sábado, 5 de setembro de 2009

Sofisma "gay"


(Max Mutchnick - fonte: http://www.proudparenting.com, obtida da Internet Movie Database)

«Sofisma. 1. Raciocínio ou argumento intencionalmente falso, com aparência de verdadeiro, com o qual se pretende enganar alguém. 2. Engano, logro.», - Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências (Verbo).

A palavra "gay" dispensa definições...

Vou criticar um texto publicado num site "gay & lesbian friendly" cujo nome eufemístico é "Proud Parenting". Faz sentido. Orgulho "gay". Parentalidade orgulhosa. Faz?

(O autor é Max Mutchnick, criador e produtor executivo da série televisiva "Will & Grace". Confesso que, por várias vezes, vi episódios dessa série, e até me ri de algumas das piadas. É bem sabido que, hoje em dia, nos canais televisivos dedicados a séries, há uma grande fatia de séries "gay & lesbian friendly". A tendência é descarada e assumida. "Will & Grace" é uma série muito inteligente, com sentido de humor, e cheia de propaganda "gay & lesbian". O humor é uma arma poderosa. Como em todas as séries de grandes audiências feitas com essa intenção "educativa", a coisa está tão bem feita que conseguimos ver os episódios, rimo-nos das piadas, e nunca nos vêm à cabeça as perversões sexuais que os casais "gay & lesbian" fazem debaixo dos lençóis - a coisa sexual está completamente edulcorada: como se o público a ensinar fosse infantil - e de facto é, visto que, sendo um público heterossexual, está ainda nos primeiros anos da formação "gay & lesbian")

Max Mutchnick relata uma situação vivida num aeroporto por si e pelo seu "companheiro" Erik, a quem ele se refere como "husband". Max, Erik, e duas gémeas de colo, dirigiam-se ao controlo de segurança do aeroporto quando foram interpelados por um segurança. Como se pode verificar pelo relato de Max, o segurança olhava perplexo para aquele grupo improvável: dois homens adultos acompanhados por dois bebés do sexo feminino.

Pelo texto, é fácil constatar a arrogância de Max, que do alto da sua popularidade "hollywoodesca", trata o segurança como se este fosse um anormal. Ora, o segurança apenas está a tomar contacto com as chamadas "novas realidades da família moderna". Nesta história sinistra, o segurança representa aquele que Chesterton apelidava de "the common man", ou seja, ele representa o senso comum da pessoa comum.

O que eu pretendo, com este meu texto, não é qualquer tipo de despudorado ataque homofóbico, aliás incompatível com a mais elementar caridade cristã, que nos inclina moralmente a tratar com misericórdia (com a "miséria do outro" no coração) toda e qualquer pessoa cuja vida seja vivida em profundo erro. Nesse sentido, olho para Max Mutchnick como quem olha para uma tragédia humana, e infelizmente, há tantas. Devemos sentir real e sincera compaixão por pessoas nesta situação. (Propositadamente, escrevi "por pessoas nesta situação", e não "por pessoas assim").

No entanto, a compaixão não obriga ao silêncio perante sofismas e soberbas. O facto de Max ter sido, neste episódio, um arrogante de primeira, e de ter exercido a sua arrogância aplicando um manhoso sofisma ao desgraçado do segurança, permite-me, a mim e a qualquer pessoa que preze a decência e a inteligência, escrever esta crítica.

Ora vamos ao cerne da questão...
O segurança estava então muito curioso com aquela singela "família"...
E, de forma espontânea, o segurança pergunta a Max:

"Where did you get your kids?"

E vem a resposta superior de Max:

"I made them."

Certamente perante o olhar estupefacto do segurança, Max dá, ali mesmo, uma aula ao segurança acerca de "gestacional surrrogacy". Ele mesmo o diz. O que completa o quadro professoral de soberba do sofista "gay".

«There's a donor. She gives us the eggs. We never meet her. She is not the "mom". There is no mom. There's a surrogate. She's the oven.»

E aqui temos o sofisma.
Escarrapachado.
Sem vergonha.
Não há "mãe", ensina Max.
Ela é apenas "o forno", ensina Max de forma complacente para com o segurança.

Ora isto é uma mentira científica. Uma mentira biológica. Uma mentira.
O genoma de qualquer ser humano, mesmo das desgraçadas das crianças adoptadas por "casais LGBT" é composto por 50% de genes provenientes de um espermatozóide, e por 50% de genes provenientes de um óvulo.

Se há coisa certa, ó Max, é que as gémeas que tinhas ao colo têm mãe!

Mas é também útil olhar para a metáfora escolhida por Max para a mãe das crianças: ela é "o forno". Alguém mergulhado na cultura LGBT poderia dizer que o Max estava apenas a simplificar uma questão complexa e sofisticada para que o bruto do segurança a compreendesse. Mas não estamos perante apenas uma simplificação. Estamos perante uma mudança de contexto. Max não está apenas a simplificar um processo gestacional. Está a desnaturá-lo.

Ao referir-se à mãe das crianças como "o forno", ele trai claramente o que lhe vai dentro da cabeça: a "coisificação" de pessoas. Se ele "coisifica" a mãe, tornando-a num forno, então coisifica (talvez inconscientemente) as crianças que adoptou, talvez encarando-as, quem sabe, como patos à Pequim ou cataplanas de marisco. As crianças que Max e "companheiro" trazem ao colo não são fruto do amor dos seus respectivos pais pela mãe. São fruto do capricho humano: são coisas que eles compraram. E como deve ser caro o processo técnico que eles seguiram para as obter...

É assim que Max, tentando simplificar a linguagem para o bruto, trai o seu pensamento e revela a sua filosofia desumana, que "coisifica" pessoas.

Mas a aula ainda não tinha acabado...

«(Giants prefer short sentences with small words).»

Este é o "à parte" cínico e arrogante de Max. Já todos sabemos que aqueles que não querem entrar no autocarro "LGBT" são, no mínimo, burros, e no máximo, homofóbicos cheios de ódio.

«My husband and I (the Giant winced) fertilized four eggs. They went inside the surrogate. Two of the eggs took.»

Os outros dois ovos fertilizados, que se lixe, certo, Max?
Mas aqui temos mais erros concretos: Max não fertilizou nada. Nem Erik. Eles doaram espermatozóides, e algum técnico de laboratório fez a fertilização dos óvulos da mãe com os espermatozóides de Max e Erik. É também por esta causa que a frase de Max referida atrás, "We made them.", é também ela uma mentira clara. As crianças foram feitas em laboratório. E cresceram e desenvolveram-se dentro da barriga da "mãe", o "forno".

«Fraternal twins were born 8 months and two weeks later. One of them was biologically his. One of them was biologically mine. But they're both ours, you know?»

Bom... Lamento, mas é necessário voltar a tocar a campainha da lógica.
Supondo que a precisão científica deste complexo processo gestacional foi rigorosamente controlada, e que Max e Erik sabiam exactamente que os dois ovos que se fixaram eram realmente, um cuja paternidade era de Max e outro cuja paternidade era de Erik, ou seja, tomando esse rigor como certo, ainda é preciso salvar a lógica: se isso é verdade, uma das crianças é filha de Max, a outra é filha de Erik, e são ambas filhas da sua mãe, "o forno". Mas não é muito lógico dizer que a filha de Max é filha de Erik, ou vice-versa. A não ser que Max se refira a uma paternidade afectiva, o que é algo diferente, mas Max não explica essa diferença na sua aula.

«You can do that?»

Pergunta o segurança, claramente vítima, também ele, do deslumbramento tecnológico que faz quase toda a gente olhar para novas técnicas de fertilização e gestação como uma criança olha para uma caixa de X-Men...

Max terá sorrido com benevolência: "You can!".
Se se pode fazer, que mal tem?

18 comentários:

João "o discipulo amado" Silveira disse...

A mesma linha de pensamento que defende acérrimamente o direito ao aborto livre e gratuito, supostamente em defesa da dignidade da mulher, não hesita em chamar à mesma mulher um forno, quando é conveniente. Nem os bolos se devem tirar do forno antes de estarem prontos.

Espectadores disse...

João,

No fundo, são todas questões que têm a ver com a dignidade do ser humano: é muito pouco digna a mixórdia laboratórial que estes dois fizeram, com a conivência da "surrogate". Ninguém aqui foi digno: nem o Max, nem o Erik, nem a mãe das crianças, nem os técnicos que fizeram a dita fertilização.

É tudo uma trapalhada pegada, um disparate absoluto. O problema é que, hoje em dia, caminhamos para uma sociedade totalitária, na qual afirmar o óbvio acerca desta pateta propaganda "LGBT" irá dar-nos, a médio prazo, pena de prisão por
homofobia e discurso de ódio.

Vamos aproveitar para expressar a posição do bom senso enquanto ainda nos deixam.

«Nem os bolos se devem tirar do forno antes de estarem prontos.»

Ora nem mais, ora nem mais!!

Um abraço,

Bernardo

Xico disse...

Estou plenamente de acordo com a sua esclarecida crítica à forma como aquele homem se referiu ao nascimento daquelas duas crianças.
Se bem que nao esteja de acordo com o casamento entre pessoas do mesmo género, não compreendo no entanto essa caridade que diz ter em quem vive no erro "homossexual".
Apoucar o afecto e carícias e praticas sexuais entre duas pessoas do mesmo género que procuram prazer e satisfação, será o mesmo que apoucar qualquer prática sexual heterossexual que não tenha como objectivo a procriação. Seria o mesmo que criticar quem recusa esse dom de Deus, praticando a abstinência e recusando a procriação!
Não vejo em nenhuma das situações menos dignidade e não serei eu que arrogantemente pretenda saber o que Deus pensa sobre o assunto, para apelidá-la de "erro".

Pedro Fontela disse...

Vamos chamar as coisas pelos nomes… há boas doses de falta de adaptação por parte dos conservadores (especialmente os religiosos que há muito abandonaram a esfera da razão – não entendida como mera lógica formal, já que essa, com as premissas escolhidas por mim á partida, pode “provar” tudo e o seu oposto).
Como se a questão genética fosse o único determinante da família – não é, todos sabem que não o é e simplesmente têm resistências e demónios pessoais que cobrem usando falsa preocupação com os outros. A dignidade mede-se pelas pessoas em questão nunca pelo método de concepção – mas isso claro não se julga porque senão lá se ia o argumento engraçado pelo ar (ou quando se usa tem que se ir buscar dados altamente duvidosos de organizações de propaganda religiosa).
Há riscos de autoritarismo na sociedade moderna mas regra geral partem sempre dos sectores mais conservadores que são incapazes de gerir a diversidade e como tal recorrem sempre à mesma ferramenta: a repressão. Há que entender que a diversidade não é um atentado a nada nem ninguém mas percebo que haja quem pela insegurança ou pelo fanatismo seja completamente incapaz de encaixar o que entra pelos olhos dentro.


Ps: não entro na questão da caridade cristã porque é pura e simplesmente paternalista ao máximo e ninguém vos deu direito a tal arrogância. Como todo o respeito guardem o autoritarismo e arrogância para dentro das igrejas onde os cristãos vos têm que aturar. A falsa modéstia é das coisas mais repulsivas que existem.

Pedro Fontela disse...

Bernardo,

Enfim... as minhas desculpas pela agressividade da minha resposta mas o post é realmente atroz. Vai para além do reaccionário para entrar no reino do "fear mongering" para campónios.

Espectadores disse...

Caro Xico,

Obrigado pelo seu comentário.

«Apoucar o afecto e carícias e praticas sexuais entre duas pessoas do mesmo género que procuram prazer e satisfação, será o mesmo que apoucar qualquer prática sexual heterossexual que não tenha como objectivo a procriação. Seria o mesmo que criticar quem recusa esse dom de Deus, praticando a abstinência e recusando a procriação!»

Tenho que lhe pedir que me explique melhor o que pretende dizer. Não compreendi este seu parágrafo.

Obrigado.

Cumprimentos,

Bernardo Motta

Espectadores disse...

Caro Pedro,

Não há qualquer risco de má interpretação da minha parte em relação ao teu comentário, uma vez que nos conhecemos pessoalmente, e por isso, não vou de forma alguma tomar o teu comentário como hostil.

Posto isto... devo dizer que discordo totalmente do teu comentário, e que me parece que estás equivocado em vários pontos, que passarei a apontar.

«especialmente os religiosos que há muito abandonaram a esfera da razão»

Esta tua frase é inaplicável ao meu texto. Se há algo no meu texto é pura indignação ante a irracionalidade (mesmo científica, mas também moral) das palavras do Max.

Dizer que os religiosos abandonaram a esfera da razão é, não só falso, mas muito triste, uma vez que é alinhar com a mais rasteira (e gasta) propaganda anti-religiosa.

«Como se a questão genética fosse o único determinante da família – não é»

Claro que não é. Se eu achasse isso, teria que estar contra a adopção de crianças por casais heterossexuais. E não estou, evidentemente.

No entanto, chamar "família" ao grupo disfuncional de Max é um abuso e um atentado à razão. Chamemos então as coisas pelos nomes. Com a melhor das intenções do mundo por detrás das suas decisões de vida, Max e Erik são de facto dois sodomitas cuja intimidade implica abomináveis perversões sexuais. Há quem chame, hoje em dia, ó se há, a tais perversões, "amor homossexual", quando na verdade o que há é sodomia. E vemos, nesta história macabra, essa parelha sodomita com duas crianças pequeninas ao colo. O que só pode acrescentar mais horror ao já horrível cenário.

Um parêntesis: não há uma pinga, uma grama, um centigrama, um miligrama de ódio da minha parte contra Max e Erik. Há, isso sim, uma enorme repulsa, tanto emotiva como racional, contra os comportamentos que eles têm e defendem.

O teu equívoco central, Pedro, está em que julgas que estou a criticar Max e Erik pela sua homossexualidade. Não estou. Estou:

a) a criticar a arrogância e a soberba de Max

b) a criticar os actos homossexuais em si mesmos

c) a criticar a mulher e mãe que com eles compactuou nesta encenação macabra, doando os seus óvulos, gerando as crianças, e depois desaparecendo de cena

d) a criticar, e não pouco, os animais (entenda-se "autoridade civil") que entregaram duas crianças pequeninas a esta parelha

Como poderia eu, em justiça, criticar Max e Erik pela sua homossexualidade se eles são manifestamente ignorantes em relação ao mal que cometem diariamente? Como poderia, em justiça, criticar quem erra por ignorância?

Já em relação à soberba de Max, ela é perfeitamente criticável, pois é certo que Max sabe que está a ser arrogante quando é arrogante. E aí, já não pode apelar à ignorância.

(continua)

Espectadores disse...

(continuação)

«A dignidade mede-se pelas pessoas em questão nunca pelo método de concepção»

Estás a atacar um espantalho, e não eu. Quem disse o contrário? Alguma vez contestei a dignidade de Erik, de Max, das crianças, da mãe "forno"?

Eles são todos dignos, como é qualquer pessoa humana. Mas pessoas dignas fazem porcarias muito indignas. A começar por mim...

Este é o cerne da visão cristã acerca do homem: é a criatura mais magnífica, mais sublime de todas, e ao mesmo tempo, é alguém capaz de cometer as piores atrocidades, consciente ou inconscientemente.

Se não entenderes que eu partilho desta visão, então não compreendes nada do que escrevi acerca deste caso.

Esta história de Max e Erik indigna-me precisamente porque me arrepia ver a dignidade humana que lhes é inerente tão vilipendiada, tão insultada, tão despojada.

E ainda por cima, o que não pode deixar de ser criticado duramente, o Max escreve um artigo desta forma tão arrogante, uma arrogância que é duplamente trágica, porque:

a) demonstra a ignorância de Max acerca da imoralidade dos seus actos do dia-a-dia

b) demonstra a total falta de razão de Max, ao criticar de forma arrogante a razoabilidade de pessoas que consideram a homossexualidade como profundamente errada

É evidente que as crianças não perdem uma grama da sua dignidade só porque os seus progenitores decidiram brincar ao Frankenstein, gastando os seus milhares de dólares num capricho genético.

«Há riscos de autoritarismo na sociedade moderna mas regra geral partem sempre dos sectores mais conservadores que são incapazes de gerir a diversidade»

Incapazes de gerir a diversidade?
Aplicarias a palavra "diversidade" a actos repulsivos e condenáveis como o furto, a extorsão, o rapto, o tráfico de droga, o contrabando, o tráfico de influências e outras formas de corrupção?

Num grau menor, aplicarias a palavra "diversidade" à mentira, à inveja e à cobiça, à gula desenfreada, à luxúria, e a todas as formas de vício?

Entendes que não faz qualquer sentido respeitar como "diversidade" aquilo que é profundamente imoral?

E, por favor, deixa de lado a palavra "conservador". Está perfeitamente desenquadrada. Eu não defendo que a homossexualidade é imoral apenas porque é uma ideia antiga. Isso é absurdo. Eu defendo as minhas ideias com argumentos. Podes não os aceitar, mas é insensato afirmares que eu digo o que digo só porque sou "conservador".

«mas percebo que haja quem pela insegurança ou pelo fanatismo seja completamente incapaz de encaixar o que entra pelos olhos dentro.»

Pedro: tu já me conheces razoavelmente. Achas que escrevi este texto motivado por insegurança ou por fanatismo?

Se eu decidi empregar uma hora (aproximadamente) para preparar e escrever este texto, foi porque me indignei seriamente e profundamente com esta história inacreditável.

A principal motivação por detrás deste "post" é simples:

1) Fiquei chocado com a irracionalidade por detrás desta "família", e pela forma abusiva como se manipulam pessoas por puro capricho, "coisificando" o ser humano, brincando com a vida dos outros apenas para satisfazer desejos pessoais e egoístas

2) Mais ainda chocado fiquei com a arrogância de Max, que pretendeu dar-nos uma aula de ideologia "gay" e manipulação genética, ele que deveria ser o primeiro a reconhecer que precisa de muitas "aulas" para ver os seus erros

(continua)

Espectadores disse...

(continuação)

Finalmente, Pedro, termino com uma observação final que me parece importante.

Provavelmente classificarias, tu e outros, este meu texto como "homofóbico".

Vejamos... Homofobia, à letra, quer dizer medo da homossexualidade.

Ora até aqui há um erro claríssimo: nesta sociedade da paz podre e da idolatria da imoralidade, é preciso coragem para remar contra a corrente irracional da carneirada. Quem negaria que, hoje em dia, "gay friendly" é a atitude socialmente respeitável e bem pensante?

Malditos sofismas!
Da parte que me toca, sabendo bem que me espera a incompreensão e o repúdio de muitos, não deixarei de chamar as coisas pelos nomes e de ver os erros onde eles estão.

Não violentarei nem sacrificarei a minha razão e a minha liberdade intelectual às mãos do socialmente correcto ditado por uma sociedade que perdeu o juízo...

A propaganda "gay", por muita força que tenha, e por muitos esquemas que use, aqui, na liberdade interior da minha cabeça, não entra. Não deixo...

Um abraço,

Bernardo

Espectadores disse...

Pedro,

Faltava responder ao teu P.S., com um P.S. meu:

«Ps: não entro na questão da caridade cristã porque é pura e simplesmente paternalista ao máximo e ninguém vos deu direito a tal arrogância.»

Penso que aqui há um equívoco linguístico: estamos a usar o termo "caridade" com dois sentidos diferentes. O meu sentido de caridade, o etimológico, é o da "caritas", ou seja, "amor". Basta ver que a encíclica de Sua Santidade, o Papa Bento XVI se chama "Deus caritas est", que se traduz literalmente como "Deus é amor".

Logo, se não houver equívocos na palavra "amor", peço-te que leias "caridade cristã" como "amor cristão", e penso que isso dissipará os teus equívocos.

O amor por alguém nunca pode ser arrogante nem paternalista nem ter tiques de superioridade. O verdadeiro amor é precisamente fazer-se pequeno para o outro, ou pelo outro.

O facto de eu criticar o Max não me coloca a mim num pedestal, e a ele no esgoto. Pessoas insignificantes e desconhecidas como eu podem criticar, pelo menos ainda podem (ainda é legal), a homossexualidade que a grande estrela de Hollywood, Max Mutchnick, tão tenazmente defende como boa e virtuosa.

O pequeno, aqui, sou eu.
Basta veres quantas pessoas lerão o meu miserável texto, e quantas leram o artigo do Max. Vamos lá ver as coisas como elas são.

Daqui de baixo, das profundezas da minha irrelevância mediática, eu sou a pulga a tentar morder os calcanhares do Max, e ele está com botas.

Só que às vezes as pulgas mordem com razão.

«Como todo o respeito guardem o autoritarismo e arrogância para dentro das igrejas onde os cristãos vos têm que aturar.»

Bolas, Pedro: alguém te obrigou a ler o meu texto?

«A falsa modéstia é das coisas mais repulsivas que existem.»

Sem dúvida.
É uma reacção perfeitamente compreensível ficares com ideia de que fui arrogante nas críticas ao Max. Se concordasses com as críticas, já dirias que eu teria sido justo (como acho que fui). No entanto, nada disto tem a ver com falsa modéstia.

A modéstia, que eu procuro (tantas vezes sem sucesso e sem o esforço necessário), não me obriga a ficar calado. Ou obriga?

É a mais pura das verdades que me custa muito ter real e sincera caridade, ou melhor, amor cristão para com Max. Custa-me horrores. Ninguém disse que ser cristão era fácil. Mas eu sei, eu tenho a certeza, que a atitude certa está em amar Max como o meu próximo, ao mesmo tempo que repudio tenazmente os seus comportamentos (que aliás, são comportamentos estranhos a qualquer ser humano).

Não te vou dizer que, neste momento, nutro grande amor cristão por Max. Se calhar, o mais sincero é dizer-te que tenho imensa pena dele e gostava que ele reconhecesse o seu erro e mudasse de vida.

Mas não compreendo porque é que ficas tão chocado com estes meus sentimentos, e achas que são falsa modéstia. Em que é que te baseias nesse teu juízo?

Abraço,

Bernardo

Xico disse...

Caro Bernardo,
Não compreendeu porque a culpa é minha de não possuir a maravilhosa capacidade de análise e de escrita que o senhor possui.
Não tendo essa capacidade cabe-me escolher o caminho simples e curto para me não enredar nas palavras do texto escrito.
O que quis dizer é tão simplesmente que o sexo é e pode ser uma fonte imensa de prazer e, como tal, caminho para a felicidade. Considero-o um dom.
Que esse dom seja utilizado para prazer e satisfação mútua de quem se quer bem não me parece que possa ser errado ou condenável, senão teria de admitir que o sexo só deveria ser utilizado para a procriação. Isso não faço e julgo que a maioria das pessoas o não faz, mesmo os católicos.
Assim, não vejo porque há-de Deus ofender-se ou preocupar-se, com quem, usando de um dos Seus dons, o utiliza para seu benefício, prazer e satisfação bem como do parceiro ou parceira.
Poderá o senhor enojar-se, ter asco, etc. Também tenho de quem come insectos e outras coisas que tais, mas nunca me passaria pela cabeça considerar isso como aberrações.
Não tem o senhor nem ninguém o direito de interpretar tais actos como aberrações, julgando interpretar a vontade Divina. Saberá concerteza que é muito abusivo entender-se tal pelo que está escrito e traduzido da Bíblia, tendo em conta o lugar, condicionalismos de linguagem etc, em que tais coisas foram escritas. Também não me ouvirá dizer que a Bíblia faz apologia de tais actos. Julgo mesmo que a Bíblia, tal como Cristo, é omissa quanto ao assunto. Deus terá mais que fazer do que preocupar-se com os prazeres compartilhados de cada um, não estando em risco os outros e eles próprios.
Não entenderá o Bernardo que Deus quer que se condene à lapidação os adúlteros, só porque assim o determina a Bíblia! Ou que Deus tenha ordenado a Josué o massacre dos habitantes de Ai.
O Bernardo é um homem culto e letrado. Reflecte e medita imenso sobre os assuntos e coisas da Igreja e da religião. Não caia no erro dos sábios que de muito reflectirem e estudarem, perdem o sentido das coisas simples….porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos”(Lc10,21).

Espectadores disse...

Caro Xico,

«Não compreendeu porque a culpa é minha de não possuir a maravilhosa capacidade de análise e de escrita que o senhor possui.»

É com pena que o vejo recorrer à ironia e ao sarcasmo. Não tive qualquer má intenção em relação ao seu comentário. Pareceu-me entender o que quereria dizer, mas não tinha certezas. E em vez de desatar a responder com base num possível mal entendido achei por bem pedir-lhe que expandisse as suas ideias.

Acho até bizarro que interprete o meu pedido de esclarecimentos como se tratasse de um insulto à sua escrita. Se há coisa pior para comunicar é uma caixa de comentários como esta. Logo, eu costumo achar vantajoso que se expliquem bem as ideias, visto que os mal-entendidos surgem facilmente. Como aliás se constata, pois achou que o meu pedido era insultuoso, e não era.

«O que quis dizer é tão simplesmente que o sexo é e pode ser uma fonte imensa de prazer e, como tal, caminho para a felicidade. Considero-o um dom.»

Já somos dois.

«Que esse dom seja utilizado para prazer e satisfação mútua de quem se quer bem não me parece que possa ser errado ou condenável, senão teria de admitir que o sexo só deveria ser utilizado para a procriação. Isso não faço e julgo que a maioria das pessoas o não faz, mesmo os católicos.»

Está a incorrer em falácia. Está a dar a entender que há apenas duas vias:

1) ver o prazer sexual como bom e positivo, e como um dom de Deus

2) ver o prazer sexual como mau e negativo, e valorizar apenas a procriação

Isto é falacioso porque, na sua crítica, acaba por colocar de fora a minha posição, aliás a posição católica. É evidente que o prazer sexual é muito bom, positivo, e nada tem de negativo. É por puro preconceito (ou desconhecimento) que se pensa que o cristianismo demoniza o corpo. A demonização do corpo e do prazer sexual é uma atitude típica da heresia mais detestável que a Igreja Católica alguma vez combateu: o gnosticismo.

É tipicamente herético, e gnóstico, demonizar o corpo e o prazer sexual.

Logo por aqui, verá facilmente o tremendo disparate que é achar que o cristão, ou pior ainda, o católico, despreza ou demoniza o prazer sexual.

No entanto, é anatomicamente óbvio que o prazer sexual conduz a um fim, também ele óbvio, que é o da fecundação e geração de nova vida.

É tão óbvio como saber que o prazer de degustar uma excelente refeição (prazer sublime para um católico) conduz a um fim, também ele óbvio, que é o da digestão e alimentação.

(continua)

Espectadores disse...

(continuação)

O católico é apenas um tipo sensato: sabe tão bem como o homem comum que comer é óptimo, mas que o prazer das papilas gustativas não é um fim em si mesmo, pois tudo será digerido.

O católico acha repulsiva a prática pagã de vomitar para poder comer mais, algo típico de um tipo de decadência moral presente na pior fase do Império Romano.

Do mesmo modo, o católico acha repulsivo que se remova à sexualidade humana o seu óbvio fim. Esta implica sempre três coisas fundamentais, a saber: união de homem e mulher; prazer sexual; geração de nova vida.

O que eu estou a dizer poderia ser dito por qualquer especialista em sexologia: o prazer sexual conduz a orgasmo, cuja finalidade é a fecundação e a geração de nova vida.

Logo, como se vê, o católico é um tipo perfeitamente sensato, uma vez que toma todas as coisas boas da vida como coisas boas, mas não as desvirtua nem as perverte. O católico tem especial repulsa em "desmontar" as coisas que estão unidas, ou seja, em separar o prazer sexual do resto do quadro sexual.

«Assim, não vejo porque há-de Deus ofender-se ou preocupar-se, com quem, usando de um dos Seus dons, o utiliza para seu benefício, prazer e satisfação bem como do parceiro ou parceira.»

Porque haveria Deus de se preocupar com isso? No entanto, penso que defende o prazer sexual com "batota", ou seja, desligando-o do resto da sexualidade humana. Ora, isso será um bocado enervante para Deus.

Ponha-se, se conseguir, no lugar de Deus: a sexualidade é um dom vasto e profundo. E, sem razão para tal, uma parte da humanidade pega na sexualidade, corta-lhe o seu fim específico, e mete-se a brincar com os restos que sobram.

«Poderá o senhor enojar-se, ter asco, etc.»

Típica estratégia patética de demonização do contraditório. Como se vê, pelo facto de não concordar comigo, e de pelos vistos não conseguir argumentar em contrário às minhas posições, recorre à típica falácia "ad homimem", que consiste em transformar-me numa pessoa que teria nojo do sexo. Patético...

«Não tem o senhor nem ninguém o direito de interpretar tais actos como aberrações, julgando interpretar a vontade Divina.»

Está, parece-me, a dizer que não tenho o direito de pensar e me expressar como entendo?
Está, parece-me, a negar-me um direito fundamental de liberdade intelectual e outro direito fundamental de liberdade de expressão?

Por isso é que o catolicismo é, e continuará a ser, um bom antídoto contra os totalitarismos, e uma boa protecção das liberdades fundamentais.

O senhor é que não tem qualquer direito a vir aqui ao meu espaço dizer-me que eu não posso pensar como entendo.

(continua)

Espectadores disse...

(continuação)

«Saberá concerteza que é muito abusivo entender-se tal pelo que está escrito e traduzido da Bíblia, tendo em conta o lugar, condicionalismos de linguagem etc, em que tais coisas foram escritas.»

Não me venha dar aulas de interpretação bíblica. Não lhe reconheço autoridade, e não me parece que esteja a ser educado ao ponto de me merecer consideração.

«Deus terá mais que fazer do que preocupar-se com os prazeres compartilhados de cada um, não estando em risco os outros e eles próprios.»

Que engraçado... E se agora eu lhe atirasse à cara com a sua própria frase?

«Não tem o senhor nem ninguém o direito de interpretar..., julgando interpretar a vontade Divina.»

Bruta incoerência...

«Não entenderá o Bernardo que Deus quer que se condene à lapidação os adúlteros, só porque assim o determina a Bíblia!»

É. É mesmo isso que eu acho. Aliás, pela leitura das minhas palavras entende-se logo que eu defendo a lapidação, a tortura, e que tenho nojo ao sexo. Ah, e que também sou um tipo asqueroso e cheio de ódio aos "gays".

«O Bernardo é um homem culto e letrado.»

De onde é que me conhece para poder inferir isso? Não sou nem culto nem letrado. Tento sê-lo, mas sem sucesso. A primeira coisa que se aprende, quando se tenta ser culto e letrado, é que o caminho é longo e duro.

Tenho 33 anos. Porque é que seria culto e letrado? É impossível... Nem uma vida inteira chega, em muitos casos.

«Reflecte e medita imenso sobre os assuntos e coisas da Igreja e da religião.»

Pelo menos tento.

«Não caia no erro dos sábios que de muito reflectirem e estudarem, perdem o sentido das coisas simples…»

Não há qualquer risco de eu cair num erro de sábios, uma vez que não consto desse grupo.

«porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos”(Lc10,21).»

Tocou num ponto sensível. É que hoje em dia, a sexualidade humana, na qual o prazer é arrancado e separado de tudo o resto, é uma sexualidade "sábia e inteligente", muito ao gosto dos sofistas modernos, dos quais o senhor parece ser um ardente defensor.

Para se entender a sexualidade humana como ela é, há que voltar precisamente à simplicidade. A ver as coisas como elas são.

Nenhuma criança, a partir de certa idade, terá a menor dúvida em dizer que a sexualidade humana tem a ver com fazer bebés.

Só os adultos, já mestres do sofisma, é que discorrem em dislates imbecis acerca do prazer sexual separado da fertilidade e da fecundidade. Do prazer buscado como um fim em si mesmo, desvirtuando o todo que é a sexualidade humana.

Há quem goste de jogar xadrez com metade das peças. Hoje em dia, há muitos quem louvam tal atitude como moderna e arejada. Eu prefiro jogar com o jogo inteiro. Dá mais gozo.

Cumprimentos,

Bernardo

Xico disse...

Caro Bernardo
Foi com consternação e profunda tristeza que li os seus comentários ao meu comentário. Não pelo teor dos mesmos mas pelo facto de ter pensado que ironizava ou fazia sarcasmo.
Não fiz nem uma coisa nem outra e nunca me senti ofendido consigo nem por um instante pensei que fazia pouco da minha escrita.
Estou habituado a vir a este seu blogue porque sou um admirador do seu pensamento e da sua escrita. Quer uma quer outra têm-me ensinado e auxiliado muito e tenho em si, que não conheço, uma fonte segura para o esclarecimento de dúvidas que tenho sobre os temas que trata.
Foi por isso que me desculpei, porque sinceramente entendi que não tinha conseguido expor com clareza o meu pensamento. Saiu pior a emenda que o soneto e em vez de um conselho amigo recebi uma reprimenda de todo o tamanho, cuja consolação fica só pelo facto de merecida. Pior de tudo foi o ter-se sentido ofendido com o teor dos meus comentários.
O Bernardo possui, é visível, não há que negar, notáveis conhecimentos sobre estas matérias, erudição quanto baste e uma capacidade notável de argumentação que assusta desde logo quem lhe queira contestar.
Nunca disse que o Bernardo tinha nojo do sexo. Limitei-me a citá-lo quando respondeu a um outro comentário, e se referiu ao sexo homossexual, “cuja intimidade implica abomináveis perversões sexuais” e que por isso lhe causa “enorme repulsa”.
Também, julgo eu, não insinuei que o Bernardo fosse adepto da lapidação. Acredito sinceramente que o não é, por isso me limitei a chamar-lhe a atenção para o termo que usou de sodomita com as conotações bíblicas que tal termo implica.
De resto, o Bernardo explica muito melhor o seu ponto de vista, e aqui, acredite, não há um pingo de ironia, e eu tendo sempre a concordar com a sua argumentação. Consigo perceber que o homem só é homem na presença da mulher e a mulher na presença do homem, mas há homens e mulheres que assim não pensam e assim não sentem. E o que eles fazem na sua intimidade, louvando, quem sabe o Criador pelo prazer sentido, custa-me a aceitar que alguém considere isso como “abominável perversão”.
Só espero que tenha conseguido perdoar-me pela ira que lhe causei, se não involutáriamente, pelo menos sem intenção, pois acredite que é para mim uma profunda dor sabê-lo de mal comigo.
Espero que me permita continuar a vir a este espaço de luz e saber, com intenção de aprender e até a, com alguma rudeza, comentá-lo, quando a minha maior idade (ou arrogância) perceber em si algumas sombras. O Bernardo saberá concerteza defender-se dos meus comentários e até esclarecer as minhas dúvidas.
Bem haja
PS:
Se o texto lhe parecer falsa modéstia desconte isso na minha rudeza porque não pretendi sê-lo. Acredite que fiquei sinceramente magoado e entristecido pela ira que lhe causei.
Cumprimentos,

Espectadores disse...

Caro Xico,

O melhor é começarmos do zero. Se calhar precipitei-me ao achar que estava a ser irónico: mas parecia mesmo!

«Pior de tudo foi o ter-se sentido ofendido com o teor dos meus comentários.»

Repare: eu não posso ficar ofendido com comentários num blogue. A vida é curta demais para isso. Agora, é verdade que me senti atacado, e reagi com base nessa percepção, que vejo ter sido errada.

«Nunca disse que o Bernardo tinha nojo do sexo. Limitei-me a citá-lo quando respondeu a um outro comentário, e se referiu ao sexo homossexual, “cuja intimidade implica abomináveis perversões sexuais” e que por isso lhe causa “enorme repulsa”.»

Bom, ok.
É perfeitamente coerente que, numa mesma pessoa, coexistam:

a) repulsa pelo sexo homossexual

b) argumentação lógica contra o sexo homossexual

É o meu caso.
Claramente, sinto repulsa, e estou longe de ser um caso raro. Mas também procuro argumentação lógica para sustentar racionalmente a minha repulsa.
Obviamente, não uso a repulsa como um argumento: não faria sentido. Se quero defender a minha posição, prefiro o caminho b), se bem que este é perfeitamente coerente com a).

«...me limitei a chamar-lhe a atenção para o termo que usou de sodomita com as conotações bíblicas que tal termo implica.»

Que conotações?
Se porventura falamos de condenar à morte um sodomita, não posso estar mais contra. Muitas leis do Levítico e do Deuteronómio estão no Antigo Testamento, e são valorizados como texto sacro, porque representam o testemunho vivo de um povo à procura de Deus. Cristo foi o primeiro a revogar certas leis mosaicas. Por isso, a base para a rejeição, por parte dos católicos, de muitas das penas duras presentes na lei mosaica é uma base que vem de Cristo.

Posso rejeitar a pena de morte que era aplicada ao sodomita, mas mantendo a sodomia como perversão sexual.

E queria esmiuçar (a palavra está na moda) a expressão "perversão sexual": ela é para ser lida à letra. O sexo homossexual (já agora, entendido genericamente como sexo entre duas mulheres ou entre dois homens) é uma perversão porque se perverte o fim último da sexualidade. Tão somente isso.

Não implica qualquer demonização dos seus praticantes.

(continua)

Espectadores disse...

(continuação)

«Consigo perceber que o homem só é homem na presença da mulher e a mulher na presença do homem, mas há homens e mulheres que assim não pensam e assim não sentem.»

Claro que os há. E que não se entenda a minha posição como algo que devesse ser forçado pela via da proibição legal ou do policiamento!

Longe de mim tal ideia.

No entanto, reconhecendo eu o direito ao outro de seguir um caminho moralmente errado, eu não deixo de poder achar que o caminho é moralmente errado.

«E o que eles fazem na sua intimidade, louvando, quem sabe o Criador pelo prazer sentido, custa-me a aceitar que alguém considere isso como “abominável perversão”.»

A palavra "perversão" é muito importante: não faz sentido "louvar o Criador" pelo prazer homossexual, uma vez que se está deliberadamente a "passar a perna" ao Criador.

É por demais evidente (para quem acredita num Criador) que o Criador planeou a sexualidade humana para ser uma forma de união entre os opostos (o ser humano, enquanto criatura distinta das restantes, apenas se representa plenamente na união de homem e mulher) e perpetuação da espécie.

Visto que a sexualidade visa estes dois fins, e que dela resulta normalmente uma ou várias crianças, e que estas são frágeis e precisam de protecção, asssociada à sexualidade humana estará sempre a paternidade e a maternidade. Esse dom do homem à mulher, e da mulher ao homem é complementado pelo dom de ambos ao(s) seu(s) filho(s).

Ora o sexo praticado apenas pelo prazer, impedindo a fisiologia humana de funcionar como deve funcionar, é uma trapaça e perverte o fim da sexualidade humana.

Isto que acabei de escrever resume um bom argumento contra a contracepção artificial. Mas pode-se pegar neste argumento, e juntar o verdadeiro abuso anatómico que é o sexo homossexual, e tem-se um argumento contra este último.

«Bem haja»

Também para si.
Vamos esquecer este pequeno interlúdio bélico e passar adiante!

Cumprimentos

Xico disse...

Caro Bernardo,
Muito obrigado pelos seus comentários. Esclareceu-me de algum modo, mas deixou-me também com muitas dúvidas, principalmente os útimos parágrafos. Não estou de acordo, mas o assunto levar-nos-ia longe.
Bem haja,
Cumprimentos,