"Mas, no íntimo do vosso coração, confessai Cristo como Senhor, sempre dispostos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la peça" - Primeira Carta de São Pedro, cap. 3, vs. 15.
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
A Igreja Católica e a Maçonaria
No passado Sábado fiz uma palestra intitulada A Igreja Católica e a Maçonaria, na qual expus as origens históricas da Maçonaria moderna (especulativa, simbólica) e alguns detalhes acerca da primeira condenação papal e das suas razões. Historicamente, cingi-me apenas ao século XVIII, pelo que esta apresentação, necessariamente, nada contém acerca da maçonaria irregular ou da fase anticlerical de certas correntes maçónicas. Creio que, demonstrando de que forma a Maçonaria, na sua génese cristã (protestante) e inglesa, já é incompatível com a doutrina católica, será ainda mais evidente a sua incompatibilidade em ulteriores épocas históricas quando certos elementos e correntes da Maçonaria trabalharam contra a Igreja Católica e contra o cristianismo.
sábado, 28 de maio de 2011
15 de Maio de 2011: o rito antigo de volta a São Pedro!
(fotografia: Orbis Catholicus secundus)
No dia 7 de Julho de 2007, Bento XVI encerrou um capítulo doloroso para a Igreja, e escancarou as portas do futuro da liturgia romana, com a promulgação da Carta Apostólica Summorum Pontificum, na qual liberou o uso do rito antigo, agora chamado de "forma extraordinária" da liturgia romana, cuja última edição datava de 1962, durante o Papado de João XXIII. Digo doloroso, porque na esteira de reforma litúrgica que culminou com a publicação do novo missal (agora chamado de "forma ordinária" da liturgia romana) de Paulo VI, não foram poucas as pessoas que quiseram, desde então, manter a prática do rito antigo, enquanto este era abandonado um pouco por toda a parte. E, tragicamente, alguns grupos de católicos, por vezes chamados de "tradicionalistas", associaram a manutenção da prática desse rito à rejeição do Concílio Vaticano II. Alguns mais extremistas, rejeitando não só a reforma litúrgica e o Vaticano II, chegaram ao ponto de dizer que a Sé de Pedro estava vaga desde Pio XII, considerando hereges todos os papas posteriores (são os "sedevacantistas"). Estes movimentos, cuja desobediência a Roma varia em maior ou menor grau, afastaram-se da Igreja Católica, e o seu afastamento gerou feridas. Por outro lado, outros movimentos dentro da Igreja, cuja heresia modernista varia em maior ou menor grau, promovendo consciente ou inconscientemente uma erosão da liturgia (aliás, em contraste com as decisões do Concílio), geraram feridas de sinal oposto. Bento XVI está a colocar um ponto final em tudo isto, dando uma lição, quer aos "tradicionalistas" que desobedecem ao Santo Padre, quer aos hereges "modernistas" que têm promovido, no último meio século, a dissolução da tradição católica, nomeadamente da liturgia.
Bento XVI, em 2007, com a Summorum Pontificum, sarou essas feridas. Bento XVI não iniciou este processo, uma vez que João Paulo II já tinha dado passos importantes no sentido do que veio a ser a Summorum Pontificum (por exemplo, a Carta Apostólica Ecclesia Dei, de 1998). Mas Bento XVI levou o processo até ao fim.
Porque é que tudo isto é importante?
Alguns católicos julgam que isto não passa de saudosismos inúteis. Outros julgam que isto implica o regresso do latim à liturgia. Os equívocos são imensos. O missal de Paulo VI era em latim, e o rito ordinário previa o uso do vernáculo como excepção. Infelizmente, o vernáculo tornou-se regra, a tal ponto que hoje em dia o comum dos fiéis tem enormes dificuldades em pronunciar as mais simples expressões litúrgicas em latim. No espaço de meio século, os católicos praticamente perderam um património litúrgico multissecular, quer simbólico, quer pictórico, quer arquitectónico, quer musical, quer textual, quer gestual.
A depredação litúrgica que se seguiu ao Vaticano II não consistiu numa obediência a esse grande concílio, mas sim numa traição ao mesmo. Hoje em dia, as nossas liturgias estão marcadas pela banalização de gestos espúrios à tradição católica, confusões infindáveis acerca do papel dos leigos e do sacerdote na liturgia, e emprego de formas musicais de tão má qualidade, e de origem tão pouco sacra, que se tornou impossível reconhecê-las como música litúrgica. Deitámos fora um tesouro.
Bento XVI está a recuperar esse tesouro, que todos nós deitamos na lixeira há meio século atrás. Esta recuperação ficará na História como uma das marcas mais indeléveis do seu papado. Mantendo a fidelidade ao Concílio Vaticano II, e à reforma litúrgica que culminou no Missal de Paulo VI (afinal de contas, o rito ordinário, ou seja, principal da liturgia romana), o actual Papa trouxe de volta o usus antiquior, e com ele voltou todo o esplendor litúrgico dessa tradição. Como o Papa explica, a forma ordinária da liturgia romana pode ser enriquecida com a prática da forma extraordinária, e vice-versa. É precisamente a mesma hermenêutica da "reforma na continuidade", aplicada agora à liturgia, que Bento XVI tem aplicado de forma incansável em defesa da correcta leitura do Vaticano II.
Os velhos do Restelo dirão que a forma extraordinária é antiquada. Mas, um pouco como dizia o Chesterton, há algo de curioso acerca das coisas consideradas antiquadas pelos que se acham "modernos". Se uma coisa sobrevive tempo suficiente para ser considerada antiquada pelos "modernos", é porque tem certamente mais valor do que outras coisas que nem sequer sobreviveram para receber esse epíteto dos bem-pensantes do nosso tempo.
Aqui em Portugal, não tem faltado resistência à Summorum Pontificum. Dizem-nos que é porque os portugueses não estão interessados na forma extraordinária, ou porque já se esqueceram do latim. Uma curiosa ironia, visto que, como referi atrás, o rito ordinário, o de Paulo VI, prescreve o latim como norma. Ou seja, os guardiães do rito ordinário não o têm aplicado bem, o que teve com consequência a óbvia erosão da cultura litúrgica dos fiéis. No entanto, cresce de dia para dia o número de católicos desejosos de conhecer e de viver essa experiência litúrgica multissecular que é a forma extraordinária do rito romano.
Na Summorum Pontificum, Bento XVI propôs um período de três anos para se avaliar a eficácia da sua aplicação e para se debaterem eventuais dificuldades. Passado esse período, e depois de realizados três Congressos dedicados ao tema, a Comissão Pontifícia Ecclesia Dei assinou, no passado dia 30 de Abril, a instrução Universae Ecclesiae, tornada pública a 13 de Maio, uma data que certamente não é uma coincidência.
Este documento torna definitiva a liberalização do rito antigo para todos os fiéis que o pretenderem, esclarecendo certos termos e expressões da Summorum Pontificum que tinham recebido interpretações erradamente restritivas. Aguardo com grande expectativa a primeira missa segundo o usus antiquior aqui em Lisboa. Será certamente algo de admirável e memorável!
No passado dia 15 de Maio, quase meio século depois, a forma extraordinária do rito romano regressou à Basílica de São Pedro. Uma data histórica! Foi celebrada Missa Pontifícia no Faldistório, no altar da Cátedra, pelo Cardeal Walter Brandmüller. O facto de ter sido o Cardeal Brandmüller a celebrá-la enche-me de imensa satisfação. Trata-se de um grande historiador, um dos maiores especialistas em história conciliar, e um dos braços direitos de Bento XVI na defesa da interpretação do Concílio Vaticano II segundo a hermenêutica da continuidade, e contra a hermenêutica da ruptura, que pretende fazer do Vaticano II um Concílio contra todos os anteriores. Brandmüller é um dos mais recentes cardeais do Colégio Cardinalício (20 de Novembro de 2010), mas a sua obra publicada é há muito conhecida dos que se interessam por certos temas importantes da História da Igreja, como sejam o caso Galileu, o papel da Igreja Católica na Segunda Guerra Mundial, ou a história dos Concílios.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
O Cardeal Burke fala sobre a nova "crise" mediática em torno do uso do preservativo
O recentemente feito Cardeal Raymond Burke, norte-americano natural do Wisconsin, em entrevista ao National Catholic Register, demonstra na prática as razões que fazem dele um dos mais espectaculares Cardeais do colégio cardinalício e uma das figuras de proa da Igreja Católica contemporânea.
É, até ao momento, uma das melhores e mais autorizadas desmontagens da mais recente trapalhada mediática em torno do livro-entrevista que o Papa Bento XVI concedeu ao jornalista alemão Peter Seewald, e que será editado muito em breve em várias línguas. Em Portugal, será editado pela Lucerna, com o título Bento XVI, Luz do Mundo – O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos – Uma conversa com Peter Seewald.
O Cardeal Burke, depois de desmontar as trapalhices de alguns órgãos mediáticos, que afirmaram erradamente que Bento XVI tinha mudado a doutrina da Igreja face ao uso do preservativo, faz uma interessante apresentação do livro-entrevista de Peter Seewald a Bento XVI, uma obra que, tudo indica, nos irá dar um dos mais actuais e detalhados retratos de Bento XVI e do seu pensamento.
PS: Ver também a nota oficial do Director da Sala de Imprensa da Santa Sé em resposta ao alarmismo mediático levantado em torno da questão do uso do preservativo: NOTA DEL DIRETTORE DELLA SALA STAMPA DELLA SANTA SEDE, P. FEDERICO LOMBARDI, S.I., SULLE PAROLE DEL SANTO PADRE NEL LIBRO "LUCE DEL MONDO", A RIGUARDO DELL’USO DEL PROFILATTICO , 21.11.2010.
É, até ao momento, uma das melhores e mais autorizadas desmontagens da mais recente trapalhada mediática em torno do livro-entrevista que o Papa Bento XVI concedeu ao jornalista alemão Peter Seewald, e que será editado muito em breve em várias línguas. Em Portugal, será editado pela Lucerna, com o título Bento XVI, Luz do Mundo – O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos – Uma conversa com Peter Seewald.
O Cardeal Burke, depois de desmontar as trapalhices de alguns órgãos mediáticos, que afirmaram erradamente que Bento XVI tinha mudado a doutrina da Igreja face ao uso do preservativo, faz uma interessante apresentação do livro-entrevista de Peter Seewald a Bento XVI, uma obra que, tudo indica, nos irá dar um dos mais actuais e detalhados retratos de Bento XVI e do seu pensamento.
PS: Ver também a nota oficial do Director da Sala de Imprensa da Santa Sé em resposta ao alarmismo mediático levantado em torno da questão do uso do preservativo: NOTA DEL DIRETTORE DELLA SALA STAMPA DELLA SANTA SEDE, P. FEDERICO LOMBARDI, S.I., SULLE PAROLE DEL SANTO PADRE NEL LIBRO "LUCE DEL MONDO", A RIGUARDO DELL’USO DEL PROFILATTICO , 21.11.2010.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Vaticano doa 1,2 milhões de euro para luta contra a SIDA
Devia ser bem sabido que a Igreja Católica, sobretudo pela voz do Papa e dos seus Bispos, tem carradas de razão ao afirmar a preponderância negativa do uso do preservativo, como potenciador de comportamentos promíscuos e de risco, na disseminação da SIDA.
Mas se é elementar justiça reconhecer que a Igreja está do lado da verdade nesta matéria, o papel da Igreja sai ainda mais reforçado pelo facto impressionante de que é a maior organização não lucrativa activa no terreno, ou seja, a prestar ajuda humana e material a quem dela precisa.
Por isso, notícias como estas, mais uma no meio de muitas, não devem ser silenciadas:
LUTA CONTRA AIDS: VATICANO DESTINA 1,2 MILHÃO DE EUROS
Mas se é elementar justiça reconhecer que a Igreja está do lado da verdade nesta matéria, o papel da Igreja sai ainda mais reforçado pelo facto impressionante de que é a maior organização não lucrativa activa no terreno, ou seja, a prestar ajuda humana e material a quem dela precisa.
Por isso, notícias como estas, mais uma no meio de muitas, não devem ser silenciadas:
LUTA CONTRA AIDS: VATICANO DESTINA 1,2 MILHÃO DE EUROS
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Bento XVI e o "casamento" homossexual
In Ecclesia, Papa condena projectos que legalizam casamento entre pessoas do mesmo sexo
«Bento XVI pronunciou-se esta Segunda-feira sobre os projectos que legalizam casamento entre pessoas do mesmo sexo, classificando-os como "ataques" e considerando que, "em nome da luta contra a discriminação", os mesmos "atentam contra o fundamento biológico da diferença entre os sexos”.
Sem citar nenhum caso específico, o Papa lembrou que o mesmo se verificou “em países europeus ou do continente americano”. Num encontro com o corpo diplomático acredito no Vaticano, afirmou que “o caminho a seguir não pode ser fixado pelo que é arbitrário ou apetecível, mas deve, antes, consistir na correspondência à estrutura querida pelo Criador”.
“As criaturas são diferentes umas das outras e podem ser protegidas ou, pelo contrário, colocadas em perigo de diversas maneiras, como no-lo demonstra a experiência diária”, advertiu Bento XVI, frisando que “a liberdade não pode ser absoluta”.
"A natureza exprime um desígnio de amor e de verdade que nos precede e que vem de Deus”, disse o Papa no seu discurso.
Bento XVI afirmou que "o homem não é Deus, mas imagem de Deus, sua criatura. Para o homem, o caminho a seguir não pode ser fixado pelo que é arbitrário ou apetecível, mas deve, antes, consistir na correspondência à estrutura querida pelo Criador".
Na passada Sexta-feira, o Parlamento português aprovou o projecto de lei do governo que abre a porta ao casamento entre pessoas do mesmo sexo no nosso país, uma medida apresentada pelo primeiro-ministro José Sócrates como um “marco na história da luta contra a discriminação”.
Bento XVI manifestou ainda a sua tristeza por considerar que “em certos países, sobretudo ocidentais", se difundiu "nos meios políticos e culturais, bem como nos mass media, um sentimento de pouca consideração e por vezes de hostilidade, para não dizer menosprezo, para com a religião, particularmente a religião cristã”.
“É claro que, se se considera o relativismo como um elemento constitutivo essencial da democracia, corre-se o risco de conceber a laicidade apenas em termos de exclusão ou, mais exactamente, de recusa da importância social do facto religioso”, atirou, considerando esta atitude como “uma estrada sem saída”.
Por isso, afirmou o Papa, “é urgente definir uma laicidade positiva, aberta, que, fundada sobre uma justa autonomia da ordem temporal e da ordem espiritual, favoreça uma sã cooperação e um espírito de responsabilidade compartilhada”.
Notando “com satisfação” que o Tratado prevê que a União Europeia mantenha com as Igrejas um diálogo «aberto, transparente e regular» (art. 17), Bento XVI fez votos de que “a Europa, na construção do seu futuro, saiba sempre beber nas fontes da sua própria identidade cristã”, a qual, observou, tem “um papel insubstituível” na promoção de “um consenso ético de base”.
O Papa, que apresentara uma reflexão sobre a actual crise ecológica, deixou ainda aos presentes uma questão: “Se se quer construir uma paz verdadeira, como se poderia separar ou mesmo contrapor a protecção do ambiente e a da vida humana, incluindo a vida antes de nascer?”.»
E agora?
O que dirão os católicos que achavam bem o "casamento" homossexual, ou que lhe eram indiferentes? Que desculpas arranjarão agora?
Vou procurar citar aqui o texto completo do Papa, que deverá sair na edição da Zenit de amanhã.
«Bento XVI pronunciou-se esta Segunda-feira sobre os projectos que legalizam casamento entre pessoas do mesmo sexo, classificando-os como "ataques" e considerando que, "em nome da luta contra a discriminação", os mesmos "atentam contra o fundamento biológico da diferença entre os sexos”.
Sem citar nenhum caso específico, o Papa lembrou que o mesmo se verificou “em países europeus ou do continente americano”. Num encontro com o corpo diplomático acredito no Vaticano, afirmou que “o caminho a seguir não pode ser fixado pelo que é arbitrário ou apetecível, mas deve, antes, consistir na correspondência à estrutura querida pelo Criador”.
“As criaturas são diferentes umas das outras e podem ser protegidas ou, pelo contrário, colocadas em perigo de diversas maneiras, como no-lo demonstra a experiência diária”, advertiu Bento XVI, frisando que “a liberdade não pode ser absoluta”.
"A natureza exprime um desígnio de amor e de verdade que nos precede e que vem de Deus”, disse o Papa no seu discurso.
Bento XVI afirmou que "o homem não é Deus, mas imagem de Deus, sua criatura. Para o homem, o caminho a seguir não pode ser fixado pelo que é arbitrário ou apetecível, mas deve, antes, consistir na correspondência à estrutura querida pelo Criador".
Na passada Sexta-feira, o Parlamento português aprovou o projecto de lei do governo que abre a porta ao casamento entre pessoas do mesmo sexo no nosso país, uma medida apresentada pelo primeiro-ministro José Sócrates como um “marco na história da luta contra a discriminação”.
Bento XVI manifestou ainda a sua tristeza por considerar que “em certos países, sobretudo ocidentais", se difundiu "nos meios políticos e culturais, bem como nos mass media, um sentimento de pouca consideração e por vezes de hostilidade, para não dizer menosprezo, para com a religião, particularmente a religião cristã”.
“É claro que, se se considera o relativismo como um elemento constitutivo essencial da democracia, corre-se o risco de conceber a laicidade apenas em termos de exclusão ou, mais exactamente, de recusa da importância social do facto religioso”, atirou, considerando esta atitude como “uma estrada sem saída”.
Por isso, afirmou o Papa, “é urgente definir uma laicidade positiva, aberta, que, fundada sobre uma justa autonomia da ordem temporal e da ordem espiritual, favoreça uma sã cooperação e um espírito de responsabilidade compartilhada”.
Notando “com satisfação” que o Tratado prevê que a União Europeia mantenha com as Igrejas um diálogo «aberto, transparente e regular» (art. 17), Bento XVI fez votos de que “a Europa, na construção do seu futuro, saiba sempre beber nas fontes da sua própria identidade cristã”, a qual, observou, tem “um papel insubstituível” na promoção de “um consenso ético de base”.
O Papa, que apresentara uma reflexão sobre a actual crise ecológica, deixou ainda aos presentes uma questão: “Se se quer construir uma paz verdadeira, como se poderia separar ou mesmo contrapor a protecção do ambiente e a da vida humana, incluindo a vida antes de nascer?”.»
E agora?
O que dirão os católicos que achavam bem o "casamento" homossexual, ou que lhe eram indiferentes? Que desculpas arranjarão agora?
Vou procurar citar aqui o texto completo do Papa, que deverá sair na edição da Zenit de amanhã.
terça-feira, 7 de julho de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
São Nuno Álvares Pereira (1360-1431)
CIDADE DO VATICANO, domingo, 26 de abril de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI canonizou na manhã de hoje, na Praça de São Pedro, o antigo general português Nuno Álvares Pereira, qualificando-o de “herói e santo de Portugal”.
“«Sabei que o Senhor me fez maravilhas. Ele me ouve, quando eu o chamo» (Sal 4,4). Estas palavras do Salmo Responsorial exprimem o segredo da vida do bem-aventurado Nuno de Santa Maria, herói e santo de Portugal”, disse o Papa em língua portuguesa, na homilia de missa de canonização.
Bento XVI recordou que os setenta anos da vida do herói português situam-se na segunda metade do século XIV e primeira do século XV, “que viram aquela nação consolidar a sua independência de Castela e estender-se depois pelos Oceanos – não sem um desígnio particular de Deus –, abrindo novas rotas que haviam de propiciar a chegada do Evangelho de Cristo até aos confins da terra”.
“São Nuno sente-se instrumento deste desígnio superior e alistado na militia Christi, ou seja, no serviço de testemunho que cada cristão é chamado a dar no mundo. Características dele são uma intensa vida de oração e absoluta confiança no auxílio divino.”
“Embora fosse um ótimo militar e um grande chefe –prosseguiu o Papa–, nunca deixou os dotes pessoais sobreporem-se à acção suprema que vem de Deus.”
São Nuno “esforçava-se por não pôr obstáculos à ação de Deus na sua vida, imitando Nossa Senhora, de Quem era devotíssimo e a Quem atribuía publicamente as suas vitórias. No ocaso da sua vida, retirou-se para o convento do Carmo por ele mandado construir”.
O Papa confessou sentir-se “feliz por apontar à Igreja inteira esta figura exemplar nomeadamente pela presença duma vida de fé e oração em contextos aparentemente pouco favoráveis à mesma, sendo a prova de que em qualquer situação, mesmo de carácter militar e bélica, é possível atuar e realizar os valores e princípios da vida cristã, sobretudo se esta é colocada ao serviço do bem comum e da glória de Deus”.
Uma data histórica para Portugal, porque sem São Nuno, hoje Portugal não existiria como nação independente.
Contra o "politicamente correcto", o Papa Bento XVI reforçou de forma clara a figura do Santo Condestável como "miles christi", ou seja, "soldado de Cristo". Assim, o Papa mostrou que é toda a vida do Santo Condestável que brilha, não seguindo Bento XVI a opção acabrunhada de alguns pelo exclusivo vincar dos anos finais do Santo, passados em oração e contemplação, como se a heróica vida de valoroso soldado fosse alguma coisa de vergonhoso ou que se devesse esconder.
Já agora, vale a pena ler o que escreveu Introvigne sobre a canonização do Santo: Benedetto XVI e San Nuno Alvares Pereira. Le lezioni di una canonizzazione.
“«Sabei que o Senhor me fez maravilhas. Ele me ouve, quando eu o chamo» (Sal 4,4). Estas palavras do Salmo Responsorial exprimem o segredo da vida do bem-aventurado Nuno de Santa Maria, herói e santo de Portugal”, disse o Papa em língua portuguesa, na homilia de missa de canonização.
Bento XVI recordou que os setenta anos da vida do herói português situam-se na segunda metade do século XIV e primeira do século XV, “que viram aquela nação consolidar a sua independência de Castela e estender-se depois pelos Oceanos – não sem um desígnio particular de Deus –, abrindo novas rotas que haviam de propiciar a chegada do Evangelho de Cristo até aos confins da terra”.
“São Nuno sente-se instrumento deste desígnio superior e alistado na militia Christi, ou seja, no serviço de testemunho que cada cristão é chamado a dar no mundo. Características dele são uma intensa vida de oração e absoluta confiança no auxílio divino.”
“Embora fosse um ótimo militar e um grande chefe –prosseguiu o Papa–, nunca deixou os dotes pessoais sobreporem-se à acção suprema que vem de Deus.”
São Nuno “esforçava-se por não pôr obstáculos à ação de Deus na sua vida, imitando Nossa Senhora, de Quem era devotíssimo e a Quem atribuía publicamente as suas vitórias. No ocaso da sua vida, retirou-se para o convento do Carmo por ele mandado construir”.
O Papa confessou sentir-se “feliz por apontar à Igreja inteira esta figura exemplar nomeadamente pela presença duma vida de fé e oração em contextos aparentemente pouco favoráveis à mesma, sendo a prova de que em qualquer situação, mesmo de carácter militar e bélica, é possível atuar e realizar os valores e princípios da vida cristã, sobretudo se esta é colocada ao serviço do bem comum e da glória de Deus”.
Uma data histórica para Portugal, porque sem São Nuno, hoje Portugal não existiria como nação independente.
Contra o "politicamente correcto", o Papa Bento XVI reforçou de forma clara a figura do Santo Condestável como "miles christi", ou seja, "soldado de Cristo". Assim, o Papa mostrou que é toda a vida do Santo Condestável que brilha, não seguindo Bento XVI a opção acabrunhada de alguns pelo exclusivo vincar dos anos finais do Santo, passados em oração e contemplação, como se a heróica vida de valoroso soldado fosse alguma coisa de vergonhoso ou que se devesse esconder.
Já agora, vale a pena ler o que escreveu Introvigne sobre a canonização do Santo: Benedetto XVI e San Nuno Alvares Pereira. Le lezioni di una canonizzazione.
terça-feira, 7 de abril de 2009
La sua Africa
Fundamental, este artigo recente do Massimo Introvigne:
La sua Africa. Il magistero di Benedetto XVI sull’Africa e il viaggio in Camerun e Angola
La sua Africa. Il magistero di Benedetto XVI sull’Africa e il viaggio in Camerun e Angola
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Richard Williamson
"O Santo Padre e o meu Superior, bispo Bernard Fellay, solicitaram que eu reconsidere as observações que fiz na televisão sueca quatro meses atrás, pois suas consequências têm sido muito pesadas.
Observando essas consequências, posso verdadeiramente dizer que lamento ter feito essas observações, e que se eu soubesse de antemão todo dano e dor que elas dariam origem, especialmente para a Igreja, mas também para os sobreviventes e parentes das vítimas da injustiça sob o Terceiro Reich, eu não as teria feito.
Na televisão sueca, eu manifestei apenas a opinião (..."eu penso"..."eu acho"...) de uma pessoa que não é um historiador, uma opinião formada há 20 anos com base nas provas disponíveis então, e raramente expressa em público desde então. No entanto, os eventos das últimas semanas e os conselhos de membros da Fraternidade São Pio X persuadiram-me da minha responsabilidade por tanto sofrimento causado. Para todas as almas que ficaram verdadeiramente escandalizadas com o que eu disse, diante de Deus, peço perdão.
Como o Santo Padre tem dito, todo ato de violência injusta contra um homem fere toda a humanidade.
+ Richard Williamson,
Londres, 26 de fevereiro de 2009."
(tradução do inglês por Zenit - www.zenit.org)
Observando essas consequências, posso verdadeiramente dizer que lamento ter feito essas observações, e que se eu soubesse de antemão todo dano e dor que elas dariam origem, especialmente para a Igreja, mas também para os sobreviventes e parentes das vítimas da injustiça sob o Terceiro Reich, eu não as teria feito.
Na televisão sueca, eu manifestei apenas a opinião (..."eu penso"..."eu acho"...) de uma pessoa que não é um historiador, uma opinião formada há 20 anos com base nas provas disponíveis então, e raramente expressa em público desde então. No entanto, os eventos das últimas semanas e os conselhos de membros da Fraternidade São Pio X persuadiram-me da minha responsabilidade por tanto sofrimento causado. Para todas as almas que ficaram verdadeiramente escandalizadas com o que eu disse, diante de Deus, peço perdão.
Como o Santo Padre tem dito, todo ato de violência injusta contra um homem fere toda a humanidade.
+ Richard Williamson,
Londres, 26 de fevereiro de 2009."
(tradução do inglês por Zenit - www.zenit.org)
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
A histeria do caso Williamson
Os factos:
- o Bispo Williamson, da Sociedade de São Pio X, sociedade ainda em cisma com a Igreja Católica, faz uma série de afirmações públicas negando ou mostrando dúvida sobre a historicidade de certos factos relativos ao Holocausto
- o Papa Bento XVI, após décadas de esforços de aproximação à Sociedade de São Pio X, decide, num gesto de misericórdia, levantar a excomunhão a quatro bispos da dita Sociedade, entre os quais, Williamson
- a histeria instala-se em todos os quadrantes, católicos e não católicos, mediáticos, políticos, diplomáticos: desde os moderados que manifestam perplexidade pela decisão papal, até aos radicais que propõem que o Papa abdique
O que é que Williamson não afirmou:
- Williamson não afirmou que o Holocausto fora uma coisa boa, ou até desculpável ou compreensível: isso colocava-o numa situação incompatível com a moral católica
- Williamson não afirmou que os nazis não mataram judeus: ele afirmou que o número de mortos foi substancialmente menor que o número avançado pelos historiadores, e que não foram usadas câmaras de gás
Os erros de Williamson nesta matéria:
- são erros históricos, que podem ser um preocupante sinal da proximidade a ideias políticas de mau gosto e reputação, como a dos famigerados Protocolos dos Sábios de Sião, e outras teorias conspiratórias pouco recomendáveis
- não são erros morais, no sentido em que Williamson nunca afirmou ter concordado com os crimes morais do Terceiro Reich
- apesar de serem gritantes, os erros de Williamson não fazem dele um puro negacionista, pois ele não nega que houve Holocausto, mas sim a sua extensão e alguns dos macabros procedimentos que foram usados
- a mais elementar justiça faz com que se pondere o seguinte: há, na Igreja, pessoas em cargos de responsabilidade que perfilham ideias doutrinais e morais incompatíveis com a doutrina e com a moral católicas: tais casos são, sem sombra de dúvidas, mais graves do que o caso Williamson
O Papa errou?
- o levantamento da excomunhão foi um acto de misericórdia, que se cinge ao remover de uma pena canónica, imposta pela desobediência de Monsenhor Lefébvre e pela conivência dos quatro bispos em questão
- tal levantamento não conduz os bispos ao exercício de actividades dentro da Igreja: eles ainda fazem parte de um grupo cismático, e o cisma não foi resolvido
- é para todos evidente que o Papa não pode concordar com as posições pessoais do bispo Williamson sobre o Holocausto; é claro o aviso recente do Papa a Williamson, de que este deve rejeitar tais posições sobre o Holocausto, bem como as suas ideias cismáticas, para poder exercer um cargo na Igreja
- por tudo isto, o Papa não errou, nem nas intenções nem nas acções que tomou; apesar de ser sensato supor que a gestão interna e externa deste caso possa ter sido mal conduzida por certos órgãos da Curia Romana
O que está por detrás da histeria?
Na Alemanha, figuras importantes como os bispos de Hamburgo, e de Rotemburgo-Estugarda confessaram sentimentos de "incerteza, incompreensão e decepção" e ainda constataram "uma óbvia perda de confiança" no Papa Bento XVI. Um teólogo alemão, Hermann Haering, chegou à posição extremista de pedir que Bento XVI resignasse "para fazer algum bem à Igreja".
O que está por detrás disto tudo?
Muitos jornalistas explicaram estas posições radicais por parte de prelados e teólogos alemães recorrendo ao facto de que o negacionismo é crime na Alemanha. Isto explica? Eu acho que não.
A explicação parece estar noutro lado: a já velha tradição de alguma teologia alemã em contestar a doutrina católica, com este caso Williamson, veio toda cá para fora e resolveu, atraída pelos microfones e pelas câmaras de televisão, dar um ar da sua graça.
É inegável o aproveitamento deste caso por parte dos ditos "católicos liberais", termo vago que se refere aos católicos que contestam o catolicismo. Para mim, é isso que se torna claro como a água nesta histeria em torno de Williamson, que noutro contexto mais não seria do que uma pessoa com ideias tontas acerca do Holocausto: este caso, e a reacção histérica a ele, não é mais do que um sinal das forças de bloqueio ao Papa que ainda estão vivas, apesar de mais moribundas do que há trinta anos.
Para o papado, para o primado de Pedro na Igreja Católica, é muito maior o risco extremista e auto-destrutivo dos teólogos "liberais", que nestas ocasiões são os primeiros a lançar pedras ao Papa, do que as tontices que Williamson disse sobre o Holocausto.
Como católicos, devemos estar atentos a uma certa atitude malsã contra a Sociedade de São Pio X. Se há algo que me divide, como católico, dessa cismática sociedade é a atitude por ela demonstrada de desobediência ao Papa e de não aceitação do Concílio Vaticano II. São pontos graves, estes, que separam católicos de lefebvristas, mas devemos estar atentos aos imensos pontos que nos unem, em termos de tradição católica, de doutrina, de fé sincera e coerente, de amor a Cristo.
Há muita gente, "soi-disant" católica, que baseia a sua raiva malsã contra os lefebvristas, não sobre os pontos importantes que acima referi, mas sobre uma evidente agenda modernista, que promovem abertamente em contradição com a doutrina católica que se dizem professar.
- o Bispo Williamson, da Sociedade de São Pio X, sociedade ainda em cisma com a Igreja Católica, faz uma série de afirmações públicas negando ou mostrando dúvida sobre a historicidade de certos factos relativos ao Holocausto
- o Papa Bento XVI, após décadas de esforços de aproximação à Sociedade de São Pio X, decide, num gesto de misericórdia, levantar a excomunhão a quatro bispos da dita Sociedade, entre os quais, Williamson
- a histeria instala-se em todos os quadrantes, católicos e não católicos, mediáticos, políticos, diplomáticos: desde os moderados que manifestam perplexidade pela decisão papal, até aos radicais que propõem que o Papa abdique
O que é que Williamson não afirmou:
- Williamson não afirmou que o Holocausto fora uma coisa boa, ou até desculpável ou compreensível: isso colocava-o numa situação incompatível com a moral católica
- Williamson não afirmou que os nazis não mataram judeus: ele afirmou que o número de mortos foi substancialmente menor que o número avançado pelos historiadores, e que não foram usadas câmaras de gás
Os erros de Williamson nesta matéria:
- são erros históricos, que podem ser um preocupante sinal da proximidade a ideias políticas de mau gosto e reputação, como a dos famigerados Protocolos dos Sábios de Sião, e outras teorias conspiratórias pouco recomendáveis
- não são erros morais, no sentido em que Williamson nunca afirmou ter concordado com os crimes morais do Terceiro Reich
- apesar de serem gritantes, os erros de Williamson não fazem dele um puro negacionista, pois ele não nega que houve Holocausto, mas sim a sua extensão e alguns dos macabros procedimentos que foram usados
- a mais elementar justiça faz com que se pondere o seguinte: há, na Igreja, pessoas em cargos de responsabilidade que perfilham ideias doutrinais e morais incompatíveis com a doutrina e com a moral católicas: tais casos são, sem sombra de dúvidas, mais graves do que o caso Williamson
O Papa errou?
- o levantamento da excomunhão foi um acto de misericórdia, que se cinge ao remover de uma pena canónica, imposta pela desobediência de Monsenhor Lefébvre e pela conivência dos quatro bispos em questão
- tal levantamento não conduz os bispos ao exercício de actividades dentro da Igreja: eles ainda fazem parte de um grupo cismático, e o cisma não foi resolvido
- é para todos evidente que o Papa não pode concordar com as posições pessoais do bispo Williamson sobre o Holocausto; é claro o aviso recente do Papa a Williamson, de que este deve rejeitar tais posições sobre o Holocausto, bem como as suas ideias cismáticas, para poder exercer um cargo na Igreja
- por tudo isto, o Papa não errou, nem nas intenções nem nas acções que tomou; apesar de ser sensato supor que a gestão interna e externa deste caso possa ter sido mal conduzida por certos órgãos da Curia Romana
O que está por detrás da histeria?
Na Alemanha, figuras importantes como os bispos de Hamburgo, e de Rotemburgo-Estugarda confessaram sentimentos de "incerteza, incompreensão e decepção" e ainda constataram "uma óbvia perda de confiança" no Papa Bento XVI. Um teólogo alemão, Hermann Haering, chegou à posição extremista de pedir que Bento XVI resignasse "para fazer algum bem à Igreja".
O que está por detrás disto tudo?
Muitos jornalistas explicaram estas posições radicais por parte de prelados e teólogos alemães recorrendo ao facto de que o negacionismo é crime na Alemanha. Isto explica? Eu acho que não.
A explicação parece estar noutro lado: a já velha tradição de alguma teologia alemã em contestar a doutrina católica, com este caso Williamson, veio toda cá para fora e resolveu, atraída pelos microfones e pelas câmaras de televisão, dar um ar da sua graça.
É inegável o aproveitamento deste caso por parte dos ditos "católicos liberais", termo vago que se refere aos católicos que contestam o catolicismo. Para mim, é isso que se torna claro como a água nesta histeria em torno de Williamson, que noutro contexto mais não seria do que uma pessoa com ideias tontas acerca do Holocausto: este caso, e a reacção histérica a ele, não é mais do que um sinal das forças de bloqueio ao Papa que ainda estão vivas, apesar de mais moribundas do que há trinta anos.
Para o papado, para o primado de Pedro na Igreja Católica, é muito maior o risco extremista e auto-destrutivo dos teólogos "liberais", que nestas ocasiões são os primeiros a lançar pedras ao Papa, do que as tontices que Williamson disse sobre o Holocausto.
Como católicos, devemos estar atentos a uma certa atitude malsã contra a Sociedade de São Pio X. Se há algo que me divide, como católico, dessa cismática sociedade é a atitude por ela demonstrada de desobediência ao Papa e de não aceitação do Concílio Vaticano II. São pontos graves, estes, que separam católicos de lefebvristas, mas devemos estar atentos aos imensos pontos que nos unem, em termos de tradição católica, de doutrina, de fé sincera e coerente, de amor a Cristo.
Há muita gente, "soi-disant" católica, que baseia a sua raiva malsã contra os lefebvristas, não sobre os pontos importantes que acima referi, mas sobre uma evidente agenda modernista, que promovem abertamente em contradição com a doutrina católica que se dizem professar.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Pedido de desculpas de Mons. Fellay ao Papa
«Abbiamo avuto conoscenza di un’intervista rilasciata da Mons. Richard Williamson, membro della nostra Fraternità San Pio X, alla televisione svedese. In questa intervista, egli si esprime su questioni storiche, in particolare sulla questione del genocidio degli ebrei da parte dei nazionalsocialisti. È evidente che un vescovo cattolico non può parlare con autorità ecclesiastica che su questioni che riguardano la fede e la morale. La nostra Fraternità non rivendica alcuna autorità sulle altre questioni. La sua missione è la propagazione e la restaurazione della dottrina cattolica autentica, esposta nei dogmi della fede. È per questo motivo che siamo conosciuti, accettati e apprezzati nel mondo intero. È con grande dolore che costatiamo quanto la trasgressione di questo mandato può far torto alla nostra missione. Le affermazioni di Mons. Williamson non riflettono in nessun caso la posizione della nostra Fraternità. Perciò io gli ho proibito, fino a nuovo ordine, ogni presa di posizione pubblica su questioni politiche o storiche. Noi domandiamo perdono al Sommo Pontefice e a tutti gli uomini di buona volontà, per le conseguenze drammatiche di tale atto. Benché noi riconosciamo l’inopportunità di queste dichiarazioni, noi non possiamo che costatare con tristezza che esse hanno colpito direttamente la nostra Fraternità discreditandone la missione. Questo non possiamo ammetterlo e dichiariamo che continueremo a predicare la dottrina cattolica e di amministrare i sacramenti della grazia di Nostro Signore Gesù Cristo.Menzingen, 27 gennaio 2009+ Bernard Fellay, Superiore Generale»
Retirado do blogue de Andrea Tornielli.
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