quarta-feira, 2 de junho de 2010

Abortion Blackout

Nova campanha "online" norte-americana: acabar com o flagelo do aborto até 2010.
É possível? Claro que sim. Os EUA já estão em contra-ciclo, pois o aborto como pretenso "direito" está a cair em apoio popular. Os números do flagelo do aborto, nos EUA, falam por si. Só cá em Portugal, e em Espanha, e em mais meia dúzia de países governados por políticos sem ética é que o ciclo está em crescendo a favor do crime de aborto, entendido pelos "progressistas" como um novo "direito" a matar.

O primeiro obstáculo a vencer é o da propaganda das multi-nacionais que enriquecem matando seres humanos, como a International Planned Parenthood Federation.

Quando as pessoas se derem conta da dimensão do genocídio, sentirão aquele salutar arrepio na espinha: é o arrepio da vergonha e da indignação.

Campanhas como esta, baseadas em factos claros e duros, ajudam e muito!

Abortion Blackout

25 comentários:

Anónimo disse...

Não seria preferível começar por extinguir a pedofilia? Ou será que este crime, “tolerado” pelo Vaticano, faz parte dos “pecados” permitidos? Isto é que é um flagelo que arrepia a espinha.

A “IVG” não será certamente a melhor das “saídas” mas, perante as alternativas, torna-se legitima. Falar em genocídio é uma tentativa de, promovendo a desonestidade intelectual, tornar inócua a liberdade da discussão.
Dizer que o “IVG” é um flagelo é apelar á subserviência e aos preconceitos religiosos porque a “IVG” é apenas uma “saída” de uma situação, acima de tudo, complicada.

Genocídio foi o que aconteceu com as “Cruzadas”, com a “Inquisição” e com toda a violência religiosa. Isto, sem falar no “Infanticídio” narrado nos textos da “Bíblia” em que um “ser superior” eliminou, ou será assassinou (?), todos os primogénitos, ou o afogamento de toda a humanidade com o famoso dilúvio. Claro que isto deve ser interpretado de forma metafórica.
Isto é que é o arrepio da indignação.

Saudações
Erektus

PS.: o arrepio da vergonha são aquelas senhoras que, sem respeitarem a liberdade dos outros, vão para a porta das clínicas “rezar o terço”.
Além da deformação cívica, o ridículo da superstição.

Espectadores disse...

Caro Erektus,

«Não seria preferível começar por extinguir a pedofilia? Ou será que este crime, “tolerado” pelo Vaticano, faz parte dos “pecados” permitidos? Isto é que é um flagelo que arrepia a espinha.»

A pedofilia é um horror imenso. Ninguém decente o tolera. No entanto, é evidente que matar um inocente é pior que abusar sexualmente de um inocente.

«A “IVG” não será certamente a melhor das “saídas” mas, perante as alternativas, torna-se legitima.»

Nunca é legítimo matar um inocente. Mesmo que você queira muito, muito muito fazê-lo.

Essa é a base da nossa civilização: ninguém tem o direito a matar-nos, mesmo os nossos pais não têm esse direito.

«Falar em genocídio é uma tentativa de, promovendo a desonestidade intelectual, tornar inócua a liberdade da discussão.»

Ouça: não me faça de parvo, que não tenho pachorra para isso. É evidente que o aborto mata. E é evidente que o aborto mata seres humanos. E como o aborto ocorre em larga escala, é evidente que o aborto é um genocídio.

Não nos faça de parvos.
Simplesmente seja honesto consigo mesmo e admita que você concorda com a morte de seres humanos inocentes.

«Dizer que o “IVG” é um flagelo é apelar á subserviência e aos preconceitos religiosos»

Quem é que falou em religião, homem? Escrevi o evidente: o aborto é um atentado contra o direito mais básico e fundamental de todos. Isto não tem nada a ver com religião.

«PS.: o arrepio da vergonha são aquelas senhoras que, sem respeitarem a liberdade dos outros, vão para a porta das clínicas “rezar o terço”.»

Qualquer uma daquelas pessoas (não só senhoras) faz mais pelo civismo e pelos direitos humanos do que mil cidadãos. Aquela boa gente que se preocupa com as vítimas do aborto são o que de melhor esta sociedade tem. São aquele grupo pequeno, mas elucidado, que chama as coisas pelos nomes, e se dá conta do horror que é uma mãe matar um filho, ainda por cima com o crime autorizado e pago pelo Estado.

Um horror imenso.
E não nos faça de estúpidos mais uma vez, porque é evidente que aquelas pessoas rezam pacificamente, e por isso, respeitam a liberdade dos outros. Mesmo aquela liberdade mal usada que consiste em matar um inocente.

PS: Nós todos sabemos que dá montes de jeito matar o miúdo ou a miúda em caso de gravidez indesejada. Mas o "dá montes de jeito" não serve como desculpa para matar. Vá pregar a sua ética arruinada para outra freguesia. Aqui pensa-se e usa-se a cabeça. E aqui respeita-se o ser humano.

Espectadores disse...

Mais uma nota, ó Erektus,

Aquelas "senhoras" como você depreciativamente as menciona, já salvaram várias crianças, convencendo as respectivas mães a não caírem na esparrela do aborto. Essas crianças já nasceram, e estão saudáveis. Há vídeos disso no Youtube.

E você, meu jovem: o que fez para salvar a vida dessas crianças? O que faz para salvar a vida daqueles seres humanos que o aborto destrói?

Já sei: o que você faz é vir para a Internet escrever comentários imbecis.

Jairo Entrecosto disse...

Existe agora a mania de criticar quem pacificamente se dirige para perto das clínicas de aborto e tenta convencer mulheres grávidas a não matarem os seus filhos, disponibilizando-lhes informação sobre instituições que ajudam mulheres pobres e/ou desamparadas. Isso tem salvo algumas vidas. Se há mulheres que aceitam essa ajuda, qual o problema? Então no referendo não se dizia que éramos todos contra o aborto, que este é sempre um mal a evitar? Hum...

Quanto às mulheres que não aceitam a ajuda, não podem dizer que ninguém lhes disse que iam matar um filho.
Os pró-aborto não dizem essa verdade e pelos vistos gostavam que ninguém a dissesse.

Se não fosse esta lei, muitas mulheres nunca optariam por abortar. Os que fizeram campanha pelo SIM no referendo sempre souberam que o seu objectivo era esse: banalizar o aborto como mero método contraceptivo. E não contentes com isso ainda se irritam com quem informa a população com a verdade: abortar é matar um filho.

Jairo Entrecosto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jairo Entrecosto disse...

Sobre a pedofilia, a doutrina da Igreja Católica não a defende, nem pretende legalizá-la ou baixar a idade legal de consentimento sexual.
E alguns movimentos políticos, que curiosamente são anticatólicos e pró-abortistas, pode-se dizer o mesmo deles, ó Erektus?

Anónimo disse...

Se no “post” anterior conseguiu, de certa forma, explicar “Cynhtia”, a primeira célula sintética, criada por reprogramação artificial de uma célula “esvaziada”, será que não consegue fazer uma incursão ao “mundo” das células embrionárias? Ou apenas se esforça de forma conveniente, por conveniência?

Quando os entendidos, autoridades no assunto, não chegam a consenso sobre o momento exacto que separa o “ser do não ser” – desde o momento exacto da fecundação até a algumas semanas depois –, com que autoridade afirma tratar-se de um crime? Provavelmente legitimado por um qualquer dom da infalibilidade!?

«Falar em genocídio é uma tentativa de, promovendo a desonestidade intelectual, tornar inócua a liberdade da discussão.»

É exactamente isso, e por duas razão essenciais.

1. Você sabe tão bem quanto eu que a “IVG”, ou “aborto” como depreciativamente gosta de lhe chamar, tem sido usada, praticamente desde sempre, na resolução de alguns casos menos esclarecidos e complicados. E sabe também que a existência de uma lei que condene tal facto, serviria apenas os preconceitos de uma religião, que teimando em assobiar para o lado, continuaria a permitir a existência de “pseudo-clínicas” em vãos de escada e a promover a falta de cuidados clínicos.

2. A decisão da opção pela “IVG” é tomada, não com a intenção de eliminar “o que quer que seja”, independentemente de se considerar qualquer uma das situações anteriormente referidas, mas sim com a intenção de resolver uma situação que possa interferir com direitos, deveres e qualidade de vida. Tomar este tipo de decisão deve ser complicado, difícil, angustiante, senão mesmo, tortuoso. Certamente que não são tomadas de ânimo leve.

Anónimo disse...

“… é evidente que aquelas pessoas rezam pacificamente, e por isso, respeitam a liberdade dos outros.”

Você gosta de justificar as atitudes religiosas como manifestações pacifistas ou hinos aos direitos e liberdades. Desde quando é que a imposição de uma superstição é uma manifestação de respeito pela liberdade dos outros? Rezar é um acto de subserviência histérica perante uma ideia abstracta, que poderá incomodar a liberdade daqueles que não acreditam. Quem lhe disse que estarei interessado em acreditar numa divindade que, pela sua benevolência, estará disposta a castigar quem duvide da sua existência? Ou o ruído deve ser tolerado?

Aquelas "senhoras" como você depreciativamente as menciona, já salvaram várias crianças, convencendo as respectivas mães a não caírem na esparrela do aborto.

Será? Ou terão contribuído para o aumento das taxas de miséria e do número de excluídos?

Cumprimentos
Erektus

PS.: A pedofilia é um horror imenso. Ninguém decente o tolera. No entanto, é evidente que matar um inocente é pior que abusar sexualmente de um inocente.

È claro que a pedofilia é uma barbaridade e, como basta uma atitude histérica apropriada para darmos um ar de progressistas, é fácil de condenar. Eu sou daqueles que grita e denuncia os pedófilos como criminosos e as instituições que os acolhem e escondem como “seitas de malfeitores” pelo silêncio cúmplice e pela sua conivência. E você?

Não sei qual o exacto momento que separa “o ser do não ser” mas, convencido que estarei longe de um acto criminoso, não acredito que a “supressão” de uma célula seja mais grave do que amputar uma criança da sua dignidade e da sua auto-estima. A pedofilia deixa cicatrizes profundas que dificultam o “bem-estar” futuro de quem foi violentado na sua intimidade.

Comentários imbecis são aqueles que, na praça pública, tentam justificar o injustificável através da autoridade do testemunho alheio.

Jairo Entrecosto disse...

"Quando os entendidos, autoridades no assunto, não chegam a consenso sobre o momento exacto que separa o “ser do não ser” – desde o momento exacto da fecundação até a algumas semanas depois –, com que autoridade afirma tratar-se de um crime?"

Essa do consenso é uma grande falácia. A ciência não se faz por consensos ou voto democrático. Ou explica tecnicamente o porquê de ser impossível saber onde começa o ser, ou então não serve de nada o seu apelo ad populum pela negativa.

Mas vamos admitir que ninguém sabe realmente quando começa a vida. É uma grande mentira, mas vamos pensar como um pró-abortista:

Se ele admite não saber onde começa a vida, é óbvio que teria de ser prudente em vez de defender um acto clínico que ele assume poder ser a destruição de uma vida.

Esta mentira abortista é conhecida:

1-Ninguém sabe muito bem onde começa a vida;
2-Por isso pode-se abortar.


1-É uma mentira,

mas mesmo que alguém acredite nela;

2-É um non sequitur em termos morais.

Vou dar um simples exemplo:

1-Eu não sei se está uma vida humana dentro de uma caixa.
2-Logo, é legítimo atirar a caixa para uma fogueira.

É esta a linha de pensamento de um pró-abortista mentiroso.

Nem vale a pena comentar muito mais a argumentação de um tipo que até considera um atentado à sua liberdade alguém rezar na via pública. Está bem visto quem é o histérico...

Anónimo disse...

Jairo

Em que premissas alicerça as suas convicções? É através do método? Qual? È que a autoridade do testemunho alheio é algo preconceituoso.

Porque razão é que rezar na via pública não é um atentado á liberdade dos outros? Será que o ruído de uma alucinação é permitido só porque se referencia uma superstição? Se eu declamar indecências estarei a cometer um atentado ao pudor, certo?

É esta a linha de pensamento de um pró-abortista mentiroso.
E porque razão não é uma linha de pensamento verdadeira e você o mentiroso? Afinal não justificou nada, apenas fez uso da ferramenta do medíocre, meia dúzia de tretas e o recurso ao insulto.

Jairo, uma mentira não se torna verdade apenas porque acreditamos nela como uma verdade conveniente. A lógica da caixa é ridícula porque, pelo facto de não saber, a caixa pode conter algo perigoso e se não a eliminarmos corremos o risco de extinção.

“Mas vamos admitir que ninguém sabe realmente quando começa a vida. É uma grande mentira, …”

Com que autoridade faz esta afirmação? Aonde está escrito? Mostre as suas referências para podermos consultar… vá lá força, não se intimide.

Jairo Entrecosto disse...

Pá,antes de tudo, se não sabes se há vida, como é que podes defender a destruição daquilo que admites poder ser vida?

Só seria lógico e moralmente defensável fazeres isso, se tivesses a certeza de que não havia vida, não te parece?

"em que premissas alicerça as suas convicções?"

Tento por tudo que seja em premissas verdadeiras.

"É através do método? Qual?"

Depende do assunto que estejamos a falar.

"É que a autoridade do testemunho alheio é algo preconceituoso."

Um testemunho pode ter autoridade. Onde é que que te manifestei alguma convicção alicerçada em testemunhos, e qual o problema desse hipotético testemunho?!

"Porque razão é que rezar na via pública não é um atentado á liberdade dos outros?

Tu é que tens de dizer porquê. Alguém a rezar na rua, como é que te restringe a liberdade?

"Será que o ruído de uma alucinação"

Alucinação?! Mas gostas de ofender gratuitamente as pessoas que não conheces?
Alucinação é um termo clínico, portanto, ou arranjas um manual de psiquiatria em que conste a oração a Deus como "alucinação", ou não digas porcaria.

"Se eu declamar indecências estarei a cometer um atentado ao pudor, certo?"

A tua erística, só por si, é um atentado ao pudor e torna-te uma indecência ambulante.

"E porque razão não é uma linha de pensamento verdadeira e você o mentiroso?"

Porque a vida começa na fecundação. E porque, mesmo que não soubéssemos quando começava, mais uma razão ética haveria para sermos contra o aborto.

"Afinal não justificou nada, apenas fez uso da ferramenta do medíocre, meia dúzia de tretas e o recurso ao insulto."

Tu é que insultas a inteligência e a paciência alheia, ofendendo as pessoas que livremente expressam a sua fé, tentam salvar e salvam vidas humanas.

"Jairo, uma mentira não se torna verdade apenas porque acreditamos nela como uma verdade conveniente."

Grande lata...

"A lógica da caixa é ridícula porque, pelo facto de não saber, a caixa pode conter algo perigoso e se não a eliminarmos corremos o risco de extinção."

Quanta chico-espertice...

O exemplo da caixa é isso mesmo; um exemplo. Um exemplo de quê, leste? De algo que não sabemos se contém vida ou não. Era o exemplo sobre um provável perigo de extinção? Não.
É a gravidez comparável a um perigo de extinção que justifica eliminá-lo? Não, é o desenvolvimento de vida humana inocente e frágil.

Se dizes que não sabes se há vida , mais uma razão para não considerares o aborto um acto ético.

"Com que autoridade faz esta afirmação? Aonde está escrito? Mostre as suas referências para podermos consultar… vá lá força, não se intimide."

Todo o ser está em processo contínuo de transformação, desde a fecundação até à morte. Esse processo começa na fecundação que dá origem a um novo ser e acaba na sua morte. Onde está a dúvida?

Achas que é a biologia é uma arbitrariedade, em que cada um pode decidir se a vida começa quando bate o coração ou quando há consciência? É que se abrimos a caixa de pandora da estupidez, podemos até considerar o recém-nascido como uma não-pessoa pelo critério "consciência de si", como fazem "filósofos" da treta como Peter Singer.

Anónimo disse...

"No entanto, é evidente que matar um inocente é pior que abusar sexualmente de um inocente." Sou catolico praticante e nao subescrevo a frase acima e nem tenho a certeza de que e verdade catolica. Matar a alma e pior do que matar o corpo.'
(Luis)

Anónimo disse...

Jairo

Fiquei elucidado com algumas pérolas escritas no seu comentário e como debater opiniões assentes em argumentos tão cretinos é reconhecer o direito á asneira, estamos conversados.

Anónimo disse...

Jairo

È claro que a pedofilia é uma barbaridade e, como basta uma atitude histérica apropriada para darmos um ar de progressistas, é fácil de condenar. Eu sou daqueles que grita e denuncia os pedófilos como criminosos e as instituições que os acolhem e escondem como “seitas de malfeitores” pelo silêncio cúmplice e pela sua conivência.

E você o que pensa? Qual é a sua opinião?

Jairo Entrecosto disse...

Sobre os ataques mais comuns que são feitos ao "Vaticano" por causa da pedofilia, penso isto:

http://paiocomervilhas.blogspot.com/search?q=pedofilia

Ou isto:

http://paiocomervilhas.blogspot.com/2010/04/propaganda_04.html

São textos que não deixam dúvidas sobre a minha posição. Se precisar de informação sobre quais são os movimentos políticos que realmente apoiam a pedofilia, avise.

Anónimo disse...

Jairo

Raniero Cantalamessa, pregador do Vaticano, fez ontem um discurso onde leu aquilo que disse ser a opinião de um judeu, seu amigo, enviada por carta, sobre a tragédia dos abusos contra menores cometidos por sacerdotes católicos:

Porque razão deve acreditar nessa carta? Você viu-a? Leu-a?

Que garantias tenho que essa carta é uma realidade? Além da palavra de Raniero Cantalamessa, claro?
Ponha as suas capacidades cognitivas á prova pensando de forma racional.

Se eu lhe disser que tenho uma carta escrita sobre um padre que violava mulheres em coma nos cuidados intensivos de um hospital, você acreditava?

Pense e reflita .

Passe bem

Jairo Entrecosto disse...

Anónimo:

"Porque razão deve acreditar nessa carta?"

Porque não tenho provas de que seja falsa e prefiro analisar o seu conteúdo.

"Você viu-a?"

Não.

"Leu-a?"

Ouvi o excerto exposto por Cantalamessa, e analisei-o. Como disse, só admitiria o burburinho que houve, em duas situações:

1.Provar-se que a carta era falsa e o amigo judeu inexistente.
2. Ser um exagero afirmar que a generalização em causa não é comparável à generalização anti-semita.

Como demonstrei com as duas caricaturas que postei, é um facto: o estereótipo do padre pedófilo é real e faz mesmo lembrar o pior do anti-semitismo.


"Que garantias tenho que essa carta é uma realidade?"

Que garantias me dá que seja falsa? Que garantias me dá que não existe generalização desonesta contra os padres, depois de tantos textos e caricaturas de todos conhecidos?

"Além da palavra de Raniero Cantalamessa, claro?"

Por que haveria de não confiar num homem que dá a cara e sujeita-se a ser investigado, confiando antes num anónimo trapalhão que não sabe argumentar, como veremos mais abaixo?

"Ponha as suas capacidades cognitivas á prova pensando de forma racional."

Ò grande cognitivo,diga lá onde está o meu erro de raciocínio, que até foi resumido assim no post original:


"a acreditar no senhor Cantalamessa:

1.Existe um senhor judeu seu amigo,
2.Esse senhor judeu enviou-lhe uma carta.
3.Nessa carta, o senhor judeu diz que:

a) O estereótipo,
b)Responsabilizar o colectivo pelo individual;
c)Recordam-lhe os aspectos mais vergonhosos do anti-semitismo."

E depois, conclui:

"Só compreenderia uma revolta tão comovente, em duas situações:

-Não existe nenhum amigo judeu ou carta enviada a Cantalamessa,
-A carta existe mas o referido judeu não tem razões para se lembrar dos "aspectos mais vergonhosos do anti-semitismo", quando é confrontado com o actual estereótipo do padre pedófilo, já que tal coisa não existe."

Vá, diga-me um único erro, se não for muito incómodo...


"Se eu lhe disser que tenho uma carta escrita sobre um padre que violava mulheres em coma nos cuidados intensivos de um hospital, você acreditava?"

Não. Porque isso não é uma carta, mas uma notícia de todos conhecida.

"Pense e reflita."

No quê?! A Igreja Católica defende como moralmente aceitável a violação de mulheres em coma?!

Passou-se ou quê?

Espectadores disse...

Caro Anónimo,

«Se eu lhe disser que tenho uma carta escrita sobre um padre que violava mulheres em coma nos cuidados intensivos de um hospital, você acreditava?»

O que é que é suposto concluirmos desta história deste padre belga?
Pode-nos ajudar?

1) Devemos deduzir que os padres violam mulheres em coma?

2) Devemos deduzir que a Igreja concorda com isso?

3) Devemos deduzir que o sacerdócio leva uma pessoa a violar mulheres em coma?

Que paciência...

Qual é a novidade??
Há monstros e criminosos um pouco por toda a parte. Uns chegam a professores, outros a médicos. Alguns até chegam a padres! E daí?

Caro Anónimo: consegue expor-nos o seu argumento de forma estruturada?

Obrigado

Espectadores disse...

Caro Luís,

«"No entanto, é evidente que matar um inocente é pior que abusar sexualmente de um inocente." Sou catolico praticante e nao subescrevo a frase acima e nem tenho a certeza de que e verdade catolica. Matar a alma e pior do que matar o corpo.'»

Seja bem-vindo se vem por bem!
Não consegui compreender bem porque é que não subscreve a frase... Penso que é melhor aclarar algumas ideias:

1) Afirmar que matar é pior que violar não é afirmar uma verdade católica; é afirmar uma verdade, ponto final.

2) O que é isso de "matar uma alma"?

3) Visto que o aborto é um assassinato irreversível, enquanto que uma vítima de violação ou abuso sexual que sobrevive ao crime ainda tem a possibilidade de tentar reconstruir a sua vida, não entendo como é que pretende justificar que o abuso sexual é mais grave que o assassinato.

A sua tese simplesmente não faz sentido. Dizer frases poéticas acerca da morte da alma não ajuda ao seu argumento. Pode explicar-nos porque é que considera que o direito à vida vale menos que o direito à auto-determinação sexual?

Ambas as coisas são crimes: matar e abusar sexualmente de alguém. No entanto, têm gravidades diferentes. O meu argumento é simples como a água: o direito à vida é o direito mais básico de todos, pois os mortos não reivindicam direitos.

Obrigado pela visita e pelo comentário. Fico então a aguardar a sua resposta.

Espectadores disse...

Caro Anónimo (não sei se o mesmo),

«será que não consegue fazer uma incursão ao “mundo” das células embrionárias? Ou apenas se esforça de forma conveniente, por conveniência?»

Não entendi. O que é que me pede?

«Quando os entendidos, autoridades no assunto, não chegam a consenso sobre o momento exacto que separa o “ser do não ser” – desde o momento exacto da fecundação até a algumas semanas depois»

Hã?
Entendidos?
Homem, eu falo de Ciência. Isto é simples: quando o espermatozóide fertiliza o óvulo, ocorre um fenómeno importante chamado "bloqueio rápido da polispermia", que é crucial para impedir a entrada de outros espermatozóides. Em poucos segundos dá-se a singamia, ou seja, a fusão dos núcleos de ambas as células. Quase de seguida, inicia-se a respiração celular e os processos metabólicos da nova vida humana, por enquanto ainda monocelular. Há alguma dúvida de que é vida e de que é humana? SE tiver dúvidas, há uns bons vídeos da National Geographic...

«–, com que autoridade afirma tratar-se de um crime?»

Ora bolas, então matar um ser humano inocente não é um crime??

«1. Você sabe tão bem quanto eu que a “IVG”, ou “aborto” como depreciativamente gosta de lhe chamar»

"IVG" é um eufemismo inventado pelos políticos para enganar as pessoas. Aborto é o resultado a acção. O termo mais indicado é abortamento, que é a acção. Aborto é o resultado: uma vida humana destruída.

«tem sido usada, praticamente desde sempre, na resolução de alguns casos menos esclarecidos e complicados.»

Quais casos?

«E sabe também que a existência de uma lei que condene tal facto, serviria apenas os preconceitos de uma religião, que teimando em assobiar para o lado, continuaria a permitir a existência de “pseudo-clínicas” em vãos de escada e a promover a falta de cuidados clínicos.»

Quem falou em religiões?
Eu falei em religiões?
Alguém aqui invocou argumentos religiosos? Onde?

«2. A decisão da opção pela “IVG” é tomada, não com a intenção de eliminar “o que quer que seja”»

Ai, pois não. É até o oposto: é para preservar a nova vida, pois é... E nós somos todos tansos, é? Quer fazer-nos de parvos? Que falta de respeito...

«mas sim com a intenção de resolver uma situação que possa interferir com direitos, deveres e qualidade de vida.»

Resolver uma situação, é?
Claro: matar, quando nos aumenta a "qualidade de vida", é realmente uma forma de "resolver uma situação". Raios partam. Desde quando é que eu posso dispor de uma vida alheia para servir os meus interesses, ou melhorar a minha "qualidade de vida"? Eu posso matar uma pessoa para viver melhor? Mesmo se essa pessoa for minha filha?
Raios partam...

«Tomar este tipo de decisão deve ser complicado, difícil, angustiante, senão mesmo, tortuoso.»

Não tenho a mais pequena dúvida de que é. Mas explique-me: as decisões difíceis de tomar estão todas certas, só porque foram difíceis?

«Certamente que não são tomadas de ânimo leve.»

Certamente que não serão, NALGUNS CASOS, tomadas de ânimo leve. Mas explique-me: as decisões, quando não são tomadas de ânimo leve, estão todas certas, só porque não foram tomadas de ânimo leve?

Desculpe lá esta minha mania dos argumentos e da lógica, mas eu gosto de mesmo de tentar perceber o que é que passa na cabeça de uma pessoa que procura justificar para si mesma que um crime é uma coisa porreira, e até mesmo um direito.

05/06/10 17:57

Espectadores disse...

Caro Erektus,

«Rezar é um acto de subserviência histérica perante uma ideia abstracta, que poderá incomodar a liberdade daqueles que não acreditam.»

Ouça: tem uma solução simples. Eu já participei num terço desses, rezado à porta do Abortadouro dos Arcos, aqui em Lisboa. Se quiser, da próxima vez combinamos. Eu estarei lá a rezar o terço. Você chega, e tira-me o terço da mão. Até pode pisar esse símbolo supersticioso. Depois, dá-me uma bofetada, a mim, supersticioso idiota que me atrevi a rezar nas ruas da minha cidade. Só não espere de mim, depois disso, uma atitude muito cristã...

«Quem lhe disse que estarei interessado em acreditar numa divindade que, pela sua benevolência, estará disposta a castigar quem duvide da sua existência?»

Quem lhe disse que eu estou interessado em que acredite? Eu preocupo-me, sobretudo, com as pessoas de boa vontade.

«Ou o ruído deve ser tolerado?»

Explique-se: quer proibir-nos de rezar na rua? É isso? Há gente que convive tão mal com as liberdades fundamentais, caramba. Estamos sempre a ter que correr o risco de aturar com um ditadorzeco em potência, ao virar da esquina...

«Será? Ou terão contribuído para o aumento das taxas de miséria e do número de excluídos?»

Quer ter a bondade de nos explicar como?

«Não sei qual o exacto momento que separa “o ser do não ser”»

Eu já dei dois bons momentos: o bloqueio rápido da polispermia e a singamia. Eu aceito os dois como momentos interessantes para definir o início da vida. Uma coisa todos os alunos do 1º ano de Biologia lhe podem dizer: depois da singamia dos gâmetas humanos (que ocorre nos primeiros segundos após a fertilização) já tem vida humana nova. E que eu saiba, essa vida não é um porco nem uma vaca. Tem o ADN do Homo Sapiens. Que será?

«mas, convencido que estarei longe de um acto criminoso, não acredito que a “supressão” de uma célula»

Você já foi essa célula. Gostaria de ter sido suprimido?
Como é evidente, não é uma célula qualquer: na fase unicelular, pela qual todos nós passamos, essa célula minúscula representa o que somos. Nenhum material genético é acrescentado. Estamos ali por inteiro, nessa célula. A sério que há bons documentários da National Geographic sobre a reprodução humana.

«seja mais grave do que amputar uma criança da sua dignidade e da sua auto-estima.»

Se destruir a "célula", destrói a criança, entende? É preciso fazer um desenho?

«A pedofilia deixa cicatrizes profundas que dificultam o “bem-estar” futuro de quem foi violentado na sua intimidade.»

O aborto não deixa "cicatrizes profundas". O aborto vai um bocadinho mais longe, hã? Destrói a pessoa por completo. Oblitera-a. Aniquila-a. Mata-a.

Quer continuar a brincar com palavras, e a convencer-nos de que não há mal nenhum em matar seres humanos inocentes?

Cumprimentos

Anónimo disse...

Caro Bernardo,
Gosto muito de ler o seu blog e estou do seu lado no combate contra o aborto e também contra a campanha de difamação da Igreja desenvolvida na sequência dos crimes de alguns padres. O que quis dizer é que se me encontrasse numa situação em que tivesse de escolher, para mim mesmo ou para um filho meu, entre a morte e a desonra (que é uma forma de morte da alma, expressão usada por muitos santos para descrever o pecado) que resulta do abuso sexual, não sei qual seria a opção menos má. Algo me diz todavia que uma pessoa verdadeiramente corajosa que se encontrasse em tal situação não teria a minima dúvida: escolheria a morte. Quando vi a frase, de que discordo, veio-me à mente a palavra do Evangelho segundo S. Mateus (10-28). Não tenho dúvidas de que a morte seria de longe preferível para quem comete o crime mas talvez o seja também para a vítima.

Tenho-me perguntado várias vezes o que leva aqueles padres a continuarem como sacerdotes depois de terem sucumbido pela primeira vez à tentação e não tenho resposta. Provavelmente com o hábito, a voz da consciência fica cada vez mais fraca até que deixa de ser ouvida, mas escapa-me a reacção deles ao primeiro crime. Como é que pessoas que conhecem o Evangelho e tratam diariamente das coisas sagradas podem repetir aqueles crimes? Só se pode tratar de casos de verdadeira possessão diabólica.

Tanto o aborto como a pedofilia são violações do quinto Mandamento, mas o pecado da pedofilia, especialmente quando cometido de forma repetida por um padre, parece-me conter um maior desprezo pelo primeiro Mandamento.
(Luis)

Espectadores disse...

Caro Luís,

«Gosto muito de ler o seu blog e estou do seu lado»

Muito obrigado!

«Algo me diz todavia que uma pessoa verdadeiramente corajosa que se encontrasse em tal situação não teria a minima dúvida: escolheria a morte.»

Penso que o Luís está a misturar coisas diferentes. Agora entendo o que queria dizer. Se falamos de a pessoa preferir o martírio (que não é suicídio) a ser violentada, é claro que tem toda a razão. Mas neste caso, não é a pessoa que se está a matar. O mártir não quer morrer nem se mata. O mártir usa da última e fundamental liberdade do ser humano: a recusa em colaborar com o mal, mesmo que isso implique perder a vida.

Uma coisa é dizer que se prefere sofrer a morte (indesejada) para evitar o ultraje. Neste caso, o Luís tem toda a razão e concordo totalmente consigo.

Outra coisa diferente é dizer que o ultraje do abuso sexual é mais grave que matar. Eu não vejo como possa ser.

«Não tenho dúvidas de que a morte seria de longe preferível para quem comete o crime mas talvez o seja também para a vítima.»

Não concordo com a generalização. Numa situação horrível como essa, é de imaginar que a vítima prefira morrer a passar pelos horrores de um trauma desses. Mas, vistas bem as coisas, a morte é irreversível e é sempre um atentado maior.

«Tenho-me perguntado várias vezes o que leva aqueles padres a continuarem como sacerdotes depois de terem sucumbido pela primeira vez à tentação e não tenho resposta.»

É o mistério do Mal. A sedução do pecado, e o vórtice que daí resulta, e que suga a pessoa para uma espiral de maldade. Os padres estão tão sujeitos ao Pecado Original como nós, e por isso, estão sempre sujeitos a cair nessa espiral de maldade. Não tenhamos nunca a tentação de dizer "eu nunca faria isso". O ser humano é mesmo assim: capaz de fazer um incrível bem, mas também capaz de fazer um incrível mal.

Penso que, por vezes, incorremos no erro de considerar que determinado criminoso é um monstro. Todas as pessoas, nas piores circunstâncias, e em situação de grave fragilidade psíquica e espiritual, podem vir a cair numa espiral de maldade. Do mesmo modo que todos nós, nas melhores circunstâncias e fortalecidos psíquica e espiritualmente, podemos alcançar a santidade.

Esta ambivalência para o bem e para o mal é a marca da liberdade humana.

«Provavelmente com o hábito, a voz da consciência fica cada vez mais fraca até que deixa de ser ouvida, mas escapa-me a reacção deles ao primeiro crime.»

Penso que há, quase de certeza, uma sensação de auto-defesa, pensando o abusador que o seu acto não é tão grave quanto é. Ninguém é juiz em causa própria.

(continua)

Espectadores disse...

(continuação)

«Como é que pessoas que conhecem o Evangelho e tratam diariamente das coisas sagradas podem repetir aqueles crimes? Só se pode tratar de casos de verdadeira possessão diabólica.»

Certamente. No entanto, não nos iludamos numa coisa central: o Diabo só age sobre nós quando nós o deixamos agir. É da nossa liberdade de criaturas que vem a nossa colaboração livre com o Mal.

«Tanto o aborto como a pedofilia são violações do quinto Mandamento, mas o pecado da pedofilia, especialmente quando cometido de forma repetida por um padre, parece-me conter um maior desprezo pelo primeiro Mandamento.»

Sem dúvida. É um ultraje a Deus criador. É um pecado horrendo. Eu também não quero passar a ideia de que considero ser irrelevante se o crime é feito por um padre ou não. Certamente que o estatuto sacerdotal confere uma maior gravidade ao crime. Mas penso que não se tem insistido no facto elementar de que o sacerdote é tão humano e pecador como qualquer um de nós.

E é muito insensato da nossa parte se caímos no orgulho de achar que nós nunca pecaríamos daquela maneira. Somos bastante frágeis, e devemos estar permanentemente vigilantes para não cairmos em tentação.

É verdade que, para a pessoa normal, um pecado desta gravidade parece-lhe tão distante que se chega a pensar: "eu nunca faria isto". Mas o pecado é uma escada que desce. E essa escada nunca se desce sem percorrer os vários degraus da gravidade.

Nenhum criminoso desta natureza "salta" de uma vida normal para um pecado desta gravidade sem, pelo meio, ter cometido uma multitude de pecados de gravidade cada vez maior. Esse é o alerta que devemos lançar a nós mesmos.

Um abraço

Anónimo disse...

acaba com o aborto em 2020
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abraço
Rodrigo FC