terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O ocaso do ateísmo filosófico

É uma ideia comummente aceite pela opinião pública: os ateus lideram no mundo académico. Alguns ateus, mais atrevidos, dão um salto em frente, e auto-intitulam-se "brights". A ideia aqui é simples: o ateu é o tipo inteligente. O crente é burro.

Vamos analisar um pouco essa ideia, não só porque ela é completamente falsa, mas porque quem a defende demonstra não conhecer nada da realidade actual do mundo académico.

A tal ideia-fantoche costuma basear-se nesta afirmação generalista: "a maioria dos cientistas não concorda com a tese da existência de Deus". Qual é o problema com esta ideia? É que a defesa da existência, ou inexistência, de Deus é uma questão que só pode ser abordada em duas áreas do saber humano: Filosofia ou Teologia. A Ciência é neutra em relação a teses metafísicas. Estão fora do seu alcance epistemológico.

Dada a altíssima compartimentação do saber humano actual, é discutível que um excelente cientista seja, automaticamente, um excelente (ou sequer bom) filósofo ou teólogo. Então, usar a expressão "a maioria dos cientistas não concorda com a tese na existência de Deus" como suposto argumento pró-ateísmo é uma treta. Equivale a afirmar algo como "a maioria dos juristas não concorda com o modelo cosmológico standard". Até poderia ser verdade: e daí?

Assim, o que há a fazer, se formos sérios, é analisar o "status quo" no mundo académico que trata da questão da existência de Deus como área de trabalho intelectual. Então, há que avaliar o "status quo" nos domínios específicos da Filosofia e da Teologia, pois as pessoas nesses ramos do saber é que estão profissionalmente preparadas para apresentar o estado-da-arte acerca da questão da existência de Deus.

Já quase que ouvimos a próxima crítica: os teólogos são parciais. Então fiquemos só pelos filósofos.

Quase um século depois da proposta do Círculo de Viena, o sonho do empiricismo lógico está morto e enterrado. No entanto, muita gente ainda julga, hoje em dia, que a Filosofia obliterou a discussão filosófica da existência de Deus, considerando que a tese da existência de Deus não tem sentido. Isto sucede, sobretudo, com alguns cientistas, ou entusiastas da Ciência, que sofrendo de uma distorção profissional (por ignorarem outras áreas do saber como a Filosofia), acham que uma tese só é racional (digna de ser provada ou refutada) se couber dentro do âmbito do método científico. Confundem "racional" com "cientificamente demonstrável".


O mundo mudou. Os grandes empiricistas lógicos estão mortos e enterrados. Infelizmente para o ateísta convicto, o mundo académico da Filosofia está em revolução há pelo menos quarenta anos, com um número cada vez maior de filósofos a abraçar o teísmo e a defender filosoficamente o teísmo. Num artigo para a revista Philo, o filósofo ateu Quentin Smith (Western Michigan University) afirmou-o categoricamente num artigo intitulado The Metaphilosophy of Naturalism. Smith começa por sublinhar o papel único da obra filosófica de Alvin Plantinga nos anos 60 e 70:

«The secularization of mainstream academia began to quickly unravel upon the publication of Plantinga’s influential book on realist theism, God and Other Minds, in 1967. It became apparent to the philosophical profession that this book displayed that realist theists were not outmatched by naturalists in terms of the most valued standards of analytic philosophy: conceptual precision, rigor of argumentation, technical erudition, and an in-depth defense of an original world-view. This book, followed seven years later by Plantinga’s even more impressive book, The Nature of Necessity, made it manifest that a realist theist was writing at the highest qualitative level of analytic philosophy, on the same playing field as Carnap, Russell, Moore, Grünbaum, and other naturalists.»

Smith descreve deste modo a viragem, no campo da Filosofia, que se verificou no que diz respeito ao teísmo (para os mais distraídos, sim, Quentin Smith é um filósofo ateu):

«But in philosophy, it became, almost overnight, “academically respectable” to argue for theism, making philosophy a favored field of entry for the most intelligent and talented theists entering academia today. A count would show that in Oxford University Press’ 2000–2001 catalogue, there are 96 recently published books on the philosophy of religion (94 advancing theism and 2 presenting “both sides”). By contrast, there are 28 books in this catalogue on the philosophy of language, 23 on epistemology (including religious epistemology, such as Plantinga’s Warranted Christian Belief), 14 on metaphysics, 61 books on the philosophy of mind, and 51 books on the philosophy of science.»

Smith afirma cabalmente: "God is not “dead” in academia; he returned to life in the late 1960s and is now alive and well in his last academic stronghold, philosophy departments". No entanto, não é esta a ideia que a opinião pública tem acerca do teísmo. A visão neo-ateísta pretende o inverso: se alguém é inteligente, acabará por se tornar ateu. A racionalidade estaria do lado do ateísmo. A sofisticação intelectual seria apanágio do ateu. A inteligência sofisticada e a posse de vastas quantidades de conhecimento seriam a marca do ateu. E finalmente, a visão neo-ateísta pretende inculcar este preconceito na cabeça das pessoas: a Universidade tornou-se ateia. Ora, no campo da Filosofia, nada poderia ser mais falso.

Smith queixa-se precisamente do oposto: do estado em que as coisas caíram, do ponto de vista do ateísmo filosófico. Segundo Smith, o lado do "adversário" está claramente a ganhar terreno:

«Due to the typical attitude of the contemporary naturalist (...) the vast majority of naturalist philosophers have come to hold (since the late 1960s) an unjustified belief in naturalism. Their justifications have been defeated by arguments developed by theistic philosophers, and now naturalist philosophers, for the most part, live in darkness about the justification for naturalism. They may have a true belief in naturalism, but they have no knowledge that naturalism is true since they do not have an undefeated justification for their belief. If naturalism is true, then their belief in naturalism is accidentally true. This philosophical failure (ignoring theism and thereby allowing themselves to become unjustified naturalists) has led to a cultural failure since theists, witnessing this failure, have increasingly become motivated to assume or argue for supernaturalism in their academic work, to an extent that academia has now lost its mainstream secularization.» (negrito meu)

A parte a negrito pareceu-me especialmente certeira. A marca do neo-ateísmo é, afinal de contas, o inverso do que nos contam. Segundo Smith, que insisto ser um filósofo ateu, a vasta maioria dos filósofos naturalistas não têm justificação (filosófica) para o seu naturalismo. Nesse cenário, o filósofo teísta ganha terreno. O que está, realmente, a suceder.

Será que estamos a assistir ao ocaso do ateísmo filosófico? Seria demasiado optimista. Certamente que estamos a assistir a um claro recuo do ateísmo filosófico perante o teísmo filosófico e a razão é simples: a ineficácia argumentativa do actual ateísmo filosófico perante a força argumentativa do actual teísmo filosófico.

Quem me lê pode estar espantado, pois os "media" retratam, um pouco por todo o lado, o aparente triunfalismo de neo-ateístas como Richard Dawkins, Daniel Dennett, Sam Harris ou Christopher Hitchens. Mas mesmo essa lista é enganadora: apenas Dennett é filósofo profissional! Dawkins é biólogo, Hitchens é jornalista e crítico literário. Harris tem uma licenciatura em Filosofia, mas a sua área de especialidade é a das neurociências, onde se doutorou. Harris nem sequer é muito coerente, ao procurar incorporar no seu ateísmo as espiritualidades orientais.

Mas estes famosos "quatro cavaleiros do apocalipse" ateísta, apesar do incrível número de obras que conseguiram vender, não representam, de forma alguma, o estado-da-arte em matéria de Filosofia. Pelo contrário: as suas obras não são académicas, são obras populares, escritas muitas vezes em tom inflamatório, mal argumentadas, e sobretudo, são obras que não lidam, nem sequer de perto, com o estado-da-arte das teses filosóficas teístas.

Têm-nos estado a vender a banha-da-cobra. Quentin Smith lançou o aviso. O problema existe: o ateísmo filosófico contemporâneo tem pés de barro. Há duas atitudes: ou a fuga para a frente, pretendendo (como Hawking e Mlodinow) que a Filosofia está morta (ou seja, ignorando o que dizem os filosófos, sejam eles ateus, agnósticos ou teístas), ou então pegando no problema: estudando os melhores argumentos teístas e procurando refutá-los, e em paralelo, montando bons argumentos ateístas que possam resistir a refutações teístas.

PS: Veja-se, a propósito, William Lane Craig a dizer precisamente o mesmo que Quentin Smith:

11 comentários:

O Sousa da Ponte disse...

Até concordo.

A ciência estuda fenômenos mensuráveis. Entidades que não tenham qualquer efeito, às quais não possa ser atribuído qualquer feito estão para além da ciência.

A ciência o que pode dizer é que são hipóteses não testáveis e que, como tal, podem ser ignoradas.

A ciência não pode afirmar que Odin, Toutatis ou Júpiter não existem ou que tenham, ou tenham havido, qualquer influência no nosso mundo.

Apenas pode constatar que não há qualquer efeito que lhes possa ser atribuído e que a existência deles não é apoiada por evidências.

Cabe à teologia Joviana ou Toutaniana - reformada ou não - saber se Toutatis é ou não contingente, quando foi que Júpiter fecundou Lea e se o fez como um fim em si mesmo ou se pelo contrário - como certamente defenderão outros doutos Jovianos - o fez não in persona mas duma forma sobre-natural e como tal invulnerável à nossa razão.

Estas doutas discussões estão, como é óbvio muito para além da experimentação científica desde logo porque Júpiter ou Toutatis - pelas suas naturezas - estão para além de toda e qualquer observação.

É tolo o cientista que pensa, com a sua gaia ciência, que apontando um telescópio ao monte Olimpo irá desvendar a sobrenatural natureza dos deuses.

Eles estão para muito além da ciência. Como os negócios em pirâmide são invulneráveis à razão e à própria matemática.

Fique a ciência com o que é mensurável e a Toutatologia com a verdade.

Espectadores disse...

Caro Sousa da Ponte,

Obrigado pelo seu comentário.
Parece-me que devo ler o seu comentário como sendo trocista. Não é fácil distinguir, no seu comentário, quando é que está a concordar comigo, ou quando é que está a satirizar.

Suponho que seja uma sátira.
No entanto, essa sátira, se o é, está completamente deslocada. O tema do "post" era Filosofia. Deliberadamente, eu removi a Teologia do caminho, e por essa razão, o conteúdo do "post"
é filosófico.

Quentin Smith fala de uma quantidade cada vez maior de filósofos teístas que argumentam, filosoficamente, acerca da existência de Deus. Ou seja, que argumentam sem usar argumentos teológicos, mas sim argumentos filosóficos.

Quentin Smith refere-se a obra filosófica de primeira água, de altíssima qualidade académica, de fortíssima razoabilidade. Ele mesmo elogia a qualidade da argumentação teísta, queixando-se de que os actuais filósofos ateus andam desleixados.

Eu penso em obras como esta, por exemplo, que reflectem o que de melhor se tem escrito sobre filosofia teísta nos últimos anos:

http://www.blackwellreference.com/public/book?id=g9781405176576_9781405176576

Por exemplo, um ateu atento como este, em vez de escrever tiradas jocosas sobre Toutátis, já se deu conta da "ameaça" dos filósofos teístas:

http://commonsenseatheism.com/?p=1908

Um abraço,

Bernardo

Barba Rija disse...

O William Lame Craig?

ROLFMAO

Esse tipo é só bacoradas! E ligado a criacionistas! Mas tu leva-lo a sério? Tinha-te por outro calibre...

Quanto ao teu post, enfim, já adivinharás o que eu penso. As "modas" ou não nos círculos de cadeiras nas torres de marfim são-me totalmente desinteressantes e irrelevantes. Se essa gente lhe apetecer jogar Calvinball, é lá com elas. Se lhes apetecer filosofar a existência de uma entidade impossível de empiricalizar, é lá com elas. Lá elas saberão como será possível sequer falar do que não "existe" no sentido empírico do termo.

E se acreditam nisso, tanto melhor. E se se congratulam, uns aos outros, por tal feito extraordinário, por mim tudo bem.

Agora deixem a parte sã da humanidade em paz, tá? É que nós cá temos coisas reais, assuntos sérios para resolver, como por exemplo a crise no japão.

Barba Rija disse...

O tema do "post" era Filosofia. Deliberadamente, eu removi a Teologia do caminho, e por essa razão, o conteúdo do "post" é filosófico.

Qualquer argumento filosófico da existência de deus é, por definição, teológico. Se tu acreditas no contrário, iludes-te. Ou talvez penses que quando se fala em "teologia" se está somente a falar de estudos bíblicos ou assim.

Raciocínios toscos como os do WLC qualquer criança que leia BD à fartura consegue fazer à vontadinha. Falar de um modo tão colegial como ele o faz é que não é para todos. Mas essa é a marca do típico vigarista.

O WLC costuma trazer 5 argumentos "filosóficos", parecem as forquilhas do outro troll, mas quando bem esgalhados, são argumentos paupérrimos e fraquíssimos. Que haja alguém que lhes dê atenção só causa problemas à sua reputação.

Espectadores disse...

Caro barba rija
1) o teu desprezo pela filosofia e pela universidade ("Torres de marfim") é arrepiante; a pessoa que pretende desprazar a filosofia é a primeira a adoptar uma filosofia infantil ou contraditória

2) como deves supor, não vou abdicar de bons argumentos para a existência de Deus só por causa dos teus ataques "ad hominem"; não disse te nada de relevante sobre os ditos argumentos usados pelo WLC, para além da baboseira irracional de dizeres que eles eram maus por serem ditos pelo WLC (quando são argumentos sólidos com uso muito antigo por parte de muita gente que também deverás querer atacar pessoalmente

3) é patético que um ateu diga prezar a racionalidade e depois não seja capaz de interagir racional ente com argumentos

4) teologia é o ramo do saber que procura interpretar e estudar a doutrina cristã por via da revelação

5) a demonstração da existência de Deus por via filosofia não usa dados da revelação pelo que não é teologia mas sim filosofia; a não ser que queiras considerar parte da obra de Arisroteles ou Platão como teológica o que seria giro

Abraço

Bruno C disse...

Barba Rija,

"Esse tipo é só bacoradas!"
De que género? Daquelas à Richard Dawkins com o seu pedantismo filosófico e a sua metralhadora de erros categóricos ou à Bill Maher e as suas gracinhas irrelevantes e apelo à emoção (muuuita emoção)? Estamos ansiosos por saber quais são essas bacoradas malandras, então.

"E ligado a criacionistas!"
Irrelevante.

"As "modas" ou não nos círculos de cadeiras nas torres de marfim são-me totalmente desinteressantes e irrelevantes. Se essa gente lhe apetecer jogar Calvinball, é lá com elas."
Mais irrelevância. Ridicularizar o trabalho dos outros sem mais nem menos não te dá razão nem acrescenta nada à discussão.

"É que nós cá temos coisas reais, assuntos sérios para resolver, como por exemplo a crise no japão."
Ah sim? A metafísica, e mais especificamente a questão da existência de Deus, não é um assunto sério? Bem, para tu te preocupares tanto com ele, visto que gastas o teu tempo a discuti-lo aqui e em vários outros blogues, é porque realmente se trata de um assunto mesmo sério, não? E os filósofos teístas também não se podem preocupar com o Japão? Só os neo-ateus é que têm essa capacidade? Oh pá, abriste-me os olhos, vou já tornar-me ateu, que é para poder preocupar-me com o Japão e com outros "assuntos sérios", senão não consigo.

"Qualquer argumento filosófico da existência de deus é, por definição, teológico."
Então primeiro chamas ao argumento "filosófico" para a seguir dizeres que ele é teológico? Ai ai ai, quanta contradição vai nessa cabecinha. Ide ver a quantas enciclopédias quiserdes a diferença entre filosofia e teologia. Ide.

"O WLC costuma trazer 5 argumentos "filosóficos" (...) são argumentos paupérrimos e fraquíssimos."
Estamos todos desejosos de ouvir porquê. And while we're at it, podes também refutar todos os argumentos teístas de Aristóteles, Platão, S. Agostinho, S. Tomás de Aquino, Descartes, John Locke, Leibniz, Euler, Pascal, Chesterton e Plantinga. Afinal, o teísmo é coisa de gente tola que não tem mais nada em que pensar, né? Por isso não há-de ser muito difícil. Ah, já sei: "ah, esses gajos só se preocupavam com coisas que não são sérias e filosofavam sobre o que não existe no sentido empírico do termo". Ainda estamos por saber é porque é que é impossível falar do não empírico. Até porque neste momento estamos todos a fazer precisamente isso.

Uma boa parte dos teus posts não passam de piadolas tontas e bitates desprovidos de qualquer conteúdo argumentativo que servem apenas para distrair a audiência, ridicularizando o oponente sem apresentar quaisquer refutações para os pontos de vista por ele expostos. Espero que te apercebas que, a não ser que mudes de atitude, ninguém que seja minimamente honesto e inteligente vai realmente valorizar o que dizes. O que é pena.

Cumprimentos.

ALLmirante disse...

É muita cara-de-pau. A ciência é o horror dos vigaristas. Por isso o casal foi expulso do Paraíso. Quando ela descobriu que o mundo não era quadrado, nem centro do Universo, quase tudo veio abaixo, mas a marota dialética arrumou um jeito de se emendar. Agora está embretada de novo, não por Darwin, tampouco pelo BigBang, mas pela estrutura atomica da matéria. Spinozasabia disso. E por isso foi excomungado. Porque preferem contar estórias em vez de simplesmente trabalhar como todo o mundo é que é espantoso. Não tem noção do mal que fazem a si próprio

Octavio Milliet disse...

O fato não é que eu sou melhor do que vocês porque eu sou ateu, mas sim que eu sou melhor do que vocês de fato.

Afinal, eu sou ateu justamente porque eu não acredito, eu SEI que DEUS EXISTE. Olha que coisa?

"Deus sive natura"

Octavio Milliet disse...

Vocês cristãos sempre da mesma forma se acham donos da verdade... Quem decide que não se pode discutir a existência de Deus no ramo da ciência, você? Rs, para os caros crentes, o Deus de Spinoza é o verdadeiro meus amigos, não tem como negar pois é como 1+1=2, vocês só não concordam porque não leram e não entenderiam sem conhecimento filosófico, mas esta é e vai ser a verdade até que tudo vire de ponta cabeça.

Outra coisa, Richard Dawkins além de Biólogo é Etologo, estuda o comportamento dos animais.

Para falar sobre crente do cristianismo, acho que ser Etologo já ta bom. xD

Bruno C disse...

Vocês cristãos sempre da mesma forma se acham donos da verdade...
Queres ver essa afirmação a virar-se contra ti?

Quem decide que não se pode discutir a existência de Deus no ramo da ciência, você?
Não, o bom senso. E quem decide que se pode, você? Espero que não, afinal tenho a certeza que tu não te achas dono da verdade. Há coisas que são demasiado óbvias mas pessoas como o Octavio decidem negá-las só para serem do contra (mas deve ser por não se acharem donas da verdade, ao contrário dos malvados cristãos). É como dizer que cabe à ciência dizer o que é o bem e o que é o mal, ou que cabe à filosofia analisar o comportamento das lulas gigantes, ou que cabe à teoria musical estudar a pintura. Cada disciplina com o seu espaço de investigação; é bastante simples ver onde reside a fronteira entre uma disciplina e outra. A questão de Deus trata de algo imaterial e do foro existencial; gostaria de saber como vai a ciência investigar o imaterial e as questões da existência, vai metê-los num tubo de ensaio? Aplicar-lhes o método científico?

Rs, para os caros crentes, o Deus de Spinoza é o verdadeiro meus amigos, não tem como negar pois é como 1+1=2, vocês só não concordam porque não leram e não entenderiam sem conhecimento filosófico, mas esta é e vai ser a verdade até que tudo vire de ponta cabeça.
Então, as concepções não-spinozistas de Deus não têm legitimidade, ou não são logicamente válidas? (O que é diferente de serem verdadeiras, claro). Dizer que é como 1+1=2 sabes tu dizer; refutações: zero. Tamanha arrogância. E quem és tu para dizeres que nenhum teísta leu Spinoza? Deu-te para a generalização agora? Deve ser por não te achares dono da verdade...

Para falar sobre crente do cristianismo, acho que ser Etologo já ta bom. xD
Mas que declaração enriquecedora. Acrescentou bastante à discussão. Sobretudo a risadinha idiota.


Haja paciência...

Cláudio Fontana Teles disse...

Ora, mas que discursão! rrssr tanto filosofia teísta quanto ateísta é dogmática senão idealista. Mas que deus se fala? Aquele maluco da biblia? Ora, qualquer um que defender sua existencia é um idiota mesmo. add homine? não me importo. não existe e pronto. é um comercio. essa coisa de deus exitir é complicado quando se tende usar a palavra existe.ou existe coisa que existe e pode ser tangivel ou trocamos por existem. existem coisas que exisrem e existem coisas que não existem. rsrsr que bobeira. estripamos o conceito de existencia para que deus possa existir. pensamos que o que existe foi criado por um ser que não existe o que existe já que criou algo. bom, mas só dizemos isso porque criamos. então,criar algo não é pre requisito para tornar um ser deus. bill gayd, não se a escrita é essa, criou uma mente mais inteligente do que muitas naturais por aí, mas não o chamamos de deus. como podemos falar da existencia de um objeto se não sabemos que objeto estudar? se encontramos tal objeto, como saberemso se é o que procuravamos se não sabiamos o que procuravamos? o homem deve ser homem e isso é dignidade. prova que deus existe não é o universo das coisas.por enquanto não existe. a não ser que dizemos que tudo é deus e pronto.