"Mas, no íntimo do vosso coração, confessai Cristo como Senhor, sempre dispostos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la peça" - Primeira Carta de São Pedro, cap. 3, vs. 15.
terça-feira, 29 de março de 2011
Coisas inexplicáveis
A Agência Ecclesia, órgão noticioso da Igreja Católica em Portugal, publicita este evento:
Por mais voltas que eu dê, não consigo compreender o porquê de uma organização noticiosa da Igreja Católica dar cobertura a um evento claramente antipapal como este. É que a contradição não podia ser mais gritante. O Vaticano II, na sua Constituição Dogmática "Lumen Gentium" (talvez o trecho do Vaticano II mais citado aqui no blogue), diz isto:
«Este sagrado Concílio propõe de novo, para ser firmemente acreditada por todos os fiéis, esta doutrina sobre a instituição perpétua, alcance e natureza do sagrado primado do Pontífice romano e do seu magistério infalível, e, prosseguindo a matéria começada, pretende declarar e manifestar a todos a doutrina sobre os Bispos, sucessores dos Apóstolos, que, com o sucessor de Pedro, vigário de Cristo (38) e cabeça visível de toda a Igreja, governam a casa de Deus vivo.» - Constituição Dogmática "Lumen Gentium".
Ora, se o acatamento dos ensinamentos doutrinais e morais do Magistério, quer por via do Santo Padre, quer por via dos Bispos a ele unidos, é obrigação de todo o católico, não se compreende como é possível que, ao abrigo de instituições católicas, se continue a dar guarida e tempo de antena a pessoas manifestamente dissidentes e heréticas, que teimam em não aceitar o Vaticano II, apesar de se dizerem, contraditoriamente, defensoras desse Concílio.
A Igreja Católica não é uma instituição democrática, ao contrário do que pretende o grupo dissidente "Nós Somos Igreja", e que está por detrás de mais esta manifestação antipapal. Conforme se vê, através dos próprios documentos do Vaticano II, o católico recebe a doutrina e a moral do Papa e dos Bispos a ele unidos. O católico não decide, não vota, não alvitra, não opta por doutrinas diferentes. A génese da palavra "heresia" leva-nos ao conceito de "escolha". O herege, realmente, escolhe a sua própria doutrina. Logo, o católico não escolhe este ou aquele ponto da doutrina católica, rejeitando os pontos que não lhe convêm. O católico, se é digno desse nome, acata a santa doutrina da Madre Igreja. O resto é conversa de herege.
Lisboa: Vaticano II em debate
Lisboa, 24 Mar (Ecclesia) – O II Concílio do Vaticano será o tema de um debate, a realizar a 2 de Abril, no Convento de São Domingos, em Lisboa, e promovido pelo Movimento Internacional «Nós Somos Igreja-Portugal».
Programa
14.15 Acolhimento
14.30 Introdução - Frei Bento Domingues, O.P., teólogo
15.00-16.30 - 1º painel - «O Concílio Vaticano II - 1962-1965: Memórias e Vivências»
Intervenções de: Joana Lopes, activista, Frei Mateus Peres, O.P., Maria da Conceição Moita, educadora de infância e Cesário Borga, jornalista.
Debate
Moderadora: Ana Vicente, investigadora
16.30-17.00 - Pausa café
17.00-18.30 - 2º Painel - «O Concílio Vaticano II - 1962-1965: A Igreja e o Futuro»
Intervenções de: Emília Nadal, pintora, Joaquim Franco, jornalista, Teresa Toldy, teóloga, Pedro J. Freitas, professor universitário e actual coordenador do IMWAC (International Movement We Are Church)
Debate
Moderador: Manuel Vilas Boas, jornalista
18.30 Encerramento
Alfreda Ferreira da Fonseca, professora do ensino secundário
19.00 Eucaristia presidida por Frei Bento Domigues, O.P.
Por mais voltas que eu dê, não consigo compreender o porquê de uma organização noticiosa da Igreja Católica dar cobertura a um evento claramente antipapal como este. É que a contradição não podia ser mais gritante. O Vaticano II, na sua Constituição Dogmática "Lumen Gentium" (talvez o trecho do Vaticano II mais citado aqui no blogue), diz isto:
«Este sagrado Concílio propõe de novo, para ser firmemente acreditada por todos os fiéis, esta doutrina sobre a instituição perpétua, alcance e natureza do sagrado primado do Pontífice romano e do seu magistério infalível, e, prosseguindo a matéria começada, pretende declarar e manifestar a todos a doutrina sobre os Bispos, sucessores dos Apóstolos, que, com o sucessor de Pedro, vigário de Cristo (38) e cabeça visível de toda a Igreja, governam a casa de Deus vivo.» - Constituição Dogmática "Lumen Gentium".
Ora, se o acatamento dos ensinamentos doutrinais e morais do Magistério, quer por via do Santo Padre, quer por via dos Bispos a ele unidos, é obrigação de todo o católico, não se compreende como é possível que, ao abrigo de instituições católicas, se continue a dar guarida e tempo de antena a pessoas manifestamente dissidentes e heréticas, que teimam em não aceitar o Vaticano II, apesar de se dizerem, contraditoriamente, defensoras desse Concílio.
A Igreja Católica não é uma instituição democrática, ao contrário do que pretende o grupo dissidente "Nós Somos Igreja", e que está por detrás de mais esta manifestação antipapal. Conforme se vê, através dos próprios documentos do Vaticano II, o católico recebe a doutrina e a moral do Papa e dos Bispos a ele unidos. O católico não decide, não vota, não alvitra, não opta por doutrinas diferentes. A génese da palavra "heresia" leva-nos ao conceito de "escolha". O herege, realmente, escolhe a sua própria doutrina. Logo, o católico não escolhe este ou aquele ponto da doutrina católica, rejeitando os pontos que não lhe convêm. O católico, se é digno desse nome, acata a santa doutrina da Madre Igreja. O resto é conversa de herege.
segunda-feira, 28 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Debate "Ciência e Cristianismo"
É já na próxima sexta-feira, dia 25 de Março, o meu debate com o Ricardo Silvestre, do Portal Ateu. Vai começar às 21h, e será no bar Oh Laurindinha!, gerido pelo Helder Sanches, também do Portal Ateu.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Missa com canto gregoriano na Encarnação (Chiado)
Comunhão para o 2º Domingo da Quaresma, retirado do Graduale Triplex, cantado pelo Coro gregoriano da Paróquia da Encarnação, que canta no 3º Domingo de cada mês, na missa das 12h30:
Gradual para 2º Domingo da Quaresma, retirado dos "Chants Abrégés" de 1925:
PS: Felizmente, o coro é excelente e profissional, conseguindo ocultar com eficácia a minha voz de cana rachada, que se ouve ligeiramente em pano de fundo, a estragar tudo, em total desafinação e arritmia.
PPS: Mais informações aqui e aqui.
Gradual para 2º Domingo da Quaresma, retirado dos "Chants Abrégés" de 1925:
PS: Felizmente, o coro é excelente e profissional, conseguindo ocultar com eficácia a minha voz de cana rachada, que se ouve ligeiramente em pano de fundo, a estragar tudo, em total desafinação e arritmia.
PPS: Mais informações aqui e aqui.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Fátima e o dito "milagre do Sol"
(fotografia tirada na Cova da Iria, a 13 de Outubro de 1917)
A Leonor Abrantes puxou recentemente o tema à baila no "post" A Criação de Fátima. Ora cá está uma oportunidade para falar sobre o dito "milagre do Sol".
Sem querer, de forma nenhuma, menosprezar a componente sociológica, religiosa e política do fenómeno de Fátima, pois tudo isso dá pano para mangas, queria apenas deixar claros alguns pontos bastante objectivos, que normalmente não são conhecidos.
1. Que os pastorinhos andavam a avisar as pessoas de que Nossa Senhora lhes prometera um sinal milagroso é facto bem sabido: por exemplo, a 13 de Setembro, certamente mais de dez mil pessoas estavam com eles na Cova da Iria, e sem discutir o que as pessoas viram nesse dia, o que é certo é que uma multidão seguiu-os na expectativa de verem sinais.
2. A previsão definitiva de um sinal milagroso foi feita pelos pastorinhos para o dia 13 de Outubro, e nesse dia, estavam 50.000 pessoas com eles; que outra razão para estarem lá senão a promessa de um grande sinal? Estiveram horas à chuva… os guarda-chuvas vêem-se nas fotografias desse dia.
3. Os pastorinhos, como dos dias 13 dos meses anteriores, trouxeram multidões para a Cova da Iria, por volta do meio-dia. Pouco depois dessa hora, por sugestão da Lúcia, as pessoas fecharam os guarda-chuvas e puseram-se todas a olhar para o céu, e isso está provado de forma documental, por várias fotografias.
4. Que não se tratou de uma alucinação colectiva é atestado pelo facto de que o poeta Afonso Lopes Vieira também viu o fenómeno a partir de sua casa em São Pedro de Moel, a menos de 40 km da Cova da Iria; ora fazendo as contas (como fez Stanley Jaki), para o fenómeno ser visto na Cova da Iria, e também em São Pedro de Moel, o fenómeno teria ocorrido pelo menos a 500 metros de altitude; se não foi visto a partir de locais mais afastados, é de supor que o fenómeno terá ocorrido na atmosfera, a uma baixa altitude (mas superior a 500 metros, aproximadamente), logo teria sido um fenómeno ATMOSFÉRICO e não astronómico; junte-se ainda o testemunho de um rapaz de seis anos, da aldeia de Alburitel, chamado Inácio Lourenço, que viu o fenómeno, estando a uns dez quilómetros da Cova da Iria.
5. A descrição do “bailar do Sol” é uma criação literária do jornalista Avelino de Almeida, do jornal “O Século”, e terá sido inspirada nos dizeres de certos populares que assistiram ao fenómeno.
6. É curioso que ninguém ligue nenhuma ao depoimento, não de populares iletrados, mas de académicos reputados: Gonçalo Xavier de Almeida Garrett, professor de Matemáticas em Coimbra, estava na Cova da Iria, juntamente com o seu filho José Maria, advogado. Ambos deixaram depoimentos escritos datados de 18 de Dezembro desse mesmo ano. José Maria usa, no seu depoimento, o termo técnico "cirros" para descrever as nuvens de alta altitude que observou no céu. Juntem-se ainda os testemunhos válidos da poetisa Maria Madalena de Martel Patrício, dado no final de 1917, e o testemunho do Barão de Alvaiázere, datado de 30 de Dezembro de 1917, nos quais ambos referem a presença de nebulosidade. E estes são apenas os mais conhecidos! O fenómeno teve inúmeras testemunhas.
7. Infelizmente, os depoimentos Almeida Garrett, valiosos porque escritos por quem tinha formação académica, nunca tiveram uma divulgação tão ampla e generalizada quanto as descrições distorcidas, como as da “dança” ou “baile” do Sol, ou pior ainda, quanto as especulações do jesuíta Pio Scatizzi, que publicou em 1947 uma das obras mais equivocadas acerca da interpretação científica do fenómeno: Fatima alla luce di fede e della scienza. Esta obra deixou para trás uma posteridade de equívocos, só porque o autor não se deu ao trabalho de investigar os factos e ouvir as testemunhas oculares.
8. O Físico e Padre beneditino Stanley Jaki (1924-2009) fez o trabalho de casa e veio a Portugal várias vezes investigar o tema, e deixou-nos com uma interpretação bastante decente do fenómeno. Segundo ele, o fenómeno é de natureza meteorológica, e é corroborado pelos depoimentos dos Almeida Garrett, e pelo testemunho do Afonso Lopes Vieira, que estava a 40 Km do local.
E então o milagre?
Ora bolas, o milagre é a previsão da data e da hora! Três pastores analfabetos prevêem a data e hora de um impressionante e raríssimo fenómeno meteorológico, resultante da conjugação improvável de nuvens do tipo cirro (a altas altitudes, feitas de cristais de gelo), nuvens de baixa altitude (feitas de partículas de água no estado líquido), e uma conjugação de ventos com a necessária orientação para moverem as partículas de água e gelo numa roda espiralada, que por sua vez gerou em simultâneo um feixe de cores cintilantes (resultantes da refracção dos raios solares nas partículas de água e gelo) e um raro efeito de “lente”, que explica a estupefacção das pessoas na Cova da Iria, que achavam que o Sol, aparentando aumentar de tamanho, se iria precipitar sobre elas..
Seria bizarro supor que as leis da Física teriam sido todas violadas, com o Sol aos saltos. É tolo imaginar, sequer, essa possibilidade. E mais tolo ainda, se tivermos em conta a falta de testemunhos de “desvios” do Sol, que teriam que ter sido detectados em vários observatórios um pouco por todo o planeta.
Como de costume, os verdadeiros milagres são sempre compatíveis com a Ciência, e parece-me que a previsão impressionante dos pastorinhos já é suficientemente improvável para se reconhecer que não existe explicação “naturalista” para essa previsão tão precisa, que é improvável quer pela precisão temporal, quer pela raridade do fenómeno meteorológico.
Fátima foi uma coisa grande que aconteceu a Portugal.
Estão enganados todos aqueles que julgam o contrário.
PS: Quando se tem preconceitos, quando se é ateu, quando se rejeita a existência de Deus, quando se rejeitam os milagres, não há nada que se possa dizer, nem mesmo a previsão precisa de um raro fenómeno meteorológico, para abalar a crença do céptico irrazoável. A pessoa que leva o cepticismo ao extremo de acreditar em coisas altamente improváveis e inexplicáveis não está disposta a considerar alternativas racionais que não se encaixem na sua visão estreita da realidade.
Referências:
Stanley L. Jaki, God and the sun at Fatima, Real View Books, 1999.
Stanley L. Jaki, The sun's miracle, or of something else?, Real View Books, 2000.
José Maria de Almeida Garrett, depoimento de testemunha ocular, 18 de Dezembro de 1917.
Memórias da Irmã Lúcia, Parte 1, Fátima, 2007.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Libertaram o bebé Joseph!
Após uma luta de duas semanas com o "staff" do London Health Sciences Centre, em Ontário (Canadá), os pais do bebé Joseph Maraachli, com a ajuda do movimento Priests for Life, conseguiram que o maldito hospital deixasse sair a criança. O dito hospital considerava que a alimentação artificial de que o bebé necessita era um tratamento "fútil", considerando que a esperança de vida da criança é curta e que ela não sobrevive sem alimentação.
O "plano" destes facínoras consistia em deixar morrer o bebé Joseph à fome, negando-lhe a alimentação artificial, numa repetição do crime contra Terry Schiavo. Desta vez, não levaram a melhor. Após uma mega-campanha de "mailing" promovida pelo "Priests for Life", que resultou na inundação das caixas de correio do London Health Sciences Centre com mensagens vindas de todo o mundo, eles lá cederam, e deixaram sair a criança.
O bebé voou ontem à noite para os Estados Unidos num voo "charter" pago pelo "Priests for Life", para ser internado no hospital católico Cardinal Glennon Children's Medical Center. Nesse hospital civilizado, é garantido que irão alimentar a criança e que não a deixarão morrer à fome. Nesse hospital civilizado, não se considera "fútil" alimentar um bebé, por muito doente que ele esteja.
Pode-se ler aqui uma descrição da aventura, e aqui estão algumas fotografias da "operação". Aqui, a notícia da Fox News.
Finalmente, o herói do dia, o bebé Joseph:
PS: Uma entrevista da Fox News ao Padre Frank Pavone, do "Priests for Life", feita há uns dias atrás:
Debate Craig vs. Hitchens
Este debate entre o filósofo evangélico norte-americano William Lane Craig e o jornalista ateu britânico Christopher Hitchens, que versou sobre o tema "Does God Exist?", encheu a 4 de Abril de 2009 um enorme auditório na Universidade de Biola, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e foi seguido por milhares de pessoas. É um debate imperdível. Apesar do evidente charme e retórica de Hitchens, que periodicamente arrancava mais umas gargalhadas da plateia, fica patente a incapacidade deste ateu em conseguir debater argumentos filosóficos.
Craig avança com os seguintes argumentos filosóficos, sem recorrer a qualquer fundamentação religiosa ou teológica: Argumento Cosmológico, Argumento Teleológico, Argumento pela Moral e Argumento pelas evidências da ressurreição de Cristo. Logo na abertura do debate, Craig baliza a sua intervenção: argumentos filosóficos para defender que a tese da existência de Deus é mais forte e mais provável que a tese da inexistência de Deus. Mas Hitchens não só não mantém o debate em torno deste tópico central, que afinal correspondia na íntegra ao tema do debate, como não parece conseguir lidar com os argumentos de Craig.
Veja-se a leitura deste debate, feita pelo ateu Luke Muehlhauser, do blogue Common-sense Atheism:
«The debate went exactly as I expected. Craig was flawless and unstoppable. Hitchens was rambling and incoherent, with the occasional rhetorical jab. Frankly, Craig spanked Hitchens like a foolish child. Perhaps Hitchens realized how bad things were for him after Craig’s opening speech, as even Hitchens’ rhetorical flourishes were not as confident as usual. Hitchens wasted his cross-examination time with questions like, “If a baby was born in Palestine, would you rather it be a Muslim baby or an atheist baby?” He did not even bother to give his concluding remarks, ceding the time instead to Q&A.»
Num daqueles raros momentos em que Hitchens contestava, realmente, alguma das premissas dos argumentos avançados por Craig, o resultado era desanimador. Acerca do argumento cosmológico, Hitchens lançou a velha falácia de Dawkins: "Who designed the designer". Assim, o debate foi canja para Craig, que já confidenciou várias vezes que não gosta de debater argumentos filosóficos com pessoas sem trabalho académico na área. Do ponto de vista filosófico, o debate não chegou a existir, pois Hitchens não conseguia interagir nesse registo. Do ponto de vista mediático, o evento demonstrou a superficialidade deste representante do "novo ateísmo", e mostrou de forma cabal que autores como Dawkins, Harris, Hitchens e Dennett, apesar de venderem muitos milhares de livros, baseiam a sua argumentação em chistes e falácias superficiais, sem consistência, argumentação essa que não resiste ao embate com um filósofo profissional como Craig.
Fica então a questão: porque razão obras tão fracas e superficiais se tornam "best-sellers"? A questão é semelhante há que tantos fizeram aquando do romance mediático "The Da Vinci Code", do iletrado Dan Brown. E a resposta dada então parece-me permanecer válida. Juntem-se os seguintes ingredientes: vontade de fazer mega-dólares por parte dos editores e distribuidores, mega-investimentos na promoção destes produtos, tema apelativo (religião), escrita incendiária e falta de cultura e formação por parte dos consumidores deste tipo de produto.
PS: Por ser um marco em matéria de apologética, este vídeo fica disponível na nova secção "Debates", na barra lateral direita do blogue.
Etiquetas:
Argumento Cosmológico,
Argumento Moral,
Ateísmo,
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Debates,
Filosofia,
William Lane Craig
quarta-feira, 9 de março de 2011
O Salmo de hoje, Quarta-Feira de Cinzas
Permitam-me a repetição de um "post" anterior. É que é especialmente apropriado ao dia de hoje, Quarta-Feira de Cinzas, início da Quaresma. Hoje, na missa, escutámos o Salmo 51:
«Miserere mei, Deus: secundum magnam misericordiam tuam.
Et secundum multitudinem miserationum tuarum, dele iniquitatem meam.
Amplius lava me ab iniquitate mea: et a peccato meo munda me.
Quoniam iniquitatem meam ego cognosco: et peccatum meum contra me est semper.
Tibi soli peccavi, et malum coram te feci: ut iustificeris in sermonibus tuis, et vincas cum iudicaris.
Ecce enim in inquitatibus conceptus sum: et in peccatis concepit me mater mea.
Ecce enim veritatem dilexisti: incerta et occulta sapientiae tuae manifestasti mihi.
Asperges me, hyssopo, et mundabor: lavabis me, et super nivem dealbabor.
Auditui meo dabis gaudium et laetitiam: et exsultabunt ossa humiliata.
Averte faciem tuam a peccatis meis: et omnes iniquitates meas dele.
Cor mundum crea in me, Deus: et spiritum rectum innova in visceribus meis.
Ne proiicias me a facie tua: et spiritum sanctum tuum ne auferas a me.
Redde mihi laetitiam salutaris tui: et spiritu principali confirma me.
Docebo iniquos vias tuas: et impii ad te convertentur.
Libera me de sanguinibus, Deus, Deus salutis meae: et exsultabit lingua mea iustitiam tuam. Domine, labia mea aperies: et os meum annuntiabit laudem tuam.
Quoniam si voluisses sacrificium, dedissem utique: holocaustis non delectaberis.
Sacrificium Deo spiritus contribulatus: cor contritum, et humiliatum, Deus, non despicies.
Benigne fac, Domine, in bona voluntate tua Sion: ut aedificentur muri Ierusalem.
Tunc acceptabis sacrificium iustitiae, oblationes, et holocausta: tunc imponent super altare tuum vitulos.»
«Tem compaixão de mim, ó Deus, pela tua bondade; pela tua grande misericórdia, apaga o meu pecado.
Lava-me de toda a iniquidade; purifica-me dos meus delitos.
Reconheço as minhas culpas e tenho sempre diante de mim os meus pecados.
Contra ti pequei, só contra ti, fiz o mal diante dos teus olhos;
por isso é justa a tua sentença e recto o teu julgamento.
Eis que nasci na culpa e a minha mãe concebeu-me em pecado.
Tu aprecias a verdade no íntimo do ser e ensinas-me a sabedoria no íntimo da alma.
Purifica-me com o hissope e ficarei puro, lava-me e ficarei mais branco do que a neve.
Faz-me ouvir palavras de gozo e alegria e exultem estes ossos que trituraste.
Desvia o teu rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas culpas.
Cria em mim, ó Deus, um coração puro; renova e dá firmeza ao meu espírito.
Não me afastes da tua presença, nem me prives do teu santo espírito!
Dá-me de novo a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito generoso.
Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos e os pecadores hão-de voltar para ti.
Ó Deus, meu salvador, livra-me do crime de sangue, e a minha língua anunciará a tua justiça.
Abre, Senhor, os meus lábios, para que a minha boca possa anunciar o teu louvor.
Não te comprazes nos sacrifícios nem te agrada qualquer holocausto que eu te ofereça.
O sacrifício agradável a Deus é o espírito contrito; ó Deus, não desprezes um coração contrito e arrependido.
Pela tua bondade, trata bem a Sião; reconstrói os muros de Jerusalém.
Então aceitarás com agrado os sacrifícios devidos, os holocaustos e as ofertas; então serão oferecidos novilhos no teu altar.»
[Partitura]
«Miserere mei, Deus: secundum magnam misericordiam tuam.
Et secundum multitudinem miserationum tuarum, dele iniquitatem meam.
Amplius lava me ab iniquitate mea: et a peccato meo munda me.
Quoniam iniquitatem meam ego cognosco: et peccatum meum contra me est semper.
Tibi soli peccavi, et malum coram te feci: ut iustificeris in sermonibus tuis, et vincas cum iudicaris.
Ecce enim in inquitatibus conceptus sum: et in peccatis concepit me mater mea.
Ecce enim veritatem dilexisti: incerta et occulta sapientiae tuae manifestasti mihi.
Asperges me, hyssopo, et mundabor: lavabis me, et super nivem dealbabor.
Auditui meo dabis gaudium et laetitiam: et exsultabunt ossa humiliata.
Averte faciem tuam a peccatis meis: et omnes iniquitates meas dele.
Cor mundum crea in me, Deus: et spiritum rectum innova in visceribus meis.
Ne proiicias me a facie tua: et spiritum sanctum tuum ne auferas a me.
Redde mihi laetitiam salutaris tui: et spiritu principali confirma me.
Docebo iniquos vias tuas: et impii ad te convertentur.
Libera me de sanguinibus, Deus, Deus salutis meae: et exsultabit lingua mea iustitiam tuam. Domine, labia mea aperies: et os meum annuntiabit laudem tuam.
Quoniam si voluisses sacrificium, dedissem utique: holocaustis non delectaberis.
Sacrificium Deo spiritus contribulatus: cor contritum, et humiliatum, Deus, non despicies.
Benigne fac, Domine, in bona voluntate tua Sion: ut aedificentur muri Ierusalem.
Tunc acceptabis sacrificium iustitiae, oblationes, et holocausta: tunc imponent super altare tuum vitulos.»
«Tem compaixão de mim, ó Deus, pela tua bondade; pela tua grande misericórdia, apaga o meu pecado.
Lava-me de toda a iniquidade; purifica-me dos meus delitos.
Reconheço as minhas culpas e tenho sempre diante de mim os meus pecados.
Contra ti pequei, só contra ti, fiz o mal diante dos teus olhos;
por isso é justa a tua sentença e recto o teu julgamento.
Eis que nasci na culpa e a minha mãe concebeu-me em pecado.
Tu aprecias a verdade no íntimo do ser e ensinas-me a sabedoria no íntimo da alma.
Purifica-me com o hissope e ficarei puro, lava-me e ficarei mais branco do que a neve.
Faz-me ouvir palavras de gozo e alegria e exultem estes ossos que trituraste.
Desvia o teu rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas culpas.
Cria em mim, ó Deus, um coração puro; renova e dá firmeza ao meu espírito.
Não me afastes da tua presença, nem me prives do teu santo espírito!
Dá-me de novo a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito generoso.
Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos e os pecadores hão-de voltar para ti.
Ó Deus, meu salvador, livra-me do crime de sangue, e a minha língua anunciará a tua justiça.
Abre, Senhor, os meus lábios, para que a minha boca possa anunciar o teu louvor.
Não te comprazes nos sacrifícios nem te agrada qualquer holocausto que eu te ofereça.
O sacrifício agradável a Deus é o espírito contrito; ó Deus, não desprezes um coração contrito e arrependido.
Pela tua bondade, trata bem a Sião; reconstrói os muros de Jerusalém.
Então aceitarás com agrado os sacrifícios devidos, os holocaustos e as ofertas; então serão oferecidos novilhos no teu altar.»
[Partitura]
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