quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Contra o branqueamento do 5 de Outubro

Contra o branqueamento do 5 de Outubro, entrevista do jornal Destak (Isabel Stilwell) ao historiador Rui Ramos, por ocasião dos festejos do Centenário da República.
É sempre refrescante ler Rui Ramos, sobretudo nestes dias em que somos sufocados pela omnipresença televisiva do Fernando Rosas, e do resto dos corifeus do revisionismo.

15 comentários:

Anonimo disse...

Branqueamento do 5 de outubro, o dia em que todos nos tornamos iguais a nascença e acabaram as dinastias e os privilégios de sangue por nascimento. Isso quererá dizer que o Bernardo é a favor dos privilégios de sangue pelo nascimento.

Espectadores disse...

Caro Anónimo,

Branqueamento faz você, pois o 5 de Outubro não nos tornou nada iguais. As mulheres continuaram sem poder votar. E o povo, esse constante insultado, deixou de poder votar com a Primeira República. O número de excessos e crimes dos governantes da Primeira República foi de bradar aos céus.

Sim, posso ser a favor de certos privilégios de sangue por nascimento, se essa for a vontade do povo. Sim, é possível que o povo possa querer a monarquia. Sim, é importante que se respeite a vontade do povo, quando essa vontade aspira a algo legítimo.

Cumprimentos

Anonimo disse...

Oh valha-me deus.

Claro que sim, livres e iguais sem vénias, pelo menos em teoria, voce e eu temos todas as hipoteses teoricas de vir a sermos presidentes da repulbica, agora va discutir estes mesmos direitos com os filhos de d duarte para uma possivel ocupação do trono de portugal. Numa monarquia nem em teoria esta a ver a diferença? Imagina você que um sampaio, um mario soares, um cavaco, tinham chegado pelas suas capacidades pela sua determinação e persuasão a ser chefes de estado numa monarquia?

Quanto ao resto nem vale a pena perder mais tempo com este tema pois para mim este é o argumento que separa a republica da monarquia o resto é tudo igual desde que as monarquias se democratizaram ao adoptarem a vertente parlamentar, tudo nas actuais monarquias constitucionais é semelhante à republica, deputados eleitos, governos etc. Excepto ser chefe de estado.

A monarquia tem com ela o pecado original, (falando em termos de religião) a monarquia recusa a igualdade aos seus cidadãos de chegarem a ocupar teoricamente um cargo de estado, ser chefe de estado. A monarquia pelo berço, nascimento, ou genealogia. exclui todos os outros dessa possivel “ambição”. Eu não entrego o meu direito de eleger ou ser eleito (a quem me ha de governar pelo menos em teoria), a favor de alguém que por acaso do destino nasceu em determinado berço ou preveio de determinada familia. Tendo a monarquia um outro problema, o da legitimação do poder, que ao não aceitar as teorias contratualistas em que a soberania e o poder reside em todos nós, que juntando as nossas vontades através do voto transferimos e conferimos por um determinado prazo , mandato o seu exercício em nosso nome a quem elegemos, e que podemos destituir passado o prazo ou renovar, tem que se virar para a origem divina da legitimação do poder. Uma visão medievalista e piramidal.

“Bem vindos” a republica

Anonimo disse...

E ja agora não esqueça sou o mesmo anonimo

Jairo Entrecosto disse...

Bernardo,

A malta só vê a democracia por uma questão dos que estão vivos.

Acho que era Chesterton quem lembrava que respeitar a tradição dos que morreram, é do mais democrático que pode haver. Para além de inteligente. Respeitar a vontade de uma multidão de pessoas para quem as coisas funcionavam e permitiram termos o mundo que temos ao nascer, é também uma questão de parcimónia.

Em república, os filhos de pobres têm tantas hipóteses de vir a ser chefe-de-estado, como numa monarquia. Daí a muitas gerações,quando a sua família se destacar socialmente, ou por acaso histórico excepcional na sua vida. Tudo depende se consegue ascender socialmente ou não. E em República, não é verdade que haja mais ascensão social do que na Monarquia, ou que a maioria dos presidentes não tenha vindo de famílias da "nobreza".

A questão do povo escolher uma família como digna e meritória de ocupar o trono em sucessão, chefiando o estado, não é anti-democrática, pelo contrário. E está provado que gasta-se menos dinheiro com despesas da chefia-de de estado.

Não sou monárquico. Considero que a melhor política é a honestidade, e não tenho um regime como o ideal para resolver de raíz os problemas.
Embora até concorde com Agostinho da Silva, sobre a monarquia ser a melhor forma de governação para Portugal, tenho de reconhecer que hoje em dia, andar a discutir o regime não é a grande prioridade ou necessidade.

Mas como a república em Portugal foi revolucíonária, e ouvi dizer ( não fiz as contas por mim), que nos deu 76 governos em 100 anos, é claro que também não sou republicano. Nem adepto da I, nem da III, a chamada tachocracia.
Tolero um pouco mais o Estado Novo por compreensão das circunstâncias ( herança da I República, II Guerra Mundial, Ameça Vermelha), mas a verdade é que aquela treta de um homem a mandar até ver, também ajudou a destruir a base conservadora do país. Quando a época do botas bateu as botas, só havia vermelhos vitimizados e direitistas complexados. Até hoje.

Cumprimentos

PS- Para o caso de surgir algum anónimo irritado por politicamente correcto: quem é adepto da I República,um regime terrorista, anti-cultural e que meteu analfabetos de um país rural na primeira guerra altamente tecnológica,
não tem qualquer moral para me começar a ofender só porque eu não diabolizo o Estado Novo.

Jairo Entrecosto disse...

Jà agora, a propósito do Rui Ramos, o mais engraçado é ver as reacções da esquerdalhada quando ele também não branqueia o 25 de Abril.

Anonimo1 disse...

“Em república, os filhos de pobres têm tantas hipóteses de vir a ser chefe-de-estado, como numa monarquia. Daí a muitas gerações,quando a sua família se destacar socialmente”

Oh Valha-me deus.

Bom este ve a questão pelo “pedegree”, pois daqui a mil anos uma familia que viva hoje num meio social baixo chega lá, aguardemos. E não é anti democratico tratar os cidadãos a nascencça com privilégios conforme a via urinaria dondesairam não senhor, pois o que sera então discriminatório e democratico. Acontece que o “pedegree” não tem a ver com capacidades, tem a ver com a origem o berço. A discriminação existe com uma agravante a “eleição” é feita pelo berço.

Tivemos 4 dinastias, da primeira para a segunda ( afonsina / joanina ) passou –se através de uma crise dinástica, escolheu-se quem? Quem tinha capacidades e essas capacidades estavam em quem? Em quem tinha pedegree. Não ha aqui valorização pessoal coisa nenhuma é quem tinha genalogia directa ou indirecta, D. João I, não era filho de qualquer sapateiro.

Da segunda dinastia para a terceira passou-se novamente atraves de crise dinástica ( joanina / filipina ) os filipes como pretendentes ao trono portugues está-se mesmo a ver que não tinham pedegree, eram uns marinheiros espanhois aventureiros, por morte de d. Sebastião nós escolhemos logo um tanoeiro competente cuja familia se vinha valorizando socialmente de entre nos mesmos e aclamamo-lo rei. Esta-se mesmo a ver que foi isso que aconteceu e mandamos os filipes dar uma volta mais o seu pedegree e as suas pretensões.

Finalmente da terceira para a quarta ( filipina / bragantina ) passou-se através de um golpe palaciano. Atiramos com os vasconcelos janela fora demitimos os filipes de espanha e escolhemos um trolha de entre nos cheio de pedegree. Que na altura era D. Jão IV.

O pedegree não tem nada a ver, voce sonha não? O senhor alguma vez ou qualquer um de nos temos hipotese de vir a teoricamente ocupar um lugar de chefe de estado ou de candidato a coroa de portugal num regime monarquico?

O regime monarquico caracteriza-se precisamente por isto só se abre perante crises dinásticas, depois cristaliza-se novamente ou seja fecha-se o ciclo de sucessão e só se volta a abrir perante outra crise porque as regras de sucessão estão escritas a partida não ha candidatos, ja se sabe de antemão quem são os candidatos a ser escolhidos e de entre eles quem, se chegar la, tem esse direito. É uma genelogia como numa sucessão normal de bens e partilha. obedecemos a leis biologicas deterministas, tanto do vosso agrado é o destino meus filhos é a vida, sem precisar consultar a população como dizia alguém a zoologia tranformada em politica.

Na republica a pessoa não vai la pelo pedegree, tem que se destacar, aqui sim lutar pelo lugar que não caiu no regaço pelo nascimento. Poupem-me a historia de que um reizinho é educado para governar e a nossa historia tem bons exemplos de autenticos imbecis. Mas eu conheço a historia de uns serem mais iguais que outros por isso deixemos de lado “os porcos”. Claro que sim, livres e iguais sem vénias, pelo menos em teoria, voce e eu temos todas as hipoteses teoricas de vir a sermos chefes de estado sem precisar que a nossa familia se destaque socialmente, entenda la o que quiser por isto.

"bem vindos" a republica

Anonimo2 disse...

As monarquias modernas, não governam, as monarquias só representam, os governos são feitos por pessoas normalmente eleitas, como o nosso parlamento e governo. Vai me dizer que da mais estabilidade, porque o regime se identifica com uma pessoa que foi educada para o cargo especificamente durante parte da vida, que se dedica de alma ao país e aos interesses do pais, que não entra em jogos palacianos para alcançar o poder, ao não estar sujeito a sufrágio, admito isso tudo, mas isso não faz dele uma pessoa mais qualificada no sentido politico que outras, a obsessão da sucessão por famílias e por filhos primogénitos é que com frequência criou lutas sérias entre pretendentes ao trono e levou ao poder pessoas sem o mínimo intelectual para tal, por exemplo D. Afonso VI, isso foi no passado e no futuro poderá repetir-se? A europa no passado esta cheia de guerras por questoes monarquicas, procurou atenuar esses conflitos por meios de alianças. Agora temos esta Europa que sefoi alargando em E.U. nunca o problema de integração de novos estados foi a questão do subdesenvolvimento ou economico,ou serem monarquias ou republicas ate nisso ha solidariedade ajudas, como nós por exemplo ou outros,se as aproveitamos ou não é outra questão a discutir a outro nível. A questão para integrar esta europa é de âmbito politico, ser democracias, por isso alguns estados ficaram a bater a porta ate demonstrarem que eram democracias, por isso a turquia continua a porta. Por isso esta europa não tolera nacionalismos nem extremismos como o caso da recente austria, ou casos de racismo como a frança com os ciganos . Por isso esta europa faz mossa a muitos nacionalistas fascistas e racistas, porque é um obstáculo as suas ideologias, mas não é um obstaculo a regimes polticos.

Há quem diga filósofos e pensadores políticos que a probabilidade de a monarquia em sentido global e não referente a Portugal, regressar é mínima ou nula e desaparecerá gradualmente do mapa politico mais ou menos dentro de 100 a 200 anos e que o sistema republicano que já tem em si várias derivações e variações irá evoluir para outras formas de governo.A monarquia como que foi o primeiro degrau de uma escada natural e um meio de no passado se começar a governar um povo e um território, com a união dos seus habitantes em torno de conceitos restritos de raças e laços de sangue, sendo por isso impossível começar a formar uma nação e governa-la nesse passado mais ou menos longínquo, com um regime republicano ou outro democrático ditatorial etc. era impensável no tempo de D. Afonso Henriques começar uma nação assim para além de que o conceito de ideais era muito limitado.

A maioria dos pensadores modernos tem vindo desde o iluminismo considerando a democracia como o patamar mais alto de uma civilização.Outra questão que se põe na escolha dos regimes é quem governa e para quem governa A primeira tem a ver com a escolha e quantos são os governantes e a segunda é a favor de quem é exercido esse poder. Como sabemos então se um regime e governo é justo ou injusto,? será justo se tiver em vista o interesse geral, o bem comum.

“Bem vindos” a republica

Anonimo3 disse...

“Só porque eu não diabolizo o Estado Novo.”

Pois e porque ha de diabolizar se o estdo novo defendia isto.

Quem defende estados como o estado novo, defende este tipo de estado que tinha, policia politica, presos politicos , não havia liberdade de expressão, as liberdades e direitos dos cidadãos eram coartadas, não podiam organizar-se livremente em partidos políticos, não podiam escolher deputados, as eleições sabia-se o que era, e como contavam os votos.

Salazar de facto equilibrou as contas, com uma imposição de uma ditadura fiscal, só aceitou a nomeação para governante com a condição de superintender sobre as despesas de todos os ministérios, ou seja governar como ditador, impos uma ditadura fiscal para tomar conta do cargo e do poder mas meteu Portugal num atraso como não há memória em nenhum país da Europa! Equilibrar as contas não é tudo . Se eu vivesse preocupado em equilibrar as minhas contas, para depois investir não teria hoje nem casa própria nem carro e ja pagos. Quando estivesse de pés para a frente poderia ter esse privilégio. Mas como os avarentos tem sempre medo nem isso. Com Portugal sob a alçada de Salazar aconteceu isso, orgulhosamente sós, orgulhosamente sem nada! Pergunte aos que emigraram para fugir da miseria. Só pode defender Salazar quem na altura foi privilegiado, e havia muitos, basta ver que na escola os pobres eram postos em filas apropriadas e claro iam ficando para trás para serem a força motriz da economia. As famílias eram numerosas, principalmente as mais pobres por ignorância e medo a deus que pariu os filhos que vinham. Dizer que havia mais respeito, é mentira o que havia era policias e bufos por todo lado, e ai de quem falasse mal da situação. Dizer que esse tempo é que era bom é querer fazer de nós e dos nossos avós parvos. De qualquer dos modos as coisas não mudaram assim tanto desde esses tempos, pelo menos no que diz respeito ao controlo politico e económico do país. Hoje detém o poder os netos e bisnetos de muitos apoiantes de Salazar. Por isso é este o estado das coisas os pobres continuam a ser os mesmos e os ricos igual e a meter sempre a mão nos nossos bolsos e no bolo.

Ha uma coisa que eu valorizo mais do que o aspecto economico quando falo de regimes politicos, é serem democraticos, alias não me consta que nas ditaduras se viva bem e se respeitem as pessoas a não ser uma oligarquia que suporta o regime, por isso recuso, é discutir com outras pessoa s que não tem noções ou não respeitam os sistemas democráticos e fazem a apologia das ditaduras.

A propósito alguém sabe onde posso tirar uma licença de isqueiro, esta-me a apetecer mesmo um cigarrito e os fosforos acabaram-se.

Jairo Entrecosto disse...

Cigarros? Não pode fumar em público.
Mas se quiser matar um bebé em desenvolvimento no ventre da mãe, esteja à vontade.

Esta grande época de liberdade e respeito pela vida....

Anonimo disse...

Ah sim? não me diga voce pelos vistos é um ignoro.
Sabia que no tempo salazarento era preciso uma licença para um simples isqueiro, era tão grave como porte de arma? porque seria? Nem quero explicar-lhe o criterio economico pois quem defende o estado novo deve sabe-lo não é? Esta com o aborto atravessado na graganta é? olhe paciencia a sociedade assim o dicidiu. Ja agora se eu for trabalhar para um pais com altos indices de sida, e não me quiser abster da minha sexualidade o que me recomenda para me proteger em parte sem ser a castidade e abatinencia? nem quero saber da resposta.

Jairo Entrecosto disse...

Pá, mas no seu exemplo você vai trabalhar para um país com altos indíces de SIDA, ou vai fazer turismo sexual para um país com altos indícios de SIDA? Não ficou claro...

De qualquer forma, a única recomendação que lhe posso fazer, é que vá pedir conselhos à sua mãezinha, em vez de os pedir a estranhos na internet. Como é óbvio.

Anonimo disse...

Então pa que é isso pá, qual turismo sexual qual carapuça, você acha que se eu for residir para um pais desses por questões de trabalho pá, me tenho que abster da minha sexualidade pá, ou isso implica turismo sexual e promiscuidade pa, e não se pode usar preservativo porque preservativo não protege coisa nenhuma diz a santa madre igreja, não a minha maezinha, entendeu pá.

Enfim

Jairo Entrecosto disse...

Anónimo, pá, cite-me lá quando é que eu achei ou deixei de achar qualquer coisa sobre a sua vida sexual.

E a Igreja impede-o de usar preservativo e quer obrigá-lo a ter relações sem o utilizar, ou obriga-o a abster-se?! Não se percebeu bem de qual proibição é o anónimo uma terrível vítima, pá!

Anonimo disse...

Ainda estas nessa, esquece que eu ja pedi conselho a minha maezinha, sabes como se diz na minha terra "conversa de miguel".