O mentiroso, tão sensível aos microfones, às câmaras e aos holofotes, falou de novo:
Carta aberta de Hans Kung aos Bispos católicos
Porcarias deste calibre foram, mais uma vez, privilegiadas pelos "media": por cá,
o Público transcreveu a cartinha toda. E muitos dos que lêem o Público acreditarão, desgraçados, nas mentiras do Küng.
Trata-se talvez do maior chorrilho de mentiras e difamações contra Bento XVI, desta feita pelo seu velho "amigo" alemão, Hans Küng. Com amigos destes, Bento XVI não precisa de inimigos. Também é verdade que o insulto não é novidade em Küng: basta recordar que nas suas memórias, o teólogo alemão insultou as capacidades intelectuais de João Paulo II. Mas esta carta aberta está demais...
Talvez a frase mais horrorosa e mais mentirosa seja a que está logo no topo:
«There is no denying the fact that the worldwide system of covering up cases of sexual crimes committed by clerics
was engineered by the Roman Congregation for the Doctrine of the Faith under Cardinal Ratzinger (1981-2005)» (negrito meu)
Que Küng faça uma destas ao seu velho colega, a alguém que mais do que uma vez lhe deu a mão, a alguém que tem tido para com ele uma paciência inesgotável, é algo que me parece incompreensível. Que ultrapassa até a fronteira da boa educação e da cortesia, entrando no insulto rasca e rasteiro. Dawkins não conseguiria ser mais desagradável com Bento XVI.
Penso que a única explicação estará no desespero do próprio Küng: está só. Nunca teve razão. Está cada vez mais próximo do fim, e vê a sua causa a ruir. A Igreja Católica recuperou da crise dissidente dos anos 60, 70 e 80. Hoje em dia, novas gerações de católicos fiéis ao Magistério já nem sabem quem é Küng. Esta carta é uma medida de desespero. Esta carta aberta já não tem o vigor das antigas operações mediáticas que ele montava, criando um estilo próprio, o do dissidente mediático. Quando Küng entra no golpe baixo, na mentira reles, e no ataque pessoal descarado, é porque está perto do fim.
Bem dizia o Cardeal Ratzinger, quando estava à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, que a sua função era a de proteger a fé cristã simples do poder dos intelectuais. Küng é o protótipo do intelectual poderoso e perigoso: todo ele é uma mentira: um teólogo que mente é uma contradição nos termos, e se for popular (ou popularizado) arrasta inevitavelmente muitos crentes com ele para o caminho da mentira. Em vez de ser teólogo no serviço à verdade, na explicação do Deus-Verdade aos homens e mulheres do seu tempo, Küng é um dissidente "superstar", amado pelos "media", mas progressivamente alheado da tradição cristã. Enquanto a teologia dissidente encabeçada por ele, e pelos Currans e Boffs desta vida, tinha força e vigor, ele brilhou. Mas a mentira tem sempre um prazo de validade curto.
Os seminários, nos anos 70 e 80, começaram a ficar vazios. As vocações não surgiam. Os escândalos (que vêm hoje ao de cima) começaram a tornar-se frequentes. As imoralidades e a heresia contaminaram o espaço católico. Católicos a favor do aborto e da homossexualidade. Famílias destruídas pela infidelidade e pelo divórcio. Tudo isto é, evidentemente, efeito da teologia dissidente dos adeptos da "hermenêutica da ruptura" que afirma que o Vaticano II decidiu romper com o passado (uma mentira, é claro).
Hoje, Küng já não beneficia da influência que teve em tempos sobre muitos católicos. O seu movimento "progressista" morreu. Küng é um teólogo falhado, um teólogo que se perdeu, um teólogo que poderia ter sido. É um triste. Será recordado como um herege. As coisas boas e ortodoxas que deu à teologia cristã vão-se perder, arrastadas pela lama das coisas más e heréticas que ele gerou.
Deus tenha pena da sua alma.
PS: George Weigel, com uma educação e cortesia que Küng não tem nem merece, massacra-o neste artigo:
An open letter to Hans Kung.