É certo que já ninguém lhes liga nenhuma. Que os "amanhãs cantantes" do Avante estão a desaparecer, finalmente, da nossa sociedade, ainda marcada por um forte complexo de esquerda.
Mas, de tempos a tempos, e porque eles ainda não morreram todos, lá temos que aturar com a chinfrineira dos "anti-fascistas".
O que se viu neste fim-de-semana em Santa Comba Dão foi de uma tristeza e de uma miséria profundas, daquelas que há vários anos não se viam em Portugal. Só faltou uma bombazita no cemitério, na campa do Salazar, para nos recordar os belos anos do terrorismo "anti-fascista" das FP-25.
Eles nunca perceberam a diferença entre nazismo e fascismo. Por isso é que alguns confundem nazismo ou neonazismo com apoio a Salazar. Nem nunca perceberam as enormes diferenças entre o regime fascista de Mussolini (o único ao qual se pode aplicar correctamente o termo "fascista") e o regime ditatorial de Salazar.
É que a palavra "facho" evoca um simbolismo que se apresentava como saudosista do Império Romano, recuperando alguma iconografia dos tempos imperiais, o que só seria útil para um governo centrado em Roma.
Só que a palavra "fascista" é sonora: arranha na garganta.
Ouve-se aquela gente a gritar "FAXISTA", assim mesmo com um "X" bem vincado na garganta, e até se sentem os perdigotos na cara. É uma palavra áspera, fica bem. É bruta. Só que, historicamente, não tem nada a ver com Salazar nem com o Estado Novo.
O mais triste disto tudo é constatarmos que os extremos se atraem sempre. Enquanto os fanáticos gritavam impropérios contra Salazar, a normalmente boa e pacífica população de Santa Comba Dão entusiasmava-se demais, e o sentimento dava origem a gritos disparatados de sentido oposto, exageradamente laudatórios à figura do ditador.
O fanatismo gera sempre fanatismo, e atrai novo fanatismo.
E o ódio cego e irracional "anti-fascista" atrai sempre o seu congénere de sinal oposto. Até me espantei por não ver em Santa Comba Dão os desmiolados "nacionalistas" rapados do costume...
"Mas, no íntimo do vosso coração, confessai Cristo como Senhor, sempre dispostos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la peça" - Primeira Carta de São Pedro, cap. 3, vs. 15.
segunda-feira, 5 de março de 2007
sexta-feira, 2 de março de 2007
Sobre a consciência
(este texto foi actualizado e aumentado)
Enquanto me debruçava sobre a problemática ética do aborto, uma das coisas que mais me chocou foi a de descobrir as acções dos vários movimentos pró-aborto, dos quais se destacam as várias Associações para o Planeamento Familiar em vários países, a favor da limitação da liberdade de ser objector de consciência.
Recordo-me de pensar que aquilo era (e é) algo de incrível. Propor limitar o número de objectores de consciência, criando um esquema de quotas mínimas de objectores. Parecia algo como uma requisição pública obrigatória em caso de greve. Ou seja, por outras palavras, parecia que queriam transformar os médicos objectores de consciência numa espécie de "médicos grevistas" que, em caso de greve geral, deveriam ser chamados, à força, às suas funções. Este chamamento à força para a prática do aborto torna-se ainda mais sinistro pelo facto de que matar não é uma função médica, não se encaixa na ética de um médico profissional. O médico é treinado e formado para fazer precisamente o oposto: salvar vidas.
Isto parecia demasiado mau para ser verdade, mas basta dar uma vista de olhos pelas ideias defendidas pelos nossos mais esforçados abortófilos. Muitos deles acham perfeitamente normal impor restrições à classe médica neste sentido. De facto, se os médicos portugueses fizessem greve a matar, isso colocaria um grave problema à promessa política de entregar aborto livre a quem o pedir.
Ou seja, do que estamos aqui a falar é disto: se um médico tem a consciência de que abortar é matar um ser humano, e este médico reconhece o mal ético dessa acção (ou seja, sabe pensar e discernir em termos éticos e morais), ele pode vir a ser coagido a fazê-lo contra a sua vontade e em violação da sua liberdade e dos seus direitos fundamentais. Ainda não é o que sucede, mas os vários movimentos pró-aborto têm-se esforçado, em vários países, para tentar colocar um travão à objecção de consciência. Isso está a ser feito para o aborto, mas será certamente também tentado com a eutanásia, e com toda a restante claque de aberrações éticas, como a manipulação de embriões, o infanticídio (Peter Singer e Michael Tooley, um dia, vencerão), entre outras. Só a manipulação genética do ser humano abre já hoje caminhos fascinantes, numa óptica ao estilo dos romances de Mary Shelley, para as futuras e modernas violações à Ética e à deontologia médica.
Apesar de isto me parecer uma aberração, porque concebo que a consciência de cada um é terreno intocável, tenho notado que para muitas pessoas, a requisição obrigatória de médicos para a prática do aborto é algo que vêem com naturalidade, como sendo fundamental para garantir um "bom serviço abortivo". Do "direito a matar", vitória de 11 de Fevereiro último, passamos agora para a "coação a matar".
Porventura, o problema reside numa ideia intelectualmente distorcida do que é a consciência individual. Deveria ser evidente que a consciência está ligada à razão, e não apenas a uma subjectividade emotiva, a uma sensação, a uma predisposição sentimental. Um médico que recusa praticar um aborto por objecção de consciência tem, normalmente, a noção racional do mal ético que é matar um ser humano na sua fase inicial de desenvolvimento. A ponderação da racionalidade versus emotividade poderá variar de médico para médico, mas é certo que há uma base racional para ver o aborto como um mal ético, pelo que isso é possível e torna racional a objecção de consciência.
Vemos então que, no contexto da actual crise intelectual, na qual já não há verdades absolutas nem bens éticos absolutos (isso acabou tudo), a consciência deixa de ser algo de racional, deixa de ser visto como uma tentativa de aderir intelectualmente a uma verdade universal. Passa a ser algo de meramente opinativo. Paradoxalmente, a elevação da subjectividade individual ao estatuto de "verdade individual" permite-o. Visto que cada um pode ter "a sua verdade", isso transforma a consciência pessoal numa ferramenta questionável e contestável. É que se a consciência recta fosse a daquela pessoa que aderiu com a sua razão a uma verdade absoluta ou à protecção de um bem ético absoluto, então violá-la seria um absurdo, uma agressão, um erro ético e lógico imediatamente perceptível.
Como, para muitos, já nada há de absoluto ou de intocável, porque todas as opiniões se "democratizaram", porque a opinião do sábio vale tanto como a do burro, então as consciências dos médicos objectores podem ser vistas como "caprichos" que são toleráveis enquanto existirem médicos de "ética flexível" para matar. Se o número de médicos de ética impecável começar a se manifestar contra o aborto, então esses "caprichos" terão que ser restringidos, e as organizações abortófilas entrarão em marcha.
É a própria subjectividade relativista, campeã da pseudo-intelectualidade moderna, que mina o fundamento racional da consciência individual, e a torna presa fácil das violências quotidianas, promissoras de falsos progressos.
Um dia, os médicos vão ser obrigados a matar, sob pena de perderem a sua carteira profissional. Isso é evidente, porque é o caminho natural da derrapagem...
Enquanto me debruçava sobre a problemática ética do aborto, uma das coisas que mais me chocou foi a de descobrir as acções dos vários movimentos pró-aborto, dos quais se destacam as várias Associações para o Planeamento Familiar em vários países, a favor da limitação da liberdade de ser objector de consciência.
Recordo-me de pensar que aquilo era (e é) algo de incrível. Propor limitar o número de objectores de consciência, criando um esquema de quotas mínimas de objectores. Parecia algo como uma requisição pública obrigatória em caso de greve. Ou seja, por outras palavras, parecia que queriam transformar os médicos objectores de consciência numa espécie de "médicos grevistas" que, em caso de greve geral, deveriam ser chamados, à força, às suas funções. Este chamamento à força para a prática do aborto torna-se ainda mais sinistro pelo facto de que matar não é uma função médica, não se encaixa na ética de um médico profissional. O médico é treinado e formado para fazer precisamente o oposto: salvar vidas.
Isto parecia demasiado mau para ser verdade, mas basta dar uma vista de olhos pelas ideias defendidas pelos nossos mais esforçados abortófilos. Muitos deles acham perfeitamente normal impor restrições à classe médica neste sentido. De facto, se os médicos portugueses fizessem greve a matar, isso colocaria um grave problema à promessa política de entregar aborto livre a quem o pedir.
Ou seja, do que estamos aqui a falar é disto: se um médico tem a consciência de que abortar é matar um ser humano, e este médico reconhece o mal ético dessa acção (ou seja, sabe pensar e discernir em termos éticos e morais), ele pode vir a ser coagido a fazê-lo contra a sua vontade e em violação da sua liberdade e dos seus direitos fundamentais. Ainda não é o que sucede, mas os vários movimentos pró-aborto têm-se esforçado, em vários países, para tentar colocar um travão à objecção de consciência. Isso está a ser feito para o aborto, mas será certamente também tentado com a eutanásia, e com toda a restante claque de aberrações éticas, como a manipulação de embriões, o infanticídio (Peter Singer e Michael Tooley, um dia, vencerão), entre outras. Só a manipulação genética do ser humano abre já hoje caminhos fascinantes, numa óptica ao estilo dos romances de Mary Shelley, para as futuras e modernas violações à Ética e à deontologia médica.
Apesar de isto me parecer uma aberração, porque concebo que a consciência de cada um é terreno intocável, tenho notado que para muitas pessoas, a requisição obrigatória de médicos para a prática do aborto é algo que vêem com naturalidade, como sendo fundamental para garantir um "bom serviço abortivo". Do "direito a matar", vitória de 11 de Fevereiro último, passamos agora para a "coação a matar".
Porventura, o problema reside numa ideia intelectualmente distorcida do que é a consciência individual. Deveria ser evidente que a consciência está ligada à razão, e não apenas a uma subjectividade emotiva, a uma sensação, a uma predisposição sentimental. Um médico que recusa praticar um aborto por objecção de consciência tem, normalmente, a noção racional do mal ético que é matar um ser humano na sua fase inicial de desenvolvimento. A ponderação da racionalidade versus emotividade poderá variar de médico para médico, mas é certo que há uma base racional para ver o aborto como um mal ético, pelo que isso é possível e torna racional a objecção de consciência.
Vemos então que, no contexto da actual crise intelectual, na qual já não há verdades absolutas nem bens éticos absolutos (isso acabou tudo), a consciência deixa de ser algo de racional, deixa de ser visto como uma tentativa de aderir intelectualmente a uma verdade universal. Passa a ser algo de meramente opinativo. Paradoxalmente, a elevação da subjectividade individual ao estatuto de "verdade individual" permite-o. Visto que cada um pode ter "a sua verdade", isso transforma a consciência pessoal numa ferramenta questionável e contestável. É que se a consciência recta fosse a daquela pessoa que aderiu com a sua razão a uma verdade absoluta ou à protecção de um bem ético absoluto, então violá-la seria um absurdo, uma agressão, um erro ético e lógico imediatamente perceptível.
Como, para muitos, já nada há de absoluto ou de intocável, porque todas as opiniões se "democratizaram", porque a opinião do sábio vale tanto como a do burro, então as consciências dos médicos objectores podem ser vistas como "caprichos" que são toleráveis enquanto existirem médicos de "ética flexível" para matar. Se o número de médicos de ética impecável começar a se manifestar contra o aborto, então esses "caprichos" terão que ser restringidos, e as organizações abortófilas entrarão em marcha.
É a própria subjectividade relativista, campeã da pseudo-intelectualidade moderna, que mina o fundamento racional da consciência individual, e a torna presa fácil das violências quotidianas, promissoras de falsos progressos.
Um dia, os médicos vão ser obrigados a matar, sob pena de perderem a sua carteira profissional. Isso é evidente, porque é o caminho natural da derrapagem...
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Na Vanguarda
Transformámo-nos num país tão intrinsecamente corrupto que sob a capa do seu combate assistimos à mais descarada corrupção!
Que ninguém nos diga que pecamos por falta de originalidade…
Que ninguém nos diga que pecamos por falta de originalidade…
O KGB e o "Papa de Hitler"
The KGB Campaign Against Pius XII
Vale a pena ler este artigo de George Weigel, que não há muito tempo esteve em Portugal, tendo proferido uma série de interessantes palestras. Weigel, como muitos, manifesta-se desanimado perante a indiferença da opinião pública face às recentes evoluções no "caso Pio XII".
A 25 de Janeiro de 2007, surgiu um artigo no National Review Online, da autoria do ex-agente secreto comunista romeno, o General Ion Mihai Pacepa, que dava conta de uma série de informação nova (mas já suspeitada há muito pela maioria dos eruditos que estudam este tema) acerca da responsabilidade do KGB na criação da "lenda negra" acerca do Papa Pio XII, caluniado como sendo o "Papa de Hitler".
O artigo do General Ion Mihai Pacepa é fundamental, é histórico e deveria ter levantado, no mínimo, a mesma polémica que as falsas e caluniosas polémicas contra Pio XII.
É claro que isso nunca vai suceder. A mentira, aos olhos da ignorante opinião pública, é quase impossível de apagar. Mentir e caluniar é fácil e tem efeitos perpétuos e duradouros na imagem pública das suas vítimas. Apesar de a verdade vir sempre ao de cima, há muitos que estão interessados em que essa verdade agora revelada de forma mais nítida e clara seja rapidamente varrida para debaixo do tapete.
O mito do "Papa de Hitler" tem que continuar vivo. Há muitos académicos ideologicamente comprometidos que investiram as suas carreiras nesta "lenda negra" e prostituiram a ciência histórica ao serviço de uma guerra cultural anti-católica.
Vale a pena ler este artigo de George Weigel, que não há muito tempo esteve em Portugal, tendo proferido uma série de interessantes palestras. Weigel, como muitos, manifesta-se desanimado perante a indiferença da opinião pública face às recentes evoluções no "caso Pio XII".
A 25 de Janeiro de 2007, surgiu um artigo no National Review Online, da autoria do ex-agente secreto comunista romeno, o General Ion Mihai Pacepa, que dava conta de uma série de informação nova (mas já suspeitada há muito pela maioria dos eruditos que estudam este tema) acerca da responsabilidade do KGB na criação da "lenda negra" acerca do Papa Pio XII, caluniado como sendo o "Papa de Hitler".
O artigo do General Ion Mihai Pacepa é fundamental, é histórico e deveria ter levantado, no mínimo, a mesma polémica que as falsas e caluniosas polémicas contra Pio XII.
É claro que isso nunca vai suceder. A mentira, aos olhos da ignorante opinião pública, é quase impossível de apagar. Mentir e caluniar é fácil e tem efeitos perpétuos e duradouros na imagem pública das suas vítimas. Apesar de a verdade vir sempre ao de cima, há muitos que estão interessados em que essa verdade agora revelada de forma mais nítida e clara seja rapidamente varrida para debaixo do tapete.
O mito do "Papa de Hitler" tem que continuar vivo. Há muitos académicos ideologicamente comprometidos que investiram as suas carreiras nesta "lenda negra" e prostituiram a ciência histórica ao serviço de uma guerra cultural anti-católica.
Sobre a fraude titânica
Jesus' Family Tomb Discovery is a Titanic Fraud
"Titanic" director James Cameron and Canadian TV-director Simcha Jacobovici are claiming they have evidence of a Jerusalem tomb that allegedly houses the remains of Jesus and his family. However the foremost archaeologists in Israel have slammed the claims as totally without foundation.(negrito meu)
Israeli archeologist Amos Kloner, who was in charge of the 1980 investigation of the tomb which is the subject of the new claims by Cameron-Jacobovici, said "The claim that the burial site has been found is not based on any proof, and is only an attempt to sell." Kloner added, "I refute all claims and efforts to waken a renewed interest in the findings. With all due respect, they are not archeologists." Kloner said that while "it makes a great story for a TV film," there is "no likelihood" that Jesus and his relatives had a family tomb, and dismissed the claims as "impossible" and "nonsense."
(...)
Archeologist Joe Zias, who spent a quarter-century at the Rockefeller University in Jerusalem, said "Simcha has no credibility whatsoever."
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Mini-glossário para o site "Jesus Family Tomb"
Está tudo muito agitado com este site, acerca do recente documentário de James Cameron:
Jesus Family Tomb
Deixemos Tim McGirk, do blogue "Middle East" da revista Time, explicar-nos o que é que se passa:
«Brace yourself. James Cameron, the man who brought you 'The Titanic' is back with another blockbuster. This time, the ship he's sinking is Christianity.
In a new documentary, Producer Cameron and his director, Simcha Jacobovici, make the starting claim that Jesus wasn't resurrected --the cornerstone of Christian faith-- and that his burial cave was discovered near Jerusalem. And, get this, Jesus sired a son with Mary Magdelene.
No, it's not a re-make of "The Da Vinci Codes'. It's supposed to be true.», Tales from the Crypt, 23 de Fevereiro de 2007.
Neste momento, e como é costume, o post de Tim McGirk acerca desta matéria já tem 3159 comentários. Como também é costume, quase todos estes comentários são perfeitos exemplos do enorme poder da Internet para dar voz aos ignorantes.
Para quem está curioso acerca deste novo documentário, nada como ir ao site original dos produtores, clicando no endereço dado acima. Segue-se um mini-glossário para orientação, visto que o jargão técnico usado no mesmo necessita de uma tradução mínima para evitar equívocos.
New Discoveries
Expressão usada para designar descobertas novas para James Cameron e para a sua equipa, velhas (feitas há 27 anos) para uma série de arqueólogos israelitas e de outras partes do globo
Alternative Theories
Leia-se: "Pseudo-história"
The Experts
Leia-se: "Os do costume"
Professor... Scholar... Expert...
Termos usados para designar os colaboradores desta obra de ficção realizada por James Cameron
Essential Facts
Secção criada para introduzir ideias erradas em mentes incultas, sob o disfarce dos métodos tradicionais de "divulgação popular"
Dan Brown
Nome de um dos historiadores de referência neste documentário
Back to Basics
Secção típica de uma triste atitude comum a alguns norte-americanos com espírito prosélito: a hipersimplificação mutiladora de uma realidade complexa
Early Christianity
A cristandade dos primeiros tempos magistralmente sintetizada em três parágrafos
Roman Empire
O Império Romano magistralmente sintetizado em quatro parágrafos
Jewish History
A História Judaica magistralmente sintetizada em três parágrafos
Evidence
Termo usado para designar manipulação de informação
Secret Symbols
Capítulo que não se percebe para que serve
Origins of Freemasonry
Tendo a Maçonaria surgido oficialmente em 1717, não se percebe o que terá a ver com isto, a não ser que o objectivo seja o de promover a antiguidade da Maçonaria
The Holy Bloodline
Sendo uma criação literária de Henry Lincoln, Michael Baigent e Richard Leigh, e datando do final dos anos setenta, não se percebe o que terá a ver com isto
The Knights Templar
Sendo uma ordem militar criada no século XII e extinta no século XIV, não se percebe o que terá a ver com isto
Secret Societies
Outro capítulo sobre temas que não têm nada a ver com isto: Illuminati, Skull & Bones, Maçonaria, Rosa-Cruzes - é indesculpável que se tenham esquecido da teoria de que Jesus era um extra-terrestre
Glossary
Tabela de asneiras
Theological Considerations
Considerações humorísticas sobre Teologia feitas pela equipa que produziu o documentário
Sossegue-se o crente mais assustado. Isto não passa de boa ficção!
Esta ficção vem na esteira de um caminho bem preparado e bem urdido.
1982 - Holy Blood, Holy Grail (Lincoln, Baigent e Leigh): teoria da "linhagem sagrada"
1994 - Turin Shroud (Lynn Picknett e Clive Prince): fantasias acerca do Sudário de Turim
1996 - The Tomb of God (Richard Andrews, Paul Schellenberger): Jesus estaria enterrado em Rennes-le-Château (França)
2003 - The Da Vinci Code (Dan Brown): romance lido por muitos como obra histórica, relançou a fantasia da "linhagem sagrada"
2006 - Evangelho de Judas: mais uma peça no puzzle anti-cristão moderno, desta vez patrocinada pela National Geographic Society
2007 - The Lost Tomb of Jesus (James Cameron, Simcha Jacobovici): o filme/documentário anti-cristão do ano
Estes são apenas alguns dos muitos (imensos) marcos nesta caminhada pelo surreal anti-cristianismo pós-moderno, o último dos preconceitos tolerados e promovidos nos nossos dias. O que tem isto a ver com Ciência? Com História?
Rigorosamente nada.
Jesus Family Tomb
Deixemos Tim McGirk, do blogue "Middle East" da revista Time, explicar-nos o que é que se passa:
«Brace yourself. James Cameron, the man who brought you 'The Titanic' is back with another blockbuster. This time, the ship he's sinking is Christianity.
In a new documentary, Producer Cameron and his director, Simcha Jacobovici, make the starting claim that Jesus wasn't resurrected --the cornerstone of Christian faith-- and that his burial cave was discovered near Jerusalem. And, get this, Jesus sired a son with Mary Magdelene.
No, it's not a re-make of "The Da Vinci Codes'. It's supposed to be true.», Tales from the Crypt, 23 de Fevereiro de 2007.
Neste momento, e como é costume, o post de Tim McGirk acerca desta matéria já tem 3159 comentários. Como também é costume, quase todos estes comentários são perfeitos exemplos do enorme poder da Internet para dar voz aos ignorantes.
Para quem está curioso acerca deste novo documentário, nada como ir ao site original dos produtores, clicando no endereço dado acima. Segue-se um mini-glossário para orientação, visto que o jargão técnico usado no mesmo necessita de uma tradução mínima para evitar equívocos.
New Discoveries
Expressão usada para designar descobertas novas para James Cameron e para a sua equipa, velhas (feitas há 27 anos) para uma série de arqueólogos israelitas e de outras partes do globo
Alternative Theories
Leia-se: "Pseudo-história"
The Experts
Leia-se: "Os do costume"
Professor... Scholar... Expert...
Termos usados para designar os colaboradores desta obra de ficção realizada por James Cameron
Essential Facts
Secção criada para introduzir ideias erradas em mentes incultas, sob o disfarce dos métodos tradicionais de "divulgação popular"
Dan Brown
Nome de um dos historiadores de referência neste documentário
Back to Basics
Secção típica de uma triste atitude comum a alguns norte-americanos com espírito prosélito: a hipersimplificação mutiladora de uma realidade complexa
Early Christianity
A cristandade dos primeiros tempos magistralmente sintetizada em três parágrafos
Roman Empire
O Império Romano magistralmente sintetizado em quatro parágrafos
Jewish History
A História Judaica magistralmente sintetizada em três parágrafos
Evidence
Termo usado para designar manipulação de informação
Secret Symbols
Capítulo que não se percebe para que serve
Origins of Freemasonry
Tendo a Maçonaria surgido oficialmente em 1717, não se percebe o que terá a ver com isto, a não ser que o objectivo seja o de promover a antiguidade da Maçonaria
The Holy Bloodline
Sendo uma criação literária de Henry Lincoln, Michael Baigent e Richard Leigh, e datando do final dos anos setenta, não se percebe o que terá a ver com isto
The Knights Templar
Sendo uma ordem militar criada no século XII e extinta no século XIV, não se percebe o que terá a ver com isto
Secret Societies
Outro capítulo sobre temas que não têm nada a ver com isto: Illuminati, Skull & Bones, Maçonaria, Rosa-Cruzes - é indesculpável que se tenham esquecido da teoria de que Jesus era um extra-terrestre
Glossary
Tabela de asneiras
Theological Considerations
Considerações humorísticas sobre Teologia feitas pela equipa que produziu o documentário
Sossegue-se o crente mais assustado. Isto não passa de boa ficção!
Esta ficção vem na esteira de um caminho bem preparado e bem urdido.
1982 - Holy Blood, Holy Grail (Lincoln, Baigent e Leigh): teoria da "linhagem sagrada"
1994 - Turin Shroud (Lynn Picknett e Clive Prince): fantasias acerca do Sudário de Turim
1996 - The Tomb of God (Richard Andrews, Paul Schellenberger): Jesus estaria enterrado em Rennes-le-Château (França)
2003 - The Da Vinci Code (Dan Brown): romance lido por muitos como obra histórica, relançou a fantasia da "linhagem sagrada"
2006 - Evangelho de Judas: mais uma peça no puzzle anti-cristão moderno, desta vez patrocinada pela National Geographic Society
2007 - The Lost Tomb of Jesus (James Cameron, Simcha Jacobovici): o filme/documentário anti-cristão do ano
Estes são apenas alguns dos muitos (imensos) marcos nesta caminhada pelo surreal anti-cristianismo pós-moderno, o último dos preconceitos tolerados e promovidos nos nossos dias. O que tem isto a ver com Ciência? Com História?
Rigorosamente nada.
Mentir é feio (sobre a Taxa Camarae)

Pepe Rodríguez, o famoso mitómano anti-católico espanhol, é um dos ídolos no blogue Diário Ateísta. Possivelmente por falta de melhor tema, Carlos Esperança vai trazendo de novo à baila autores e livros que, de meses a meses, ele repesca para tentar criar uma aura de "actualidade" neste moribundo blogue.
Nada tenho contra a bajulação que ali é feita à pessoa desse mentiroso compulsivo que é Pepe Rodríguez, não fosse pelo facto de que, aparentemente, Carlos Esperança o leva a sério, pensando que a obra de Rodríguez, com o título académico de "Mentiras Fundamentais da Igreja Católica", tem alguma coisa a ver com História.
A obra de Rodríguez nem sequer é uma obra "de polémica".
É, pura e simplesmente, uma obra de mentira.
Carlos Esperança reproduz, para nosso gáudio, uma das páginas (infelizmente pouco absorventes, senão teriam outro uso) dessa magnum opus historiográfica do nosso caro Pepe:

A burla em questão é uma das mais famosas burlas anti-católicas, daquelas burlas que, de tempos a tempos, e ao longo dos séculos, são desenterradas. É que a memória popular é fraca, a cultura escasseia, e pelo sim pelo não, há que desenterrar estas criações fantasiosas para manter o ódio vivo.
A Taxa Camarae é um belo texto falsificado, atribuido ao Papa Leão X, que conteria os preços a pagar pela expiação dos mais variados e perversos (para ter mais piada) pecados. A lista em questão é particularmente exuberante e divertida pelos pormenores lúbricos e "picantes" que o seu autor escolheu para embelezar este suposto "documento papal".
Excepto quando se está contaminado intelectualmente pelo mais primário e redutor preconceito anti-católico, qualquer leitor normal, pelo simples contacto ocular com o texto de Pepe, fica com a impressão de que está a ser burlado. Fará aquilo algum sentido? Parece um texto que um Papa subscreveria?
O que é curioso, nessa magistral obra que é o "Mentiras Fundamentais", é que o pobre Pepe não consegue reproduzir ou identificar a dita Bula Papal, ou qualquer texto com a assinatura de Leão X, que possa, de alguma forma minúscula que seja, apoiar a pretensão de autenticidade desta famosa falsificação.
Então, no fim de contas, Pepe nunca pôs os olhos em tal documento?
Pepe não tem uma cópia? Uma copiazinha que seja? Uma mesmo jeitosa, com a assinatura e o selo papal de Leão X?
Ou pelo menos, uma daquelas cópias gastas, com a assinatura já ilegível? Nem isso?
Então, mas sem isso, esta treta da Taxa Camarae vale de pouco, não é?
Mais ou menos...
Para o público leitor frequente do Diário Ateísta, pouco dado a outras leituras que não Pepe Rodríguez, aquilo vale ouro.
Quem quiser ficar a saber mais sobre a farsa da Taxa Camarae tem muito por onde procurar.
Uma sugestão óbvia seria este site.
Para quem quiser seguir esta saga mais de perto, o nosso Pepe tem um site, no qual, curiosamente, dá mais informações do que as que surgem no livro:
«Advertencia al lector: la autenticidad de este documento ha sido cuestionada y debe ser reputado como dudoso hasta que no se documente fehacientemente su posible veracidad o falsedad. De ser una falsificación, quizá sería contemporánea de León X o algo posterior.»
Pena que esta frase não estivesse no início da "reprodução" da dita Taxa Camarae no seu livrito... Mas nada como ler as explicações (desculpas) dadas por Pepe no seu site. É a conversa do costume: sacerdotes anónimos, que lhe entregam fotocópias anónimas de documentos anónimos... Histórias de espiões, de princesas e dragões, "teólogos" e "historiadores" que dariam o aval ao documento, mas cujos nomes Pepe acha melhor não citar... Enfim, pura História!
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Destruir o mito do Progresso...
... seria tão fácil se todos tivessemos a concisão de um Chesterton!
"Progress is a comparative of which we have not settled the superlative." - Chapter 2, Heretics, 1905
"Progress should mean that we are always changing the world to fit the vision, instead we are always changing the vision." - Orthodoxy, 1908
"My attitude toward progress has passed from antagonism to boredom. I have long ceased to argue with people who prefer Thursday to Wednesday because it is Thursday." - New York Times Magazine, 2/11/23
"Men invent new ideals because they dare not attempt old ideals. They look forward with enthusiasm, because they are afraid to look back." - What's Wrong With The World, 1910
"Tradition means giving votes to the most obscure of all classes, our ancestors. It is the democracy of the dead. Tradition refuses to submit to that arrogant oligarchy who merely happen to be walking around." - Orthodoxy, 1908
"The modern world is a crowd of very rapid racing cars all brought to a standstill and stuck in a block of traffic." - ILN, 5/29/26
A ler: um poço de citações valiosas. Algumas são mesmo das melhores definições do verdadeiro tradicionalismo. Definir o tradicionalismo como a "democracia dos mortos", contra a arrogante oligarquia dos que "andam por aí" é fenomenal! Mas a citação que destaquei com negrito é aquela com a qual, verdadeiramente, me identifico. O verdadeiro progresso deve ser conseguido com o esforço de tentar mudar o que está mal no Mundo, tendo sempre em vista uma visão correcta (ortodoxa) não só do real, mas sobretudo do que seria o mundo ideal.
Mudar a visão, só por mudar, só para "parecer moderno", apenas agrava o problema. O mundo moderno, não só é o resultado caótico de milhares de mudanças de visão, com tudo o que isso tem de caos e de desorientação, como todas as visões alternativas que se criaram nos últimos séculos têm demonstrado estar erradas, umas a seguir às outras...
"Progress is a comparative of which we have not settled the superlative." - Chapter 2, Heretics, 1905
"Progress should mean that we are always changing the world to fit the vision, instead we are always changing the vision." - Orthodoxy, 1908
"My attitude toward progress has passed from antagonism to boredom. I have long ceased to argue with people who prefer Thursday to Wednesday because it is Thursday." - New York Times Magazine, 2/11/23
"Men invent new ideals because they dare not attempt old ideals. They look forward with enthusiasm, because they are afraid to look back." - What's Wrong With The World, 1910
"Tradition means giving votes to the most obscure of all classes, our ancestors. It is the democracy of the dead. Tradition refuses to submit to that arrogant oligarchy who merely happen to be walking around." - Orthodoxy, 1908
"The modern world is a crowd of very rapid racing cars all brought to a standstill and stuck in a block of traffic." - ILN, 5/29/26
A ler: um poço de citações valiosas. Algumas são mesmo das melhores definições do verdadeiro tradicionalismo. Definir o tradicionalismo como a "democracia dos mortos", contra a arrogante oligarquia dos que "andam por aí" é fenomenal! Mas a citação que destaquei com negrito é aquela com a qual, verdadeiramente, me identifico. O verdadeiro progresso deve ser conseguido com o esforço de tentar mudar o que está mal no Mundo, tendo sempre em vista uma visão correcta (ortodoxa) não só do real, mas sobretudo do que seria o mundo ideal.
Mudar a visão, só por mudar, só para "parecer moderno", apenas agrava o problema. O mundo moderno, não só é o resultado caótico de milhares de mudanças de visão, com tudo o que isso tem de caos e de desorientação, como todas as visões alternativas que se criaram nos últimos séculos têm demonstrado estar erradas, umas a seguir às outras...
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Ortodoxia
«Nothing more strangely indicates an enormous and silent evil of modern society than the extraordinary use which is made nowadays of the word "orthodox." In former days the heretic was proud of not being a heretic. It was the kingdoms of the world and the police and the judges who were heretics. He was orthodox. He had no pride in having rebelled against them; they had rebelled against him. The armies with their cruel security, the kings with their cold faces, the decorous processes of State, the reasonable processes of law--all these like sheep had gone astray. The man was proud of being orthodox, was proud of being right. If he stood alone in a howling wilderness he was more than a man; he was a church. He was the centre of the universe; it was round him that the stars swung. All the tortures torn out of forgotten hells could not make him admit that he was heretical. But a few modern phrases have made him boast of it. He says, with a conscious laugh, "I suppose I am very heretical," and looks round for applause. The word "heresy" not only means no longer being wrong; it practically means being clear-headed and courageous. The word "orthodoxy" not only no longer means being right; it practically means being wrong. All this can mean one thing, and one thing only. It means that people care less for whether they are philosophically right. For obviously a man ought to confess himself crazy before he confesses himself heretical. The Bohemian, with a red tie, ought to pique himself on his orthodoxy. The dynamiter, laying a bomb, ought to feel that, whatever else he is, at least he is orthodox.» - Gilbert K. Chesterton (1908), Heretics, cap. I.
O mundo seria melhor se todos tivessemos uma obra de Chesterton à cabeceira.
É, de facto, muito estranho que termos como "ortodoxia" e "heresia", nos dias que correm, tenham passado para o outro lado do juízo moral.
Continuamos hoje, e continuaremos sempre, a fazer juízos morais acerca destes termos, como acerca de outros, é certo.
No passado, ser "ortodoxo" era bom, era estar certo. Ser "herético" era mau: era estar errado. Nem o herético se via ao espelho como herético! Ele via-se como ortodoxo, considerando que todos os outros eram hereges!
Hoje em dia, sucede precisamente o oposto.
Como diz Chesterton, o herege afirma alto e em bom som a sua heresia, com orgulho, e olha à volta à espera de aplausos da audiência.
O que explica esta inversão total no significado das palavras?
O que explica esta inversão total na aprovação e reprovação popular destes termos?
Só mesmo uma inversão total da intelectualidade.
Fico sempre perplexo quando vejo tantos discordarem do facto de que o mundo moderno está intelectualmente moribundo.
Isso, para mim, é clarividente: estamos a usar as palavras ao contrário, não só estas mas muitas outras, e estamos a dar-lhes juízos morais opostos aos que deveríamos dar.
Sem a vitória do relativismo intelectual, não haveria espaço para este tremendo erro que consiste em negarmos a crise intelectual dos nossos tempos. É, precisamente, porque hoje em dia as opiniões se equivalem (as do ignorante pesam tanto como as do sábio), porque já não há absolutos, porque a verdade morreu aos olhos do Mundo, porque cada um tem "a sua Verdade", que já ninguém se dá conta de que a intelectualidade está às portas da morte.
O mundo seria melhor se todos tivessemos uma obra de Chesterton à cabeceira.
É, de facto, muito estranho que termos como "ortodoxia" e "heresia", nos dias que correm, tenham passado para o outro lado do juízo moral.
Continuamos hoje, e continuaremos sempre, a fazer juízos morais acerca destes termos, como acerca de outros, é certo.
No passado, ser "ortodoxo" era bom, era estar certo. Ser "herético" era mau: era estar errado. Nem o herético se via ao espelho como herético! Ele via-se como ortodoxo, considerando que todos os outros eram hereges!
Hoje em dia, sucede precisamente o oposto.
Como diz Chesterton, o herege afirma alto e em bom som a sua heresia, com orgulho, e olha à volta à espera de aplausos da audiência.
O que explica esta inversão total no significado das palavras?
O que explica esta inversão total na aprovação e reprovação popular destes termos?
Só mesmo uma inversão total da intelectualidade.
Fico sempre perplexo quando vejo tantos discordarem do facto de que o mundo moderno está intelectualmente moribundo.
Isso, para mim, é clarividente: estamos a usar as palavras ao contrário, não só estas mas muitas outras, e estamos a dar-lhes juízos morais opostos aos que deveríamos dar.
Sem a vitória do relativismo intelectual, não haveria espaço para este tremendo erro que consiste em negarmos a crise intelectual dos nossos tempos. É, precisamente, porque hoje em dia as opiniões se equivalem (as do ignorante pesam tanto como as do sábio), porque já não há absolutos, porque a verdade morreu aos olhos do Mundo, porque cada um tem "a sua Verdade", que já ninguém se dá conta de que a intelectualidade está às portas da morte.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
William Coulson tem uma história para contar...
Vale a pena ler com toda a atenção...
O tema nunca foi tão actual e abrangente.
Meet Dr. Bill Coulson
«Thoughts from the man who, together with Carl Rogers, pioneered the practice of "encounter groups."»
O tema nunca foi tão actual e abrangente.
Meet Dr. Bill Coulson
«Thoughts from the man who, together with Carl Rogers, pioneered the practice of "encounter groups."»
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