segunda-feira, 5 de abril de 2010

Padre Gonçalo Almada sobre os casos de pedofilia

A IGREJA E A PEDOFILIA – Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada (inédito)

14 comentários:

fcalves disse...

Vale a pena ser padre como o Portocarrero de Almada. Deviam publicar em letra gorda, e em todos os jornais, estas palavras do P. G. P. de Almada.
É assim mesmo, este é dos que vale a pena ouvir e ler. E, se mais não houvesse, bastaria este para dizer que a IGREJA CATÓLICA tem exemplos vivos de saber teológico, jurídico e filosófico!
Envergonhem-se os infundamentados laicos, fazedores de opinião sem objectividade, agnósticos tendenciosos, ateus do "valha-me deus"! Todos estes que se inspirem na verdade e cientificdade de Portocarrero de Almada! 20 valores para este importante Senhor! E a imprensa que PUBLIQUE imparcial, isenta e objectivamente! TV's não insinuem e lancem suspeitas! PROVEM, utilizando estatísticas criteriosamente ponderadas e não apenas observações a "olho nú"!
fcalves

Espectadores disse...

Ora nem mais, meu caro!
E enquanto a imprensa se regozija com as heresias de um Frei Bento Domingues ou de um Anselmo Borges, e enquanto os media se divertem a entrevistar um D. Januário, o Padre Gonçalo é censurado regularmente. Às vezes publicam um texto dele, e às vezes não. Curiosamente, vá-se lá perceber, são os textos mais contundentes e precisos que não chegam ao prelo.

Ele, com o bom feitio e sentido de humor que lhe é característico, lá vai aturando estes critérios editoriais duvidosos...

A maralha, distraída como sempre, segue aplaudindo os hereges do costume, sem sequer chegar a ler os padres a sério.

Um abraço!

Anónimo disse...

por favor, será que ainda não se percebeu por estes lados no que deu o medo e a hipocrisia moral? Que Igreja só é de Cristo se defender em primeiro lugar as vítimas, depois as vítimas e em terceiro lugar as vítimas, condenar os crimes, denunciá-los, de forma a impedir que outros ocorram, e, apenas no fim de tudo, a sua própria imagem? Ainda não perceberam o mal que fizeram à Igreja, e àqueles que ao longo dos séculos tentaram fazer desta instituição um lugar de Deus e do Bem com obra?

MARNUNEFREI disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...

Citando o papa, que citando os evangelhos disse :

(“Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar

Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! “) ( MT 18- 6,7)

Cristo tinha uma “resposta” por aqui discute-se muito é lógica, teologia, dogmas e disciplinas.

O comparar isto com o que acontece no seio das familias e outras instituições, é ridiculo porque então a igreja não passa de uma outra instituição sem grande moral relevante a quem muitos confiam os filhos para serem educados na matriz catolica, o que escandaliza é precisamente isso acontecer no seio da igreja e não ser um caso ou outro isolado mas vários, com uma primeira tentiva de encobrimento e posterior impossibilidade de fazer isso causando o escandalo e polémica geral.

joaquim disse...

Uma entrevista cheia de bom senso e firmeza.

Colocando os pontos nos is e não se deixando ir atrás de "campanhas", nem julgamentos fáceis.

Por isso não foi publicada. Não interessava! Não vendia papel!

Por isso a comunicação social recorre a outros que estão sempre prontos, na sua "intelectualidade", na sua auto-satisfação, a dizerem mal da Família/Igreja que os acolhe e sempre ama.

Abraço amigo em Cristo

Espectadores disse...

Caro Anónimo,

«Cristo tinha uma “resposta” por aqui discute-se muito é lógica, teologia, dogmas e disciplinas.»

É claro que a resposta da Igreja deve ser a resposta de Cristo. E é verdade que, infelizmente, alguns membros da Igreja não estiveram à altura de conseguir dar a resposta que Cristo daria.

Neste blogue, NUNCA se procurou desculpar os crimes de abusos, nem os graves actos de ocultação ou de desleixo.

Se calhar, a sua confusão está aqui: ao ver-nos defender a inocência do Santo Padre nestes casos veiculados pelos "media", você julgará que estamos de alguma forma a minorar os crimes ou a gravidade das ocultações. Não estamos. Mas a mais elementar justiça e razoabilidade faz com que cada qual receba a culpa pelos seus actos, e que os inocentes não devem ser acusados injustamente.

Percebo o seu comentário quando afirma, se bem percebi, que a gravidade deste caso prende-se com o elevado valor moral da Igreja. É verdade. Por isso é que, dado o elevado valor moral da Igreja, é especialmente grave a ocorrência de um só caso destes, quanto mais de dezenas de casos.

Mas ao mesmo tempo, tenhamos a noção de que, desde Cristo, a Igreja foi constituída por Cristo com base em seres humanos, que são sempre pecadores. Se há uma corrupção moral generalizada da sociedade, não é de espantar que essa corrupção contamine tudo, incluindo os seminários, as dioceses, e alguns responsáveis da Igreja.

São graves estes casos, mas não tão graves como pintam os "media", que querem à força transformar umas dezenas de casos decorridos nos últimos 40 anos numa montanha de casos sistemáticos, endémicos e generalizados, querendo ainda arrastar o nome do Santo Padre na lama.

Bento XVI, melhor que ninguém no passado, está a limpar a porcaria dentro de casa. Melhor seria se a sociedade civil (veja-se o escândalo Casa Pia) fizesse, pelo menos, o mesmo, já que tem mais meios (polícias, tribunais e prisões).

Cumprimentos

Espectadores disse...

Caro Joaquim,

Infelizmente, não é a primeira vez que as palavras do Padre Gonçalo são silenciadas. Curiosamente, alguns "media" gostam de lhe dar voz de tempos a tempos, mas selectivamente...

Viva a liberdade de expressão!

Um abraço!

Anónimo disse...

(“Se calhar, a sua confusão está aqui: ao ver-nos defender a inocência do Santo Padre nestes casos veiculados pelos "media",”)

Não me interessa a inocencia do santo padre nem de nenhum padre, estou informado quero estar informado e acho que estas situações só se resolvem com denúncia pela própria igreja fazendo um acto de contricção pelos seus membros e pelos seus pecados. É minha opinião que isto acontecera sempre com mais ou menos incidencia a frente explico porque.( Na america a igreja perdeu e perde rios de dinheiro em indemnizaçoes, e padres foram condenados pela justiça civil, alguns mortos na prisão infelizmente, mas não por iniciativa da igreja isso aconteceu )

Não estou a dizer que aqui no blog estão a minorar o assunto, mas estão a dizer que isso acontece também fora da igreja e não tem por isso só a ver com celibato, por isso quase querem dizer que na igreja também tem que acontecer, é correcto este raciocinio até certo ponto. Mas fora da igreja não há votos nem sacramentos, na igreja há, dos seus membros, por isso os padrões morais são outros mais elevados e não ao alcance de qualquer um que não os fez.

O homem tem um percurso terreno e uma materialidade sujeita a tentaçôes e vicios e prazeres, Nem todos são santos, acabando por manchar por isso uma institução em que os seus membros deviam pugnar por isso. Como se não se soubesse que onde há instituições humanas há pessoas sujeitas a errar, as pessoas sabem isso, a igreja sabe isso, ( ou devia saber ) e mesmo que não fossem noticia ou estivessem ocultados devia sempre haver essa desconfiança para corrigir desvios a tempo e horas. Não quer dizer que não devam ser denunciados e punidos, mas é ingénuo imaginar que não possam existir situações dessas nessas instituições só por serem igreja como sendo sinonimo de imaculação e pregação e defesa de certos valores. A igreja é feita de homens, e os homens nem todos são santos uns cedem mais a materialidade que outros, apesar de frequentarem todos uma casa que prega as virtudes. Estes casos sempre existirão apesar de em instituições que pregam certa moralidade querermos imaginar ou convencermo-nos que não existem, precisamente na igreja, são humanos por isso é preciso "vigilancia", criterios de ordenação também ai onde é suposto haver valores de grande moralidade. Depois quando a bomba estoura é esconder a "bomba" pelos danos morais dos tais supostos, e ver se os efeitos se diluem no tempo. Estes casos são inevitáveis sem vigilancia. Haverá sempre casos e tem a ver com sermos humanos sujeitos a tentaçoes materiais. é preciso identifica-los a tempo e horas e resolve-los.


(“Se há uma corrupção moral generalizada da sociedade, não é de espantar que essa corrupção contamine tudo , incluindo os seminários, as dioceses, e alguns responsáveis da Igreja”)

Desculpe la mas não concordo nada com esta afirmação, nem com as comparçoes com casas pias e quejandos, ai não existiam votos nem ninguem se propunha ensinar valores eticos e morais, e são precisamente instituições com valores morais e espirituais elevados que podem obstar a mundaneidade e materialidade se pelo contrário a sua afirmação está correcta então não vejo grande saida

Anónimo disse...

Um excelente texto, assinado por um católico e a ler por todos os católicos.

http://www.publico.pt/Sociedade/a-maior-crise-da-igreja-catolica-dos-ultimos-100-anos_1429760

Anónimo disse...

Bernardo,

"(...) tenhamos a noção de que, desde Cristo, a Igreja foi constituída por Cristo com base em seres humanos, que são sempre pecadores. Se há uma corrupção moral generalizada da sociedade, não é de espantar que essa corrupção contamine tudo, incluindo os seminários, as dioceses, e alguns responsáveis da Igreja."

Certo a leitura do problema faz sentido, no entanto atenção, somos todos pecadores, indubitavelmente, mas não somos todos pedófilos! São coisas muito diferentes, há pecados e pecados. O que quero dizer com isto é que à Igreja, enquanto Istituição é obviamente pedida e exigida uma capacidade e integridade moral a toda a prova ou pelo menos numa medida bem maior ao que chamou de sociedade civil. Daí o mediatismo deste assunto. Daí também podermos colocar a questão ao contrário, se a Igreja está ferida de corrupção moral generalizada, não é de espantar que essa corrupção contamine toda a sociedade.... quando a Igreja deveria ser Santa, impoluta e um exemplo moral. E os Media que o Bernardo tanto ataca são o que impede que estes casos continuem a ser escamoteados e inclusive que aumentem de número. Quanto ao que chamou "umas dezenas de casos" são na verdade milhares e vêem-se juntar aos atropelos que a Igreja fez da Palavra de Cristo durante séculos a fio com crimes irrepetíves pelo que me abstenho de os enumerar. O que se pede ao Santo Padre e a toda a Igreja é que use esta "oportunidade" para separar o trigo do joio, para evitar secretismos que defendem o infractor e penalizam a vítima e para tornar a Igreja mais transparente e no fundo mais Santa que é o que se pretende. Só assim a Igreja assumirá de novo um papel preponderante na propagaçãod e uma Moral renovada.

Duarte

Jairo Entrecosto disse...
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Jairo Entrecosto disse...
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