quinta-feira, 6 de maio de 2010

Visita do Papa - agradece-se divulgação


Esclarecimento da Organização da Visita do Santo Padre a Portugal:



ESCLARECIMENTO

Na sequência de notícias dando conta de que estaria em curso uma acção de recrutamento de pessoas para participarem nas Missas presididas pelo Santo Padre, a Comissão Organizadora da Visita do Papa Bento XVI a Portugal informa que não recorreu a qualquer serviço de recrutamento para trabalho temporário relacionado com as cerimónias que vão ter lugar em Lisboa, Fátima e Porto.

Milhares de voluntários associaram-se a este momento sem receberem nada em troca.

É esse o espírito que torna esta Viagem um momento de alegria para muitos portugueses.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Projecto Emergência Vida

Projecto Emergência Vida

«A Emergência-Vida é um projecto da Associação Emergência Social, uma Instituição Particular de Solidariedade Social que tem como finalidade activar uma rede solidária de apoio, acessoria e ajuda à mulher para superar qualquer conflito surgido diante de uma gravidez imprevista.

-Atendimento directo e acompanhamento, com voluntários formados, a qualquer mulher que se sinta só ou abandonada diante uma gravidez imprevista.

-Encaminhamento dos voluntários formados para o atendimento directo a mulheres grávidas em situação de exclusão social que requisitem a nossa ajuda.»

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Notas sobre a "New Age"

Na secção "Artigos em PDF", mesmo ali do lado direito, foi acrescentado um ficheiro PDF intitulado "Notas sobre a «New Age»". Não se trata de um estudo completo, mas sim de uma recolha de informação sobre a corrente "New Age", separada por tópicos. Como sucede com todos os artigos nessa secção, também este será melhorado ao longo do tempo, e novas actualizações serão disponibilizadas no mesmo local.

Bento XVI sobre a felicidade

«Feliz o homem que dá; feliz o homem que não utiliza a vida em proveito próprio, mas que a dá; feliz o homem misericordioso, bom e justo; feliz o homem que vive no amor de Deus e do próximo. É assim que se vive bem e, vivendo assim, não precisamos de ter medo da morte, porque estamos na felicidade que vem de Deus e nunca acaba»

- Catequese da Audiência Geral de 2 de Novembro de 2005, em "Bento XVI, Pensamentos espirituais", n.º 65, Lucerna, 2006, recebido via lista de distribuição É o Carteiro

Esta é uma excelente definição de felicidade, e ligada de forma muito simples e clara à verdade da vida eterna.

domingo, 25 de abril de 2010

O teólogo mentiroso falou de novo...

O mentiroso, tão sensível aos microfones, às câmaras e aos holofotes, falou de novo:

Carta aberta de Hans Kung aos Bispos católicos

Porcarias deste calibre foram, mais uma vez, privilegiadas pelos "media": por cá, o Público transcreveu a cartinha toda. E muitos dos que lêem o Público acreditarão, desgraçados, nas mentiras do Küng.

Trata-se talvez do maior chorrilho de mentiras e difamações contra Bento XVI, desta feita pelo seu velho "amigo" alemão, Hans Küng. Com amigos destes, Bento XVI não precisa de inimigos. Também é verdade que o insulto não é novidade em Küng: basta recordar que nas suas memórias, o teólogo alemão insultou as capacidades intelectuais de João Paulo II. Mas esta carta aberta está demais...

Talvez a frase mais horrorosa e mais mentirosa seja a que está logo no topo:

«There is no denying the fact that the worldwide system of covering up cases of sexual crimes committed by clerics was engineered by the Roman Congregation for the Doctrine of the Faith under Cardinal Ratzinger (1981-2005)» (negrito meu)

Que Küng faça uma destas ao seu velho colega, a alguém que mais do que uma vez lhe deu a mão, a alguém que tem tido para com ele uma paciência inesgotável, é algo que me parece incompreensível. Que ultrapassa até a fronteira da boa educação e da cortesia, entrando no insulto rasca e rasteiro. Dawkins não conseguiria ser mais desagradável com Bento XVI.

Penso que a única explicação estará no desespero do próprio Küng: está só. Nunca teve razão. Está cada vez mais próximo do fim, e vê a sua causa a ruir. A Igreja Católica recuperou da crise dissidente dos anos 60, 70 e 80. Hoje em dia, novas gerações de católicos fiéis ao Magistério já nem sabem quem é Küng. Esta carta é uma medida de desespero. Esta carta aberta já não tem o vigor das antigas operações mediáticas que ele montava, criando um estilo próprio, o do dissidente mediático. Quando Küng entra no golpe baixo, na mentira reles, e no ataque pessoal descarado, é porque está perto do fim.

Bem dizia o Cardeal Ratzinger, quando estava à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, que a sua função era a de proteger a fé cristã simples do poder dos intelectuais. Küng é o protótipo do intelectual poderoso e perigoso: todo ele é uma mentira: um teólogo que mente é uma contradição nos termos, e se for popular (ou popularizado) arrasta inevitavelmente muitos crentes com ele para o caminho da mentira. Em vez de ser teólogo no serviço à verdade, na explicação do Deus-Verdade aos homens e mulheres do seu tempo, Küng é um dissidente "superstar", amado pelos "media", mas progressivamente alheado da tradição cristã. Enquanto a teologia dissidente encabeçada por ele, e pelos Currans e Boffs desta vida, tinha força e vigor, ele brilhou. Mas a mentira tem sempre um prazo de validade curto.

Os seminários, nos anos 70 e 80, começaram a ficar vazios. As vocações não surgiam. Os escândalos (que vêm hoje ao de cima) começaram a tornar-se frequentes. As imoralidades e a heresia contaminaram o espaço católico. Católicos a favor do aborto e da homossexualidade. Famílias destruídas pela infidelidade e pelo divórcio. Tudo isto é, evidentemente, efeito da teologia dissidente dos adeptos da "hermenêutica da ruptura" que afirma que o Vaticano II decidiu romper com o passado (uma mentira, é claro).

Hoje, Küng já não beneficia da influência que teve em tempos sobre muitos católicos. O seu movimento "progressista" morreu. Küng é um teólogo falhado, um teólogo que se perdeu, um teólogo que poderia ter sido. É um triste. Será recordado como um herege. As coisas boas e ortodoxas que deu à teologia cristã vão-se perder, arrastadas pela lama das coisas más e heréticas que ele gerou.

Deus tenha pena da sua alma.

PS: George Weigel, com uma educação e cortesia que Küng não tem nem merece, massacra-o neste artigo: An open letter to Hans Kung.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Abuso sexual por parte do clero católico

Quem escreveu isto?

«Há casos de abuso sexual que vêm à luz a cada dia contra um grande número de membros do clero Católico. Infelizmente, não se trata apenas de casos individuais, mas de uma crise moral colectiva, que talvez nunca antes na história cultural da humanidade tenha sido vista com uma dimensão tão desconcertante e assustadora. Numerosos padres e religiosos confessaram. Não há dúvida de que milhares de casos que vieram à atenção do sistema judicial representam apenas uma pequena fracção do verdadeiro total, dado que muitos abusadores foram cobertos e escondidos pela hierarquia»

Aceitam-se palpites...

Trata-se de um discurso pronunciado pelo Ministro da Propaganda do Terceiro Reich, o infame Joseph Goebbels, a 28 de Maio de 1937. O contexto era este: o Ministério da Propaganda montou esta campanha infame para "castigar" o clero alemão em retaliação pela encíclica do Papa Pio XI contra o nazismo, a Mit Brennender Sorge ("Com ardente preocupação").

Mais detalhes aqui: Goebbels andethe pedophile priests operation

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A incoerência de Frei Bento Domingues

Sem tempo nem estômago para mais, queria tão somente destacar dois pontos de vista acerca da crónica de Frei Bento Dominges, A Ressurreição da Igreja, editada no Jornal Público a 4 de Abril passado.

O primeiro ponto de vista é um desabafo como católico.

Foram muitas as frases da dita crónica de Frei Bento que me incomodaram. Talvez a que mais me tenha chocado tenha sido esta:

«Depressa surgiu, neste clima, um documento fatal – a Humanae Vitae (1968) – acerca da concepção ética da vida sexual de solteiros e casados.»

É duro, muito duro, ver um "filho" de São Domingos (Frei Bento é Dominicano, ou seja, pertence à Ordem dos Pregadores) usar a expressão "documento fatal" acerca de um texto do Magistério petrino, acerca de um texto doutrinal emanado de um Santo Padre. Porém, na crítica de Frei Bento, é igualmente triste constatar que a crítica não se consubstancia em qualquer refutação, ou tentativa de refutação, do conteúdo da Humanae Vitae. Se até nas críticas aos nossos inimigos temos a obrigação de usar do rigor, e de criticar as ideias adversárias usando argumentação objectiva, e partindo das palavras dos nossos adversários, quanto mais um dominicano que critica o conteúdo de uma encíclica papal se deve referir ao seu conteúdo! Pois de Frei Bento, sobre o conteúdo concreto da Humanae Vitae, nem uma palavra. Erros apontados ao texto de Paulo VI? Nem um. Erros de raciocínio, falácias? Nem uma apontada.

Fica apenas a expressão, fatal: "documento fatal".
São Domingos deve estar a dar voltas na sepultura.

O segundo ponto de vista que queria destacar acerca desta crónica tem a ver com coerência. A certa altura diz Frei Bento:

«Volto, porém, ao primeiro ponto deste texto, à maior redescoberta da eclesiologia do Vaticano II: a hierarquia não é a Igreja. A hierarquia é um serviço indispensável à Igreja, na Igreja de todos.»

Realmente, a frase está escrita com cuidado. Mas está incompleta. Que serviço é esse, prestado à Igreja pela hierarquia? Ora é fácil saber: esse serviço está explicado na Constituição Dogmática Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, documento certamente admirado e respeitado por Frei Bento. Citamos um trecho que tem a ver com uma parte importante desse serviço, o ministério episcopal de ensinar:

«25. Entre os principais encargos dos Bispos ocupa lugar preeminente a pregação do Evangelho (75). Os Bispos são os arautos da fé que para Deus conduzem novos discípulos. Dotados da autoridade de Cristo, são doutores autênticos, que pregam ao povo a eles confiado a fé que se deve crer e aplicar na vida prática; ilustrando-a sob a luz do Espírito Santo e tirando do tesoiro da revelação coisas novas e antigas (cfr. Mt. 13,52), fazem-no frutificar e solicitamente afastam os erros que ameaçam o seu rebanho (cfr. 2 Tim. 4, 1-4). Ensinando em comunhão com o Romano Pontífice, devem por todos ser venerados como testemunhas da verdade divina e católica. E os fiéis devem conformar-se ao parecer que o seu Bispo emite em nome de Cristo sobre matéria de fé ou costumes, aderindo a ele com religioso acatamento. Esta religiosa submissão da vontade e do entendimento é por especial razão devida ao magistério autêntico do Romano Pontífice, mesmo quando não fala ex cathedra; de maneira que o seu supremo magistério seja reverentemente reconhecido, se preste sincera adesão aos ensinamentos que dele emanam, segundo o seu sentir e vontade; estes manifestam-se sobretudo quer pela índole dos documentos, quer pelas frequentes repetições da mesma doutrina, quer pelo modo de falar.

Embora os Bispos, individualmente, não gozem da prerrogativa da infalibilidade, anunciam, porém, infalivelmente a doutrina de Cristo sempre que, embora dispersos pelo mundo mas unidos entre si e com o sucessor de Pedro, ensinam autenticamente matéria de fé ou costumes concordando em que uma doutrina deve ser tida por definida (76).»

(negrito meu)

Diga-se, relativamente a este último parágrafo que citei, que Bispo algum se recusou a aceitar e a ensinar a Humanae Vitae de Paulo VI. Os Bispos tinham a lição do Vaticano II bem sabida. Os protestos e a contestação à Humanae Vitae nasceram de uma facção de teólogos dissidentes norte-americanos, entre eles o inevitável Charles Curran.

Ora, a incoerência de Frei Bento fica agora à vista. De que forma é que, apelidando a encíclica Humanae Vitae de "documento fatal" é que Frei Bento está em coerência com as palavras da Lumen Gentium? Onde é que está a "sincera adesão" de Frei Bento aos ensinamentos do magistério de Paulo VI, nomeadamente da Humanae Vitae?

Até que enfim!

Nos E.U.A., depois de décadas de influência da propaganda LGBT, finalmente começa-se a ouvir a voz da verdadeira ciência, e não de psicólogos de pacotilha.

O Colégio de Pediatras norte-americanos pronunciou-se acerca da fomentação da ideologia de género das escolas do país:

College Cautions Educators About Sexual Orientation in Youth

Um excerto bem claro:

"There is no scientific evidence that anyone is born gay or transgendered. Therefore, the College further advises that schools should not teach or imply to students that homosexual attraction is innate, always life-long and unchangeable. Research has shown that therapy to restore heterosexual attraction can be effective for many people."

Muita gente por esse mundo fora tem gritado que a homossexualidade é inata e incurável, e que defender a cura da homossexualidade é uma estupidez. Aqui em Portugal, é fácil demonstrar que não poucos "bloggers" da moda têm aderido ao discurso da ideologia de género e têm argumentado por esta via pseudo-científica.

Agora que dirão eles?
A verdade vem sempre ao de cima. Pode tardar, mas vem.

domingo, 11 de abril de 2010

Vida aberta à vocação

O modo de vida actual, as prioridades que tantas vezes nos são impostas para que possamos alcançar uma vida que se enquadre naquilo que é considerado uma vida de sucesso, leva-nos a crer que tudo depende apenas de nós, das nossas capacidades técnicas. Esta ideia que tantos homens carregam, limita a interpretação do mundo, levando parte da humanidade a acreditar que todo o desenvolvimento depende apenas da técnica. É esta forma de pensar que está na base da corrente filosófica, muito em voga desde o Sec. XIX, denominada por cientismo, filosofia materialista que pretende que apenas o conhecimento científico seja racional ou verdadeiro. Esta corrente de pensamento que nega a dimensão transcendente do desenvolvimento, considerando-o à sua inteira disposição, revela-nos uma visão de um mundo vazio, desconexo e absurdo, reduzindo o homem à categoria de meio para o desenvolvimento.

Em sentido inverso a esta forma limitada e limitadora de interpretar o mundo o Papa Bento XVI analisa na sua última carta encíclica Caritas In Veritate a mensagem que Paulo VI nos deixou sobre o verdadeiro desenvolvimento, na carta encíclica Populorum progressio: “Na Populorum progressio, Paulo VI quis dizer-nos, antes de mais nada, que o progresso é, na sua origem e na sua essência, uma vocação: «Nos desígnios de Deus, cada homem é chamado a desenvolver-se, porque toda a vida é vocação»” (…) “Dizer que o desenvolvimento é vocação equivale a reconhecer, por um lado, que o mesmo nasce de um apelo transcendente e, por outro, que é incapaz por si mesmo de atribuir-se o próprio significado último. Não é sem motivo que a palavra «vocação» volta a aparecer noutra passagem da encíclica, onde se afirma: «Não há, portanto, verdadeiro humanismo senão o aberto ao Absoluto, reconhecendo uma vocação que exprime a ideia exacta do que é a vida humana». Esta visão do desenvolvimento é o coração da Populorum progressio e motiva todas as reflexões de Paulo VI sobre a liberdade, a verdade e a caridade no desenvolvimento. É também a razão principal por que tal encíclica continua actual nos nossos dias.”

A verdade é que todas as formas de interpretar o mundo que estejam fechadas à vocação se revelam incompletas e, sobretudo, falsas. Voltando a pegar no exemplo do cientismo, e como afirmou Bernardo Motta na conferência A ciência conduz ao ateísmo: “o grande problema do cientismo está em que ele mesmo não se auto-demonstra, pois sendo uma tese filosófica, não pode ser demonstrado pelo método científico.” Contudo, apesar de falsas, estas correntes de pensamento lançam sobre a humanidade uma ideia errada acerca da interpretação da vida, tornando o homem escravo das coisas materiais e facilmente mensuráveis, fazendo-o acreditar que tudo para além disso é falso ou irrelevante para a conquista da tal vida de sucesso.

Isto torna o homem cada vez mais individualista e solitário, uma vez que se enraíza nele a percepção de que tudo está nas suas mãos, que a melhoria das suas capacidades técnicas é a finalidade última da vida, uma vez que tudo depende delas. É progressivamente mais especializado nas suas funções técnicas, mas menos conhecedor do mundo e da vida porque vive parcialmente alheado de tudo aquilo que transcende a sua especialidade. Está de tal forma centrado em si, nos seus sucessos e fracassos, que já não perscruta o sentido esotérico da vida e das coisas, limitando-se a encontrar o que é meramente observável. E aqui chegamos ao grande paradoxo da vida actual. Se por um lado o único conhecimento que é considerado válido é aquele que é observável e comprovado cientificamente, por outro lado somos levados a observar cada vez menos. Vivemos na era do conhecimento abstracto, na ideia que temos das coisas porque estamos cada vez mais limitados na observação que fazemos do mundo. A nossa capacidade de nos espantarmos com o mundo e de nos enamorarmos pelo próximo é mais e mais limitada, na medida em que a nossa vida estiver fechada à vocação e estiver apenas centrada naquilo que é técnico.

Na Parábola do Bom Samaritano Jesus fala-nos de quatro personagens; o homem que caiu nas mãos dos ladrões que o roubaram e o abandonaram meio morto à beira da estrada, de um levita e de um sacerdote, conhecedores da Lei, peritos quanto às grandes questões da Salvação, mas que não se compadeceram do homem que jazia à beira da estrada e seguiram o seu caminho, e, finalmente, de um samaritano. Este último, encheu-se de compaixão pelo sofrimento daquele homem, tratou dele e levou-o a uma estalagem. Aos olhos da moral e dos costumes dos judeus da altura, daqueles três homens, o samaritano seria o que teria menos obrigações perante aquela pessoa, uma vez que os samaritanos eram um povo proscrito pelos judeus e que não era considerado “próximo” deles, por ser visto como impuro. A verdade é que o samaritano não foi capaz de ficar indiferente ao sofrimento do outro, fê-lo seu próximo porque observou toda aquela cena com uma alma virgem, com um coração cheio de Deus.

Enquanto os outros dois personagens de que Jesus fala se limitaram a percorrer um caminho de terra e, provavelmente, rapidamente se esqueceram da cena que tinham presenciado pouco tempo antes, o samaritano transformou aquele caminho de terra e pedras num caminho interior, num caminho de carne que o uniu ao homem que jazia na beira da estrada no amor infinito de Deus. Este caminho de carne que o samaritano e o homem moribundo percorreram é algo que só uma vida aberta à vocação e ao amor de Deus pode alcançar, porque transcende tudo aquilo que a técnica consegue explicar.

O Papa Bento XVI dizia-nos na Homilia que proferiu na missa de Natal de 2009: “A respeito dos pastores, diz-se em primeiro lugar que eram pessoas vigilantes e que a mensagem pôde chegar até eles precisamente porque estavam acordados. Nós temos de despertar, para que a mensagem chegue até nós. Devemos tornar-nos pessoas verdadeiramente vigilantes. Que significa isto? A diferença entre um que sonha e outro que está acordado consiste, antes de mais nada, no facto de aquele que sonha se encontrar num mundo particular. Ele está, com o seu eu, fechado neste mundo do sonho que é apenas dele e não o relaciona com os outros. Acordar significa sair desse mundo particular do eu e entrar na realidade comum, na única verdade que a todos une” (…) “Acordai: diz-nos o Evangelho. Vinde para fora, a fim de entrar na grande verdade comum, na comunhão do único Deus. Acordar significa, portanto, desenvolver a sensibilidade para com Deus, para com os sinais silenciosos pelos quais Ele quer guiar-nos, para com os múltiplos indícios da sua presença.”

Duarte Macieira Fragoso

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Histeria!

E não querem eles que os católicos falem em histeria...

UN Judge Says Pope Should be Prosecuted at International Criminal Court

Ou seja, tratar o Papa Bento XVI como um criminoso de guerra como o Milosevic...

O autor desta ideia peregrina dá pelo nome de Geoffrey Robertson e é um pelintra bem conhecido de quem tem andado a par das movimentações anticatólicas no seio das Nações Unidas. Em 1999, este Robertson fez parte da campanha que pretendia retirar à Santa Sé o seu estatuto na ONU. A iniciativa saiu furada, porque a maioria dos estados membros não foi na cantiga, e em 2004, o estatuto da Santa Sé na ONU saiu reforçado.

Que mais será preciso para que os cegos não vejam as movimentações de bastidores por detrás destes escândalos mediáticos?