independentemente do conteúdo - eu não concordo com a noção de casamento -, concordo e aceito um homem que viva com um homem e uma mulher que viva com uma mulher. (...)

Entrevistador: A Igreja acolhe os homossexuais, na verdade. Desde que não pratiquem a sua homossexualidade...

D. Januário Torgal Ferreira: Com certeza que um casal homossexual não é um teórico, não é? E os afectos traduzem-se por essa prática, por essa fusão psíquico-afectiva da unidade misteriosa que é o ser humano.»
- Entrevista do Jornal i ao Bispo D. Januário Torgal Ferreira

Terá D. Januário beijado o anel do Pescador quando, juntamente com os Bispos portugueses, se encontrou com o Papa Bento XVI? Em nome da decência, esperemos que não.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Pobres desgraçadas

Da autoria do Padre Nuno Serras Pereira, mais um excelente texto como de costume...

«Deparei, no dia de hoje, com grandes parangonas nos jornais on-line apregoando que se tinha “consumado o casamento” de duas pessoas do mesmo sexo. Quando a mentira toma o poder, se infiltra na lei, metamorfoseando-a, se publicita na comunicação social e entra no linguajar comum acaba por dominar o pensamento, manipular as consciências e introduzir-se nas crenças e costumes de um povo. Como consequência minará a coesão social, desagregará a família fundada no matrimónio indissolúvel entre um homem e uma mulher, perverterá infância e a juventude, aumentará a violência, provocará a perseguição, suscitará graves problemas de saúde pública.

A falsidade da notícia é dupla: Primeiro porque diz que houve casamento quando o que houve foi um emparelhamento. Os ladrões e malabaristas das palavras cuidam que por mudarem o nome às coisas lhes transformam o ser. Ora estas são o que são independentemente da nossa opinião ou decisão. A realidade está aí e é dotada de uma consistência própria que resiste às nossas manigâncias e se afirma não obstante as nossas prestidigitações mentais, escritas ou verbais; em segundo lugar, porque afirma que o “casamento” foi consumado quando isso é evidentemente totalmente impossível (e se fora possível seria caso para perguntar como é que os jornalistas o sabiam – seria o “acto” público?).


Compactuar quer pessoal, quer institucionalmente, com a quimera daquelas duas desgraçadas afigura-se-me um manifesto desfavor e um enorme desamor para com elas. Pois que, recorrendo a S. Paulo, esta gente entrega-se “à imundície” e a “paixões vergonhosas” desonrando “entre si os próprios corpos” cometendo “torpeza(s)” com “sentimentos depravados”[1].»

[1] Cf. Rom, 1, 24-29

terça-feira, 25 de maio de 2010

Quando é que eles vão entender?

Na sequência da leitura de um arraial de disparates do Nuno Ramos Almeida... é caso para perguntar:
Quando é que eles vão entender?
  1. Que discriminar é distinguir o que é diferente, e que se o casamento é (e sempre foi, e será) a união entre um homem e uma mulher, então o casamento será sempre diferente dos actos sexuais homossexuais, e haverá sempre que discriminar entre casamento e "união homossexual"
  2. Que discriminar não implica tratar mal, bater, prender, ou roubar queles que praticam actos homossexuais, e que é falacioso pretender que a justa discriminação implique discriminações injustas
  3. Que uma coisa é discordar do pretenso "casamento homossexual" (uma aberração), e outra coisa é concordar com a discriminação laboral de um homossexual por este ser homossexual (outra aberração), ou outras discriminações injustas
  4. Que o direito a constituir casamento está vinculado às condições necessárias para que haja casamento, e que, por exemplo, um pai não pode casar com uma filha, nem um homem pode casar com duas mulheres, e que estes factos óbvios não constituem uma violação de pretensos direitos dos incestuosos ou dos polígamos
  5. Que o casamento não é "o macaquear de uma moral e de um quadro familiar clonado do pensamento e dos horizontes mais pequeno-burgueses que se conhecem", mas sim o facto elementar da reprodução da nossa espécie e a estrutura basilar da sociedade humana
  6. Que a sociedade não pode ser vítima destas novas experiências de engenharia social, perpetradas por políticos incompetentes e "opinion-makers" filosoficamente analfabetos, secundados por uma gigantesca máquina de propaganda ideológica que tomou os "media" de assalto
  7. Que a esmagadora maioria dos homossexuais nunca que quiseram casar, nem se querem casar, e que a máquina de propaganda LGBT apenas visa a erosão dos valores e a engenharia social, e que age muitas vezes à revelia da própria maioria dos homossexuais
  8. Que as crianças não são mercadoria para ser manuseada, e que toda a criança tem o direito a ter uma mãe e um pai, e a nascer da união sexual entre uma mãe e um pai
  9. Que nenhuma pessoa tem direito a ter filhos, mas pelo contrário, são os filhos que têm direito a ter pais
  10. E finalmente, que um filho ou filha é uma pessoa, um ser humano, e como tal não pode constituir uma propriedade que seja direito de outra pessoa
Caminhamos para a aberração total. Inseminação artificial, barrigas de aluguer, homossexuais a usar a engenharia e a tecnologia para "comprar" seres humanos (cujos direitos fundamentais são pisados e desprezados). Selecção das "melhores" doadoras de óvulos, consoante a "qualidade" do seu património genético? Triagem (destruição) dos embriões de menor "qualidade"? Exposição de uma criança a uma infância e adolescência enquadrada no LGBT "lifestyle"? É este o admirável mundo novo? Devemos todos desligar os cérebros e ir atrás da propaganda LGBT defendida como moderna por esta gente?

É um quadro bizarro: mudar toda a estrutura da sociedade, substituir valores universais, de sempre, por uma nova ideologia que redesenha o ser humano segundo os caprichos de uma ideologia insana, que nem sequer julga que tem a obrigação de apresentar argumentos racionais em sua defesa?

E chamam a isto direitos humanos?
E é suposto concordarmos, mesmo quando não nos apresentam argumentos?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Até que enfim!

Nos E.U.A., depois de décadas de influência da propaganda LGBT, finalmente começa-se a ouvir a voz da verdadeira ciência, e não de psicólogos de pacotilha.

O Colégio de Pediatras norte-americanos pronunciou-se acerca da fomentação da ideologia de género das escolas do país:

College Cautions Educators About Sexual Orientation in Youth

Um excerto bem claro:

"There is no scientific evidence that anyone is born gay or transgendered. Therefore, the College further advises that schools should not teach or imply to students that homosexual attraction is innate, always life-long and unchangeable. Research has shown that therapy to restore heterosexual attraction can be effective for many people."

Muita gente por esse mundo fora tem gritado que a homossexualidade é inata e incurável, e que defender a cura da homossexualidade é uma estupidez. Aqui em Portugal, é fácil demonstrar que não poucos "bloggers" da moda têm aderido ao discurso da ideologia de género e têm argumentado por esta via pseudo-científica.

Agora que dirão eles?
A verdade vem sempre ao de cima. Pode tardar, mas vem.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A manifestação do último Sábado

Escreve assim o Ten. Cor. João José Brandão Ferreira, a propósito da manifestação do último Sábado, pela Família e contra a hegemonia da contra-cultura "LGBT":

«Cumpre saudar a família real nas pessoas de SAR o Sr. D. Duarte e mulher, a Duquesa D. Isabel, que estiveram na linha da frente da manifestação. Assim deve ser, pois o exemplo deve vir de cima.

Já da hierarquia da Igreja se esperava mais. É certo que a manifestação não era de católicos (e seria bom que numa próxima oportunidade se pudesse contar não só com os evangélicos, mas também com judeus, muçulmanos e hindús), mas sim de todos os portugueses que se queiram bater pelos princípios fundamentais da sua cultura, identidade e liberdades fundamentais, que lhes vêm do princípio da nacionalidade.

Sem embargo, o que está em jogo, também, são princípios doutrinários da Igreja de Cristo. Compreendemos a necessidade de prudência, de reflexão e de ponderação. Mas quando o que está em causa são coisas essenciais, vai-se à luta com tudo o que se tem. Os generais têm que se pôr à frente das tropas, senão tal facto vai-se reflectir no moral das mesmas. Dá ideia, até, que se perdeu a Fé… Há coisas com que não se pode contemporizar sob pena de derrota total e humilhação. Na dúvida, evoca-se o Espírito Santo e vai-se ao combate, porque de um combate se trata!»


Achei muito pertinente esta observação!
Se, por vezes, eu critico alguns monárquicos mais entusiasmados por parecerem colocar a causa monárquica acima da Igreja, ou pelo menos considerarem (erradamente) que cristianismo e monarquia são indissociáveis, desta vez o exemplo veio da causa monárquica, nas pessoas dos Duques de Bragança.

Muitos monárquicos, por ignorância ou conveniência, esquecem os males que as monarquias absolutista e constitucional fizeram à Igreja em Portugal. Há muito monárquico que julga que os atentados ao cristianismo e à Igreja só começaram com o Afonso Costa e com a pandilha da Primeira República, mas estão enganados, e devem fazer um exame de consciência.

Mas a lição que nos deram os senhores Duques de Bragança neste último Sábado é uma lição que não deve ficar esquecida. Ao estarem na linha da frente, deram o mais belo exemplo do que é a essência da causa monárquica e da figura do monarca. E, com esse gesto simples e claro, deixaram os senhores Bispos na delicada situação de ausentes.

Nós, os leigos, estamos cá para fazer a nossa parte. Mas esperamos mais dos senhores Bispos. Precisamos deles.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O totalitarismo anticristão já começou no Reino Unido...

Sim, o título deste "post" é chocante.
Não falsamente chocante, no sentido de ampliar um problema menor.
O título é realmente chocante, pois o problema é grande e tende a avolumar.

No Reino Unido, vive-se desde há uns anos a esta parte uma batalha árdua entre o Governo e as instituições de ensino religioso. O objecto da batalha é o conteúdo da "educação sexual" que é proposta pelos novos totalitários.

Durante algum tempo, pessoas bem intencionadas acharam que as escolas religiosas teriam a liberdade de ensinar a sua doutrina e moral livremente.

Estavam enganadas, é claro.
Como já vem sendo típico, o lobo aproveita-se da mansidão das ovelhas para "abrir caminho".

Apesar de isto já ser antigo, só agora se começam a sentir os efeitos desta nova viragem legislativa de sabor totalitário e anticristão.

Segue-se o ponto 67 do documento "Legislative Scrutiny: Sexual Orientation Regulations", elaborado pelo "Joint Committee on Human Rights" (Câmara dos Comuns e Câmara dos Lordes do Reino Unido). O documento data 2007.

Veja-se esta magnífica pérola totalitária (o negrito é meu):

«67. We do not consider that the right to freedom of conscience and religion requires the school curriculum to be exempted from the scope of the sexual orientation regulations.
In our view the Regulations prohibiting sexual orientation discrimination should clearly apply to the curriculum, so that homosexual pupils are not subjected to teaching, as part of the religious education or other curriculum, that their sexual orientation is sinful or morally wrong. Applying the Regulations to the curriculum would not prevent pupils from being taught as part of their religious education the fact that certain religions view homosexuality as sinful.
In our view there is an important difference between this factual information being imparted in a descriptive way as part of a wide-ranging syllabus about different religions, and a curriculum which teaches a particular religion’s doctrinal beliefs as if they were objectively true. The latter is likely to lead to unjustifiable discrimination against homosexual pupils. We recommend that the Regulations for Great Britain make clear that the prohibition on discrimination applies to the curriculum and thereby avoid the considerable uncertainty to which the Northern Ireland Regulations have given rise on this question. We further recommend that the Government clarifies its understanding of the Northern Ireland Regulations on this matter.»
Fonte: Legislative Scrutiny: Sexual Orientation Regulations

Cá está: as novas linhas orientadoras "anti-discriminação" implicam, na óptica destes iluminados, que uma escola cristã, por exemplo, deixa de poder ensinar que a homossexualidade é imoral ou pecaminosa.

Espectáculo!
Se o Sócrates descobre isto...

P.S. Os que simpatizam com estas novas "linhas orientadoras" irão porventura apontar-me o final do ponto 67 que acabei de citar, alegando que esse texto permite que se apresente aos alunos, de forma "descritiva", o ensinamento cristão acerca da homossexualidade como sendo um "facto" em si mesmo, e não como sendo ensinamento "objectivamente verdadeiro". Ou seja, pode-se dizer à miudagem que os cristãos acham a homossexualidade imoral e pecaminosa, mas não se pode dizer, no contexto de uma escola cristã, que essa avaliação cristã é verdadeira. Espantoso! É a "nova escola" no seu melhor, relativista até ao âmago. A escola deixa de ser o lugar onde se fala verdade, e se ensinam verdades, para passar a ser uma montra de "opiniões" e "correntes" de ideias. E cada miúdo que mastigue e faça a sua própria verdade. Não sei porquê, mas isto tem um saborzinho maçónico...

sábado, 30 de janeiro de 2010

O "Casamento Homossexual"

Preâmbulo

Caros todos,

Apesar do meu nome constar neste blog desde o exacto dia da sua criação, tem sido parca a minha contribuição, quer em número de posts, quer em comentários aos post colocados pelo Bernardo. Resta-me a esperança que a quantidade não seja sinónimo de qualidade… Já agora, aproveito para felicitar e agradecer aos “comentadores residentes” pela qualidade dos vossos argumentos que, aliados às excelentes respostas do Bernardo, têm contribuído para o amadurecimento da minha Fé.

Duarte Fragoso


O "Casamento Homossexual"

Sinto-me como que sugado pelo turbilhão de informação sobre o tema, que não era tema mas passou a ser, do novo modelo de Casamento. De facto, toda esta informação, marcada por um radicalismo a raiar o fanático, tem lançado uma espécie de onda magnética sobre a opinião pública, deixando-a meio atordoada. De tal forma isto é assim que neste momento, em que supostamente já teria havido um debate profundo e esclarecedor sobre o tema, a pergunta que se impõe, pelo menos para mim, é a seguinte:

Mas afinal o que é que está em causa com o alargamento do Casamento a pessoas do mesmo sexo?

Se olharmos para o tema de uma forma objectiva, despindo-o de toda a “bull-shit” para aí apregoada, concluímos que não estão em causa nem direitos fundamentais nem tão pouco discriminações inaceitáveis, que tantos parecem interessados em fazer parecer. Na verdade, acabamos por concluir que tudo não passa de uma questão de concepção. Concebemos o Casamento como ele de facto é, ou seja, reflectindo a união entre um homem e uma mulher, ou, pelo contrário, achamos que o conceito de Casamento deve ser alargado, passando a reflectir também outro tipo de uniões, nomeadamente entre pessoas do mesmo sexo?
É tão só isto que está em causa.

É evidente que as consequências da adulteração do conceito de Casamento, nomeadamente com o alargamento do mesmo a uniões entre pessoas do mesmo sexo, é um erro grave com consequências nefastas para a sociedade. E considero que se trata de um erro grave pelas razões simples que abaixo enumero:

- Identificar de forma igual, relações que são absolutamente diferentes:
Uma relação entre um homem e uma mulher é, obrigatoriamente, diferente de uma relação entre dois homens ou duas mulheres. É diferente a todos os níveis; antropológico; filosófico; sociológico. E por isso mesmo, estes dois tipos de relação têm, obrigatoriamente, direitos e deveres diferentes, portanto devem ser enquadradas de forma diferente. Independentemente de um tipo de relação ser, ou não, melhor do que o outro, o que é um facto é que são diferentes. Assim como um jovem é diferente de um velho e ambos têm direitos e deveres diferentes na sociedade, sem que isso encerre algum tipo de discriminação negativa. Trata-se de situações distintas que devem ser olhadas como tal, sem prejuízo de ninguém.

- Construir uma igualdade artificial através da legislação:
Procura-se forçar uma igualdade falsa através da legislação. Chamar pelo mesmo nome, a partir do dia x, duas coisas que são diferentes e por isso denominadas de forma diferente. Isto é de tal forma absurdo que os defensores da causa, são os primeiros a apelidar este novo conceito de Casamento como o “Casamento Homossexual”. Se lhe chamassem apenas Casamento, as pessoas associariam a uma união entre um homem e uma mulher. Ou, pelo mesmo, não iriam perceber a que tipo de relação é que o seu interlocutor se estava referir, dado que este estaria a utilizar o mesmo nome para se referir a duas relações totalmente distintas entre si.

- Adulterar o Conceito de Casamento:
A partir do momento em que se adultera o conceito de casamento, alargando-o a relações entre pessoas do mesmo sexo, abrimos um precedente perigoso e que se pode
revelar perverso. A partir desse momento qual será o argumento para impedir o alargamento do conceito de Casamento a relações entre várias pessoas, a poligamia, ou a relações incestuosas?

- Estabilidade da família e defesa da procriação:
Não é por acaso que a sociedade se organizou, espontaneamente, em família e que daí tenha surgido o Casamento. A família é a base e o equilíbrio da sociedade. É o garante da sua continuidade. Ao adulterar aquilo que é o Casamento, o acto que oficializa publicamente a relação entre um homem e uma mulher e que os apresenta, perante a sociedade, como uma família apta, entre outras coisas, a procriar, pode ter consequências muito graves. O desmoronar da instituição família significa o desmoronar da sociedade.

- Aumento da homofobia:
Ao transformar um não tema num tema, apenas para servir todos os oportunismos políticos e dar palco a tantos pavões cheios de vaidades, podemos estar a aumentar a homofobia, dado que estamos a criar um ambiente propício ao extremar de posições. Alguém acha que os homossexuais que efectivamente têm uma vida difícil, não alguns histéricos que adoram desafiar a sua própria dignidade naquelas paradas deprimentes, que vivem no seu recato e que se dão ao respeito, estão interessados neste espectáculo? Alguém acha que esses homens e mulheres se vão casar?
Por tudo isto, parece-me claro que esta proposta de lei é um autêntico disparate. Um atentado social a todos os níveis. Em suma, uma inconsciência sem limites!
Ao mesmo nível desta proposta de lei, está a recusa da Assembleia da Republica face ao pedido de realização de um referendo sobre o tema, apresentado numa petição subscrita por mais de 90.000 Portugueses. Lembro que este elevadíssimo número de assinaturas foi recolhido em tempo recorde, sem recurso a qualquer máquina partidária, o que reflecte bem o sentimento colectivo dos Portugueses face a este assunto.

Os grupos parlamentares que recusaram o referendo justificaram a sua decisão tendo por base dois argumentos:

- Esta proposta já constava nos programas eleitorais do PS, PCP, BE e VERDES, sufragados nas últimas eleições e, portanto, a AR teria toda a legitimidade para legislar sobre este tema;

- Não se referendam direitos básicos.

Ora ambos os argumentos são fracos e facilmente refutáveis. O primeiro argumento cheira mesmo a batota… Digo isto porque seria fácil desafiar o PS a encontrar 1 só eleitor, que tenha votado no Partido Socialista, que conheça as mais de 700 medidas que constam no programa eleitoral do PS e, para além disso, concorde com todas essas medidas. É evidente que a existir algum eleitor nessas circunstâncias será, certamente, uma minoria.
Já o segundo argumento apresenta também inúmeras debilidades, a começar pelo facto de ser contraditório face ao primeiro. Se não se referendam direitos básicos, então porque estaria esse mesmo direito presente nos programas eleitorais acima referidos? Confuso não? Mas a resposta é simples. O alargamento do Casamento a uniões entre pessoas do mesmo sexo estava presente nos programas eleitorais dos partidos de esquerda porque, efectivamente o que está em causa não é um direito, é tão só uma questão de concepção do modelo de Casamento.
Resumindo, são dois argumentos frágeis que tentam justificar o injustificável. E o injustificável é o facto de a AR ter, pura e simplesmente, ignorado uma petição fortíssima, organizada de um dia para o outro que reflecte o pulsar da sociedade civil. É evidente que este tema deve ser alvo de um referendo, porque tem a ver com a mais elementar organização social. Isto é claro para todos aqueles que não foram dominados por este fanatismo absurdo.

Não há dúvida que no fim do dia a Assembleia da República, símbolo absoluto da democracia, fica manchada por um tique ditatorial inaceitável, protagonizado, sobretudo, por uma esquerda burguesa e arrogante, que se considera dona das vontades do povo e, como demonstra ao recusar ouvi-lo, o despreza profundamente.

Duarte Fragoso

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A pouco e pouco...

UK Party Leader Says Faith Schools Must Teach Homosexuality is "Normal and Harmless"
By Thaddeus M. Baklinski

LONDON, January 13, 2010 (LifeSiteNews.com) – U.K. Liberal Democrat leader Nick Clegg is wooing the vote of British homosexuals by stating that his party (the third largest party in the U.K.) would legislate that all faith schools in the UK would be legally obliged to teach their students that homosexuality is normal and without any risk to physical or mental health.

In an interview with the gay lifestyle magazine Attitude, Clegg outlined a number of proposals to advance '"gay rights" in the UK, including forcing all schools, including faith-based schools, to implement anti-homophobia bullying policies and to teach that homosexuality is "normal and harmless."

Clegg said that faith schools must not become "asylums of insular religious identity."

"If they're suffering higher rates of homophobic bullying and violence then we need to put serious pressure on them. It needs to be a requirement; it just needs to be a requirement across the piece."

He also proposed to end the ban on homosexual men being allowed to give blood, and to allow same-sex couples the same legal rights as heterosexual married couples and the right to use the word "marriage" rather than civil partnership.

Clegg's proposals were quickly condemned by church leaders and pro-family groups.

One senior Anglican bishop, who was not identified, told The Independent, “I think this will go down badly even among the not overtly evangelical. Instituting something that must be taught, come what may, is frighteningly fascist.”

Janina Ainsworth, chief education officer for the Church of England, said she saw no reason for changing the current laws governing sex education in schools. “The Church’s traditional teaching is that sex should be set within the framework of a faithful marriage, and sex education in church schools will be delivered within that context,” she said.

"Further upheaval of the guidance for sex education would not be welcomed by many schools, church or otherwise,” Ainsworth added.

Norman Wells of the Family Education Trust, told the Daily Mail, ''Not only is Nick Clegg showing a woeful lack of respect for faith schools, but he is also totally disregarding the deeply-held views of parents."

"The vast majority of parents do not want their children’s schools to be turned into vehicles to promote positive images of homosexual relationships. It is a fundamental principle of education law that children must be educated in accordance with the wishes of their parents."

Wells further charged that "Nick Clegg is pushing a radical social agenda which would only cause confusion among vulnerable young people and expose them to increased risks to their physical and emotional health."

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Reengenharia linguística

Eles foram rápidos!

Do Dicionário "online" da Porto Editora:

casamento
nome masculino
1. acto ou efeito de casar
2. contrato celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família em conjunto; matrimónio
3. cerimónia que celebra o estabelecimento desse contrato; núpcias
4. situação que resulta do acto de casar
5. estado de casado
6. figurado enlace, união
7. figurado combinação
(De casar+-mento)


Do Dicionário "online" da Priberam:

casamento
(casar + -mento)
s. m.
1. Acto! ou efeito de casar.
2. Contrato de união ou vínculo entre duas pessoas que institui deveres conjugais. = matrimónio
3. Cerimónia ou ritual que efectiva! esse contrato ou união. = boda
4. Fig. União, associação, vínculo.
5. Reg. Passa de figo recheada com pedaços de noz ou de outros frutos secos.
casamento de mão esquerda: mancebia.

casar - Conjugar
(casa + -ar)
v. tr.
1. Unir por casamento.
v. intr. e pron.
2. Unir-se por casamento.
3. Fig. Condizer.


Já no termo "matrimónio", o da Porto Editora ainda continua homófobo: é inadmissível!

matrimónio
nome masculino
1. DIREITO contrato perante a lei para um homem e uma mulher viverem em comum e beneficiarem de certos privilégios legais
2. união legítima, de carácter civil ou religioso, entre duas pessoas; casamento; união conjugal
3. bodas; núpcias
4. consórcio
(Do lat. matrimonìu-, «id.»)


O da Priberam já fez a sua reengenharia linguística, pois da sua definição de matrimónio já não resta nada que aluda à raiz etimológica, que vem de "protecção da maternidade" (algo que, evidentemente, também se pode aplicar a um "casal" homossexual, desde que lésbico e que possa adoptar):

matrimónio
(latim matrimonium, -ii )
s. m.
União legítima entre duas pessoas, legalizada com as cerimónias e formalidades religiosas ou civis para constituir uma família. = casamento


Decididamente, já não é só por causa do novo e pateta acordo ortográfico: desta é que vou mesmo guardar lá em casa umas cópias, para memória arqueológica, dos bons dicionários que ainda consegui comprar a tempo...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O Homo Sapiens Gay

Um texto magnífico do blogue O Inimputável, que assim dá mais um contributo nesta luta quotidiana, e desproporcionada em termos de forças, contra a hegemonia da cultura "LGBT":

Criou-se a ideia errada de que existe um segunda espécie humana. Não se trata de homens e mulheres, dignos representantes do Homo sapiens, mas de uma outra forma humana que esteve olvidada e injustamente ostracizada pela sociedade ao longo dos tempos. Esta “espécie humana” distingue-se das outras, não pelo tamanho do crânio, cor dos olhos, cor da pele, da forma como se reproduz, ou de qualquer outra característica morfológica, mas pelo modo como decidiu viver na intimidade a sua sexualidade.

O Homo sapiens gay habitualmente reage com agressividade e violência à opinião contrária, vendo nela sempre um sinal persecutório. Neste caso, esta espécie sobrevaloriza a sua própria importância, entendendo que as suas ideias são as únicas correctas e as opiniões por si expressadas não podem ser contestadas. Presentemente o Homo sapiens gay deseja ardentemente casar entre si, reclamando um estatuto igual ao Homo Sapiens para uma condição intrinsecamente diferente. Mas quando se procura debater a necessidade de lhe conferir direitos especiais, o Homo sapiens gay adopta habitualmente o papel de vítima, remetendo o interlocutor para o papel de agressor. Portanto, o Homo sapiens gay é desconfiado relativamente ao Homo sapiens, mas não se coíbe de o doutrinar, manipular − a pretexto da sã convivência entre as duas espécies − e de o recrutar desde tenra idade nas escolas, usando para o efeito a educação sexual.

O Homo sapiens gay é invasivo porque infiltrou e tomou conta da comunicação social com o propósito de preparar o caminho para a sua missão envangelizadora: espalhar a doutrina gay. Simultaneamente, o Homo sapiens gay é inflexível e intolerante porque não aceita o diálogo e não admite uma opinião contrária à sua. Exige de forma inabalável que o Homo sapiens lhe reconheça especiais direitos, entre os quais o direito a ter aquilo que a natureza da sua escolha lhe negou: a reprodução. Atendendo a esta reivindicação, os filhos do Homo sapiens serão adoptados pelo Homo sapiens gay, numa espécie de oferenda e reconhecimento à sua superior capacidade de amar.

O Homo sapiens gay tem a crença de estar a ser explorado ou prejudicado pelo Homo sapiens em diversas áreas da sociedade, aspirando por isso a um estatuto especial; aspirando com o tempo a obter quotas de representatividade da sua espécie. O Homo sapiens gay é ambicioso e quer tudo. Tem uma postura reivindicativa permanente, transformando-o facilmente num fanático disposto a qualquer coisa para fazer valer a suas ideias, até à vitória final: o reconhecimento, por parte do Homo sapiens, do seu estado superior de evolução.

O Homo sapiens gay é uma falácia e não existe, configurando a maior aldrabice dos tempos modernos. Esta é uma manipulação malévola que tem como único objectivo confundir e instigar o nosso regresso à escuridão; o regresso à escuridão da caverna.


Temos que aproveitar todas as oportunidades para denunciar a forte e insidiosa propaganda "LGBT", e fazê-lo agora, enquanto ainda é legal escrever estas coisas e tornar públicas estas opiniões e tomadas de posição.

sábado, 5 de setembro de 2009

Sofisma "gay"


(Max Mutchnick - fonte: http://www.proudparenting.com, obtida da Internet Movie Database)

«Sofisma. 1. Raciocínio ou argumento intencionalmente falso, com aparência de verdadeiro, com o qual se pretende enganar alguém. 2. Engano, logro.», - Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências (Verbo).

A palavra "gay" dispensa definições...

Vou criticar um texto publicado num site "gay & lesbian friendly" cujo nome eufemístico é "Proud Parenting". Faz sentido. Orgulho "gay". Parentalidade orgulhosa. Faz?

(O autor é Max Mutchnick, criador e produtor executivo da série televisiva "Will & Grace". Confesso que, por várias vezes, vi episódios dessa série, e até me ri de algumas das piadas. É bem sabido que, hoje em dia, nos canais televisivos dedicados a séries, há uma grande fatia de séries "gay & lesbian friendly". A tendência é descarada e assumida. "Will & Grace" é uma série muito inteligente, com sentido de humor, e cheia de propaganda "gay & lesbian". O humor é uma arma poderosa. Como em todas as séries de grandes audiências feitas com essa intenção "educativa", a coisa está tão bem feita que conseguimos ver os episódios, rimo-nos das piadas, e nunca nos vêm à cabeça as perversões sexuais que os casais "gay & lesbian" fazem debaixo dos lençóis - a coisa sexual está completamente edulcorada: como se o público a ensinar fosse infantil - e de facto é, visto que, sendo um público heterossexual, está ainda nos primeiros anos da formação "gay & lesbian")

Max Mutchnick relata uma situação vivida num aeroporto por si e pelo seu "companheiro" Erik, a quem ele se refere como "husband". Max, Erik, e duas gémeas de colo, dirigiam-se ao controlo de segurança do aeroporto quando foram interpelados por um segurança. Como se pode verificar pelo relato de Max, o segurança olhava perplexo para aquele grupo improvável: dois homens adultos acompanhados por dois bebés do sexo feminino.

Pelo texto, é fácil constatar a arrogância de Max, que do alto da sua popularidade "hollywoodesca", trata o segurança como se este fosse um anormal. Ora, o segurança apenas está a tomar contacto com as chamadas "novas realidades da família moderna". Nesta história sinistra, o segurança representa aquele que Chesterton apelidava de "the common man", ou seja, ele representa o senso comum da pessoa comum.

O que eu pretendo, com este meu texto, não é qualquer tipo de despudorado ataque homofóbico, aliás incompatível com a mais elementar caridade cristã, que nos inclina moralmente a tratar com misericórdia (com a "miséria do outro" no coração) toda e qualquer pessoa cuja vida seja vivida em profundo erro. Nesse sentido, olho para Max Mutchnick como quem olha para uma tragédia humana, e infelizmente, há tantas. Devemos sentir real e sincera compaixão por pessoas nesta situação. (Propositadamente, escrevi "por pessoas nesta situação", e não "por pessoas assim").

No entanto, a compaixão não obriga ao silêncio perante sofismas e soberbas. O facto de Max ter sido, neste episódio, um arrogante de primeira, e de ter exercido a sua arrogância aplicando um manhoso sofisma ao desgraçado do segurança, permite-me, a mim e a qualquer pessoa que preze a decência e a inteligência, escrever esta crítica.

Ora vamos ao cerne da questão...
O segurança estava então muito curioso com aquela singela "família"...
E, de forma espontânea, o segurança pergunta a Max:

"Where did you get your kids?"

E vem a resposta superior de Max:

"I made them."

Certamente perante o olhar estupefacto do segurança, Max dá, ali mesmo, uma aula ao segurança acerca de "gestacional surrrogacy". Ele mesmo o diz. O que completa o quadro professoral de soberba do sofista "gay".

«There's a donor. She gives us the eggs. We never meet her. She is not the "mom". There is no mom. There's a surrogate. She's the oven.»

E aqui temos o sofisma.
Escarrapachado.
Sem vergonha.
Não há "mãe", ensina Max.
Ela é apenas "o forno", ensina Max de forma complacente para com o segurança.

Ora isto é uma mentira científica. Uma mentira biológica. Uma mentira.
O genoma de qualquer ser humano, mesmo das desgraçadas das crianças adoptadas por "casais LGBT" é composto por 50% de genes provenientes de um espermatozóide, e por 50% de genes provenientes de um óvulo.

Se há coisa certa, ó Max, é que as gémeas que tinhas ao colo têm mãe!

Mas é também útil olhar para a metáfora escolhida por Max para a mãe das crianças: ela é "o forno". Alguém mergulhado na cultura LGBT poderia dizer que o Max estava apenas a simplificar uma questão complexa e sofisticada para que o bruto do segurança a compreendesse. Mas não estamos perante apenas uma simplificação. Estamos perante uma mudança de contexto. Max não está apenas a simplificar um processo gestacional. Está a desnaturá-lo.

Ao referir-se à mãe das crianças como "o forno", ele trai claramente o que lhe vai dentro da cabeça: a "coisificação" de pessoas. Se ele "coisifica" a mãe, tornando-a num forno, então coisifica (talvez inconscientemente) as crianças que adoptou, talvez encarando-as, quem sabe, como patos à Pequim ou cataplanas de marisco. As crianças que Max e "companheiro" trazem ao colo não são fruto do amor dos seus respectivos pais pela mãe. São fruto do capricho humano: são coisas que eles compraram. E como deve ser caro o processo técnico que eles seguiram para as obter...

É assim que Max, tentando simplificar a linguagem para o bruto, trai o seu pensamento e revela a sua filosofia desumana, que "coisifica" pessoas.

Mas a aula ainda não tinha acabado...

«(Giants prefer short sentences with small words).»

Este é o "à parte" cínico e arrogante de Max. Já todos sabemos que aqueles que não querem entrar no autocarro "LGBT" são, no mínimo, burros, e no máximo, homofóbicos cheios de ódio.

«My husband and I (the Giant winced) fertilized four eggs. They went inside the surrogate. Two of the eggs took.»

Os outros dois ovos fertilizados, que se lixe, certo, Max?
Mas aqui temos mais erros concretos: Max não fertilizou nada. Nem Erik. Eles doaram espermatozóides, e algum técnico de laboratório fez a fertilização dos óvulos da mãe com os espermatozóides de Max e Erik. É também por esta causa que a frase de Max referida atrás, "We made them.", é também ela uma mentira clara. As crianças foram feitas em laboratório. E cresceram e desenvolveram-se dentro da barriga da "mãe", o "forno".

«Fraternal twins were born 8 months and two weeks later. One of them was biologically his. One of them was biologically mine. But they're both ours, you know?»

Bom... Lamento, mas é necessário voltar a tocar a campainha da lógica.
Supondo que a precisão científica deste complexo processo gestacional foi rigorosamente controlada, e que Max e Erik sabiam exactamente que os dois ovos que se fixaram eram realmente, um cuja paternidade era de Max e outro cuja paternidade era de Erik, ou seja, tomando esse rigor como certo, ainda é preciso salvar a lógica: se isso é verdade, uma das crianças é filha de Max, a outra é filha de Erik, e são ambas filhas da sua mãe, "o forno". Mas não é muito lógico dizer que a filha de Max é filha de Erik, ou vice-versa. A não ser que Max se refira a uma paternidade afectiva, o que é algo diferente, mas Max não explica essa diferença na sua aula.

«You can do that?»

Pergunta o segurança, claramente vítima, também ele, do deslumbramento tecnológico que faz quase toda a gente olhar para novas técnicas de fertilização e gestação como uma criança olha para uma caixa de X-Men...

Max terá sorrido com benevolência: "You can!".
Se se pode fazer, que mal tem?