segunda-feira, 14 de março de 2011

Libertaram o bebé Joseph!


Após uma luta de duas semanas com o "staff" do London Health Sciences Centre, em Ontário (Canadá), os pais do bebé Joseph Maraachli, com a ajuda do movimento Priests for Life, conseguiram que o maldito hospital deixasse sair a criança. O dito hospital considerava que a alimentação artificial de que o bebé necessita era um tratamento "fútil", considerando que a esperança de vida da criança é curta e que ela não sobrevive sem alimentação.

O "plano" destes facínoras consistia em deixar morrer o bebé Joseph à fome, negando-lhe a alimentação artificial, numa repetição do crime contra Terry Schiavo. Desta vez, não levaram a melhor. Após uma mega-campanha de "mailing" promovida pelo "Priests for Life", que resultou na inundação das caixas de correio do London Health Sciences Centre com mensagens vindas de todo o mundo, eles lá cederam, e deixaram sair a criança.

O bebé voou ontem à noite para os Estados Unidos num voo "charter" pago pelo "Priests for Life", para ser internado no hospital católico Cardinal Glennon Children's Medical Center. Nesse hospital civilizado, é garantido que irão alimentar a criança e que não a deixarão morrer à fome. Nesse hospital civilizado, não se considera "fútil" alimentar um bebé, por muito doente que ele esteja.

Pode-se ler aqui uma descrição da aventura, e aqui estão algumas fotografias da "operação". Aqui, a notícia da Fox News.

Finalmente, o herói do dia, o bebé Joseph:


PS: Uma entrevista da Fox News ao Padre Frank Pavone, do "Priests for Life", feita há uns dias atrás:

13 comentários:

Jairo Entrecosto disse...

Era este o estado do menino que os altruístas queriam matar à fome:


http://www.youtube.com/watch?v=__7vkYIn1zo&feature=related

Comentário encontrado no youtube:

"my ex boyfriend was in a vegatative state after a head injury and he didnt do any of the things this child is doing, what monster would want to hurt this little boy and his family? What shameful behavior on the part of the hospital"

Espectadores disse...

Jairo,

Obrigado, já tinha visto o vídeo.
Eu penso que esta história é pedagógica e ilustra bem o niilismo moral de uma sociedade secularizada (como a canadiana). Nietzsche avisou: o que poderá ocupar o vazio deixado pela saída de cena da moral cristã?

Realmente, se Deus não existe, tudo é permitido e não há fundamento objectivo para a moral. Nessa visão, seria realmente fútil gastar dinheiro com uma máquina biológica avariada, dado que ela está em fim de vida.

Este é o raciocínio macabro que está por detrás da visão materialista do mundo. Nessa visão, um bebé é apenas uma máquina biológica. E se ela vem ao mundo com algum "defeito de fabrico", então os custos para a manter a trabalhar podem não justificar a ausência de benefícios materiais de a manter a trabalhar.

Claro que tudo isto é um disparate. Em qualquer país civilizado, os directores desse hospital seriam demitidos como loucos facínoras, e potenciais infanticidas.

Gente selvagem, esta, que deixa morrer um bebé à fome.

Fica claro como água: o cristianismo é o garante da pessoalidade, da valorização total e completa de TODO o ser humano, e é o garante da protecção dos direitos humanos. Mandem o cristianismo às malvas, e tornamo-nos animais em menos de um século. Como porcos. Em pouco tempo, estaremos a comer fetos humanos em lojas "gourmet".

Um abraço

Anonimo disse...

Consideremos por um momento, se não fosse a tecnología que o mantém com vida, a criança já teria morrido por métodos naturais ha muito tempo. Foi a tecnología que o colocou naquele estado de viver ligado a uma maquina o que é perfeitamente humano quando a situação é reversivel, e será aconselhado se a morte causasse sofrimento ao paciente, mas estando ele em morte cerebral e estado vegetativo, há sofrimento?

Uma coisa é estar consciente, sentir, falar, viver mesmo estando ligado a um tubo, mesmo sem consciencia mas não estando em morte cerebral, não estando em estado vegetativo,e por isso podendo ser a situação reversivel. Esta pobre criança não tem qualquer esperança de alguma vez poder regressar a vida, de poder viver sem máquinas, isto é transformar a vida em objectos, sujeita a critérios morais os quais não conseguem fazer nada por essas vidas, mas sim uma especie de manter o destino, o fatalismo. Não será isto um egoismo? destas pessoas que precisam do exemplo dessas outras vidas invalidas, agonizantes para quê? para dar conforto? Para expressar a sua moral, a sua piedade, a sua defesa da vida, numa espécie de auto piedade, querendo manter a vida ate a falência organica, quando por um processo natural essa falencia organica já teria ocorrido caso não fosse o progresso e a ligação às maquinas a manter a situação.

"Em pouco tempo, estaremos a comer fetos humanos em lojas "gourmet".

Gostei imenso desta tirada.

Anonimo disse...

Então como é que devemos encarar a vida, a vida é um direito ou uma obrigação?

Se for um direito é meu, e eu posso dispor dele e por conseguinte da minha vida, mas se for uma obrigação significa que alguém tem direitos sobre mim, a minha vida, e esta não me pertence nem eu posso dispor dela se me apetecer. O direito de viver com dignidade deve ter o seu oposto em abstracto, morrer com dignidade. Eu quero saber que tenho esse direito, mesmo que nunca o use, e não que outros podem obrigar-me a viver contra minha vontade pelos seus padrões morais.

Espectadores disse...

Caro Anónimo,

«mas estando ele em morte cerebral e estado vegetativo, há sofrimento?»

1) O bebé Joseph não está em morte cerebral, nem em estado vegetativo; ele está consciente, só não consegue deglutir; a situação dele tende a piorar, mas não diga disparates e informe-se primeiro; você nem sequer se deu ao trabalho de seguir o "link" do Jairo, que leva para um vídeo onde se vê claramente que a criança não está em estado vegetativo

2) Mesmo que o bebé estivesse em estado vegetativo, isso justifica que se lhe tire a comida, deixando-o morrer à fome?

3) Você disse: "Esta pobre criança não tem qualquer esperança de alguma vez poder regressar a vida"; note que esta criança ESTÁ VIVA; logo, é uma asneira dizer que ela não tem esperança de regressar à vida

4) Você disse: "de poder viver sem máquinas", e então o que fazer das pessoas que não podem viver sem máquinas? doentes com "pacemaker"? doentes com hemodiálise diária? deixamo-los morrer, é? deixamos que morram de morte natural, para não terem que ser ligados a máquinas?

O problema da ética que você defende não é apenas o de que se trata de uma ética desumana e selvagem. O problema da ética que você defende começa logo porque é incoerente e contraditória.

Aprenda a argumentar, por favor.

Anonimo disse...

“1) O bebé Joseph não está em morte cerebral, nem em estado vegetativo;”

Isso diz o senhor, mas no momento em que se decidiu retirar o tubo esta segundo as noticias em estado vegetativo, foi tratado tanto quanto a medicina o permitia até esse ponto, dai a decisão.

Esta aqui a noticia nesta url que diz o contrario do que o senhor diz a este respeito do esatdo vegetativo.

http://lejournaldemontreal.canoe.ca/journaldemontreal
/actualites/national/archives/2011/03/20110314-213845.html

“Le petit Joseph Maraachli, qui était maintenu en vie grâce à un appareil respiratoire dans un centre hospitalier de l'Ontario, a été transféré par avion, tard dimanche soir, à l'hôpital Cardinal Glennon, à St-Louis, au Missouri.
Le bambin, mourant, est atteint d’un grave dysfonctionnement respiratoire et neurologique. Il est dans un état végétatif, sans espoir de guérison, selon les médecins du Centre des sciences de la santé, à London, où il était hospitalisé depuis octobre 2010. “


“2) Mesmo que o bebé estivesse em estado vegetativo, isso justifica que se lhe tire a comida, deixando-o morrer à fome?”

Pode chocar, mas está morto, se estiver em estado vegetativo não sente, ja houve outros casos assim decididos, não pensemos como se tivesse as faculdades normais e sentisse fome, porque se assim fosse não haveria o conceito de morte cerebral.

“4) Você disse: "de poder viver sem máquinas", e então o que fazer das pessoas que não podem viver sem máquinas? doentes com "pacemaker”

É pa, voce confunde tudo, e isso é o problema da coisa, de ver tudo como desumano por esse prisma. Viver sem maquinas estamos a falar de doentes em morte cerebral que só vivem a custa das maquinas, se desligar as maquinas a pessoa morre porque ja esta morta ou estaria morta por processos naturais não recorrendo as maquinas, o cerebro ja morreu. Pacemakers a que propósito? ou outros doentes com problemas respiratorios que precisam de andar com oxigénio, não confunda as coisas e não dramatize.

E vem o senhor falar em aprender a argumentar, quando deturpa tudo.

Anonimo disse...

"Você disse: "Esta pobre criança não tem qualquer esperança de alguma vez poder regressar a vida"; note que esta criança ESTÁ VIVA; logo, é uma asneira dizer que ela não tem esperança de regressar à vida"


Passou-me esta, mostre ai quantas pessoas em estado vegetativo, declaradas mortas cerebralmente, o tronco cerebral morto, voltaram a vida, mostre la, desafio-o.

Atenção não confunda morte cerebral, do tronco cerebral
estado vegetativo, com comas. Percebe.

Quer ver um exemplo um escritor portugues falecido ha tempos josé cardoso pires, teve um avc entrou em coma , mas o tonco cerebral não morrera, regressou a vida e escreveu um livro "de profundis valsa lenta" onde relata o ocorrido.

Xiquinho disse...

The organization's director, the Rev. Frank Pavone, says he has been told that it could cost as much as $150,000 for Joseph's stay in the pediatric intensive care unit.(...)

Here's the irony. According to the most rigorous charity evaluation agency in the country, GiveWell.org, you can save a child's life for about $1,000. All you have to do is give the money to their top-rated charity, Village Reach, which delivers vaccines and other urgently needed medical supplies to rural areas in developing countries.

If Priests for Life were really serious about saving lives, instead of "rescuing" Joseph so he can live another few months lying in bed, unable to experience the normal joys of childhood, let alone become an adult, they could have used the money they have raised to save 150 lives - most of them children who would have gone on to live healthy, happy lives for 50 years or more.

Read more: http://www.nydailynews.com/opinions/2011/03/18/2011-03-18_attempted_rescue_of_baby_joseph_maraachli_prolife_poster_child_is_deeply_misguid.html#ixzz1H7mqJ9N5

Alma peregrina disse...

Caro Xiquinho:

Era simples... Bastava parar de pagar abortamentos e assim já haveria dinheiro suficiente para salvar as crianças necessitadas de vacinas E TAMBÉM o bebé Joseph.

Pax Christi

Xiquinho disse...

Caro Alma,

Era sim, era também pôr todos os presbíteros a pagar impostos, como fazem as pessoas normais e também era capaz de sobrar mais algum para as vacinas. Para o baby Joseph, infelizmente, não há dinheiro nenhum que o salve. Só se for Deus. Veremos...

Paz na Terra :=)

Anonimo disse...

“Para o baby Joseph, infelizmente, não há dinheiro nenhum que o salve. Só se for Deus. Veremos...”

Bem deus parece que não está virado para todas as opções, se não interveio antes em relação a outro filho, porque haveria de intervir agora, parece que este casal tem um destino um pouco trágico em relação aos filhos.

“Los Maraachli tuvieron una hija hace ocho años que presentó la misma enfermedad pero a ella sí le practicaron una traqueotomía y murió en su casa”

Alma peregrina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alma peregrina disse...

Caro Xiquinho:

É-me indiferente... deixem de usar dinheiro para pagar abortamentos e usem o dinheiro para ajudar crianças que precisem. Seja para prevenção, cura ou paliação.

Quanto a salvar o bebé Joseph, Deus até pode não salva-lo da sua doença. Mas, pelo menos, salvou-o dos médicos (perdão, digo, dos gestores de recursos de bata branca) que queriam matá-lo à fome. Assim, o bebé Joseph poderá morrer num ambiente repleto de afecto familiar e com a nutrição adequada.

Isso também é "salvar", sabia?

Pax Christi (qui est pax in terram)